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25 de fevereiro de 2016

Na última semana as redes sociais ficaram cheias de declarações de amor aos filhos e a maternidade. O motivo? Um desafio (proposto não sei por quem mas que virou hit ou uma espécie de corrente facebookiana e instragamniana) onde as mamães deveriam postar quatro fotos que representassem as maravilhas da maternidade. Vi cada foto linda, bebês fofos e gordinhos, muito amor, carinho, sorriso e então…uma polêmica. UÉ mas por qual motivo haveria polêmica num momento tão fofo nas redes? Vou explicar meus amigos: A hipocrisia que nos é peculiar.

Não vou ser tão profunda na minha análise porque isso requer estudos de psicologia, sociologia entre outras ciências para explicar esse fenômeno que ronda o “desafio da maternidade”. Nos anos 90 uma frase tornou-se famosa: “ser mãe é padecer no paraíso”. Ual, então vamos todas ser mããães uhulll!! É isso? Não, não é isso. Essa frase dentre outros pensamentos causaram consequências não tão agradáveis na vida das mulheres (que está longe de ser justa no nosso país machista hehe). As mulheres tinham e tem obrigação de serem felizes, pacientes, 100% abnegadas e renunciar até mesmo a elas mesmas na maternidade afinal SER MÃE É PADECER NO PARAÍSO, EBA. E para não contrariar o padrão falso, as mulheres se sentiam e se sentem culpadas por serem humanas e não ficarem sempre felizes nesse estado-mãe (isso mesmo meus amores, mulheres são seres humanos, acreditam?).

Pois bem, sem mais delongas uma mãe comum então postou numa rede o seu desafio e disse o que muitas querem falar mas não tem coragem ou se culpam por sentir. Ela disse que a maternidade não é um mundo cor de rosa, não é um conto de fadas e muitas das vezes é um momento de muita angústia e frustração. Como iniciei o post falando de hipocrisia, vocês imaginam a repercussão que isso causou… muitas pessoas julgando a moça de não amar seus filhos ou de não entender o que é ser mãe (gente até que nunca teve filhos!). Eu olhei aquilo e fiquei me perguntando onde as pessoas estão com a cabecinha, pois no lugar certo não está. Eu compreendi totalmente aquela moça pois tudo que ela relatou no post eu senti ou sinto ainda.

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Menos desafio, mais desabafo [Lia Bock para a Revista Trip]

Trata-se de expor os dois lados da moeda, de sermos justos, de sermos honestos. A maternidade é sim um desafio diário. Não significa que nós mães não amemos nossos filhos se admitirmos que estamos cansadas, ou estressadas, ou que não aguentam mais ouvir choro. Isso faz parte da jornada. Faz parte do aprendizado. O que nós precisamos não é de uma ditadura do sorriso e sim de apoio e de informar a quem quiser que ser mãe é padecer NO DESAFIO. Talvez o maior desafio das nossas vidas.

(Obs: Esse post não tem intenção de criticar quem publicou suas fotos lindas com seus filhos. Achei particularmente muito fofo, mas senti necessitado de explanar sobre o caso polêmico. Um beijo)

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Tem uma citação que diz “A carência é o mal do século” e ela tem se mostrado muito verdadeira. Se já é difícil computar o número de pessoas carentes socialmente no mundo, imagine o de pessoas carentes afetiva e mentalmente. Arrisco dizer que é bem maior! Muita gente tem a ideia errada de que carência é coisa de gente sozinha, deprê, “que ninguém quer”. Mas se pensar bem, há grandes chances de quem acha isso SER também alguém carente (e é por isso que muita gente não gosta de pensar muito, né? “a ignorância é uma benção” hahaha).

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Em um mundo onde existem aplicativos para filtrar pessoas que te interessem (alô, Tinder), pessoas que estão por perto (Happn) ou até mesmo quem esteja na mesma vibe atrás de algo 100% casual e sem mágoas (Grindr), estar sozinho é relativo; em uma dinâmica onde mesas de bar e festas transformam desconhecidos em melhores amigos até a próxima rodada e convite para sair via whatsapp, não ter companhia é relativo; e em tempos de declarações públicas em redes sociais e fotos de casais sempre felizes (mesmo que estejam passando por uma crise), estar bem acompanhado também é relativo.

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O fato é que nunca estivemos tão conectados e tão disponíveis mas, em se tratando de AFETO, a maioria de nós tem vivido em modo economia de energia. A gente se dá muito pouco mas a gente precisa de MUITO. Todo mundo. Por isso a conta não fecha! A carência que faz uma pessoa procurar alguém minimamente interessante para conversar e massagear seu ego no Tinder, ou alguém procurar uma conexão com alguém legal que acabou de conhecer num bar (do tipo “você me entende!”) é a mesma que faz alguém que está num relacionamento ruim se manter nele. Ninguém consegue ficar completamente sozinho, precisamos dos outros sim! E por isso buscamos nos relacionar de diversas formas. Mas parece que estamos fazendo isso errado e todos saímos perdendo!

Você nem sabe, mas seu amigo de bar tá mal e precisa desabafar mas não fará isso porque o preço para ter sua companhia é SER uma boa companhia, né? Ele não vai te contar os problemas dele e sair aliviado e você não vai oferecer bons conselhos e se sentir bem por isso. Você não notou mas sua namorada perdeu o brilho nos olhos e tá se sentindo meio rejeitada, só que se ela falar isso vai estragar o programa da noite e quebrar o clima, né? Quem sabe amanhã você note e faça algo a respeito! Enquanto isso ela ficará ali esperando porque é mais seguro ter pra quem voltar no fim do dia. Ficar sozinha deve ser horrível! Igual a fulana que vive de encontro em encontro e parece meio perdida. Já pensou que bizarro ter companhia e se sentir sozinha, mesmo assim? Parece a história de alguém que você conhece… a de todos os três exemplos citados nesse parágrafo!!

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O quão interessados nós realmente estamos nas pessoas com as quais nos relacionamos, interagimos, saímos ou conhecemos? Você tem se relacionado verdadeiramente com quem te faz companhia ou só tem batido ponto? Quando foi que ficamos tão egoístas e econômicos na hora de oferecer o afeto que todo mundo precisa desesperadamente mas ninguém está disposto a admitir ou oferecer? Quando foi que querer assistência virou capricho, mostrar que se importa ficou dispensável e se envolver mais (ou direito) virou crime? Eu não tenho resposta pra nada disso mas ficam aqui as perguntas pra te obrigar a pensar a respeito e rever suas posturas, assim como eu tô tentando fazer.

Vamos todos dar as mãos e simular um abraço coletivo porque tá sobrando conexão, mas estão faltando vínculos. Alguém arranja a senha desse wi-fi, urgente!

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Eu pensei em mil maneiras de começar o post sem parecer sensacionalista, polêmico ou algo do tipo porque isso é tudo o que eu NÃO quero; mas acabei não pensando em nada e então só recomendo que: calma lá, galera, não é nada demais. Venham ler com amor no coração <3

 

Desde que eu fiquei doente do estômago (tô muito bem já, obrigadinha!) e ouvi do médico (maior especialista da área!) que eu teria que tomar remédio pro resto da vida eu decidi (por mim mesma, ninguém me pressionou, e nem fizeram lavagem cerebral) que iria mudar meu estilo de vida e minha alimentação. Foi aí, meus amigos, que começou uma guerra hahaha.
Não, não foi difícil nem sofrido (pra desespero dazinimigas), nem nada disso do que as pessoas imaginam. Foda mesmo foi aturar a galerinha chata de galocha enchendo o saco e se metendo em tudo a respeito da minha vida, agora mais do que nunca.

Ao mudar a minha alimentação eu aprendi muito mais jeitos de despistar e responder chatos do que receitas com folhas verdes. Aprendi muito mais a sair pela culatra a convites desnecessários que dicas de lanchinhos da tarde. Aprendi como respirar fundo, contar até mil e responder com paciência as perguntas (embutidas de preconceito) do que qualquer outra coisa. Sérinho, juro juradinho.
E comecei a ver como que é complicado se destacar da grande massa, pensar diferente do que todos pensam. Vocês podem pensar: “Dõoooo, todo mundo sabe disso, Nat!“, pois é, sabe que eu achava isso também? Mas aparentemente não, viu! Azmigue tudo? Só comentário pérola!

Pro meu absoluto espanto as pessoas que eu mais julgava legais, cools, diferentes, inteligentes, bem-informadas, foram as que mais fizeram comentários absolutamente desnecessários!  Eu sempre achei que o maior problema  seria com minha família. Mas pro meu espanto minha avó nem ligou (até faz pratos especiais pra mim <3), papai adora me usar como desculpa pra comer cada vez mais tambaqui (tô ligada, viu, pai!), e as pessoas que eu julgava que não entenderiam  foram as mais doces, legais, compreensivas e receptivas!

Comecei a pensar: Por que ter uma atitude diferente da grande massa popular incomoda tanto? A resposta é porque o mundo não sabe lidar com quem pensa diferente da grande massa! Simples e fatídico.
O mundo vive fingindo que aceita, que adora o diferente, que cultiva a diversidade, até de fato aparecer alguém falando algo diferente de verdade de todo mundo e essa pessoa começa a ser ridicularizada e rechaçada. Nem sempre na sua frente, mas com os comentários por trás e principalmente pela internet.

E isso não tem nada a ver com comida e sim com pessoas. Gays, lésbicas, gordinhos, magrinhas, baixinhos, nerds e todo e qualquer pessoa fora do padrão geral sabe como é e já foi ridicularizada com comentários algum dia.

A nossa sociedade tá cheia desses preconceitos embutidos. Padrões embutidos e não obstante todo mundo saber disso, ter todo um discurso contra, a maioria faz bem ao contrário do que fala.

Bom, e como parece que a galera não se toca nunca (nunquinha mesmo!), não vai ser eu que vou escrever um livro falando pro mundo mudar, então resolvi fazer um “Manual prático  do que não falar pra uma pessoa que tem uma alimentação diferente da sua“. Deixa a mina, deixa o cara, pô!

Porque assim, já que é esforço demais abrir a mente, então pelo menos que feche a boca, néan, babys!

1)” Vamo ali comer uma picanha delícia sangrando que já já sara essa tua frescura.”


Vamo sim, só marcar!

2) “Como você vive sem hambúrguer do McDonnalds?”

Olha, vou fazer uma pesquisa pra tentar descobrir! Chama a galera da Harvard, porque não sei como os animais vivem, como os hominídeos conseguiram, sinceramente, me pergunto isso todos os dias!
3) “Nossa deve ser triste não poder comer essas coisas, né?”

Triste é ter uma doença terminal, uma deficiência, perder os pais, essas coisas, miga!
4) “Eu não teria coragem de fazer isso.”


Então não faz, mana!

5) “Ain como tu é fit! Quero ser fit também, me ensina, entrei na academia, comprei uns shakes e preciso emagrecer, me ajuda?”


Só um minutinho, ok?

6) “Você já é magra, se ficar sem comer proteína vai sumir! Pode até ficar doente! Vai ficar anêmica de certeza.”

Só um minutinho, ok?
7) “Mas, se alimentar bem é caro!”


Sou milionária, mesmo!
 8)”Não suporto essa galera saudável!”


Que bom, hein!
Espero de coração que vocês nunca tenham feito esses comentários acima. E, se por acaso já ouviram (e certamente ouvirão de novo) tenham paciência e bom-humor sempre pra lidar com a situação, porque afinal, ninguém muda ninguém e tudo o que podemos fazer com os chatos é deixar eles pra lá, no lugarzinho deles e não se estressar, combinado? E sigamos comendo bem pra pele e pro cabelo ficarem mara! Beijinhos!

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Sabe aqueles mulherões que jogam os cabelos longos e sedosos para trás, cruzam as pernas perfeitas, dão um pequeno sorriso e conquistam metade do recinto em segundos? Não sou igual a elas. Nunca fui, provavelmente nunca vou ser, e talvez nem você. Mas, calma! Se você não se encaixa no padrão, pode encarar isso pelo lado bom e tirar proveito (ou chorar e reclamar por isso o resto da vida).

Hoje é moda shortinho, vestido justo, decotes reveladores etc e tal. Acontece que sempre fui magra demais e cresci acreditando que isso era um problema, então mostrar as pernas finas em um short curto, por exemplo, nunca foi opção! Assim como eu, muitas mulheres tem complexos com o corpo – obrigada mídia e sociedade! – mas o segredo para contornar isso é descobrir seus pontos fortes para ressaltá-los, achar um estilo que respeite quem VOCÊ é e usar as diferenças ao seu favor. Sim, aquelas coisas que te fazem destoar, que são incomuns e, para alguns, até estranhas.

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Fator “Kate Moss”

Nina Garcia, diretora de moda da revista ELLE, prega que existe uma certa perfeição nas imperfeições e batizou isso de “fator Kate Moss” por considerar que a modelo tinha sempre um quê de desarrumada e desalinhada, mas ainda assim ter uma presença marcante. Assim com a ~estranheza~ de Kate, há os dentes separados da Georgia Jagger, os olhos grandes demais da Mila Kunis, a falta de cabelo e excesso de curvas da Amber Rose. Tudo isso pode ser encarado como defeito… OU como características e peculiaridades que tornam essas mulheres únicas.

Outro padrão das brasileiras é a preferência pelos cabelos compridos e/ou loiros. Metade das mulheres que você conhece já pintou/pinta o cabelo de loiro, faz mechas, californianas etc (inclusive eu) e chora quando o cabeleireiro corta um pouco mais do que ela pediu. Isso me faz pensar que muitas mulheres se sintam na obrigação de usar o cabelo assim para se sentirem bonitas, femininas e aceitas. Mesmo que cabelão e loirice não combine com o perfil de todo mundo. Conheço tantas mulheres que ficaram mais interessantes e bonitas de cabelo curto! E morenas, ruivas, de cabelo colorido.

Quando cheguei no salão para cortar uma mulher fez cara de pena "vai cortar curtinho?" :/

Quando cheguei no salão para cortar uma mulher fez cara de pena “vai cortar curtinho?” :/

Tentar se encaixar num padrão é a forma mais fácil para odiar quem você é e nunca aprender a expressar sua real identidade. Em vez de reclamar por não ter curvas, põe um cropped top e desfile sua magreza por aí. Troque o cabelo grande e preso o tempo todo, por aquele corte que você sempre quis fazer. Invista num bom mousse para embelezar seus cachos. Destaque ainda mais os olhos ou a boca grande que foram motivo de piadinhas na adolescência. De que adianta receber elogios por estar assim ou assado se isso não te representa ou não te deixa a vontade? E quem se afeta ao receber críticas ou conselhos de mudança quando está super satisfeita com suas escolhas?

Sempre existirão modelos de beleza, mas o que está ao nosso alcance é nos tornar a melhor versão de nós mesmas e curtir cada segundo do processo. Pra que se prender a formas pré-prontas se tem coisa que combina mais e te serve melhor por aí? Bom é procurar o que você realmente é e transmitir isso na suas roupas, na sua cara, no seu cabelo e em tudo mais que comunique ao mundo: isso aqui sou eu e durmam com esse barulho! Em vez de forçar a barra para caber no que estão gritando por aí que é o ideal! Então, querida, seja você mesma. Ninguém mais pode fazer isso tão bem!

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