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14 de setembro de 2016

De certeza alguns de vocês já devem ter visto aí pelas redes sociais a hashtag #setembroamarelo e talvez não tenham se ligado no que significa ou ainda não entendido bem. É uma campanha internacional de prevenção ao suicídio criada pelo IASP – Associação Internacional para Prevenção do Suicídio e iniciada no Brasil em 2014 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), que tem por objetivo informar melhor as pessoas sobre a prevenção ao suicídio.

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O assunto é tão tabu que quando se ouve falar de algum caso, geralmente os comentários se limitam a genéricos “poxa, que pena, uma vida toda pela frente”, e não se fazem mais perguntas. Recentemente foram divulgados casos de suicídio de pais de família que não conseguiram lidar com a falência econômica, então mais pessoas passaram a conversar sobre o tema e muita gente ficou chocada (ainda mais por terem levado os filhos juntos) e se perguntando como que pode algo assim tão extremo acontecer. Mas não dá pra passar um dia chocado e no outro seguir como se nada tivesse acontecido. Então bora falar sobre suicídio? Começar a se informar mais?

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Os números nesse infográfico não são agradáveis e é por isso mesmo que resolvemos falar do assunto. Por esses dias eu vi algumas pessoas comentando que “leigos não deveriam se meter em algo sério” (depressão, no caso), como se disponibilizar para conversar com pessoas que estão passando por depressão não sendo profissionais, no entanto, é justamente por não estarmos mais atentos às pessoas do nosso convívio e muito menos dispostos a só ouvir que os casos de tentativas e suicídios de fato tem crescido cada vez mais.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), os casos de suicídio estão associados a doenças psicológicas diagnosticáveis e tratáveis, como a depressão, por exemplo. Não é que você, leigo, vá sair por aí dando palpite sobre o estado emocional das pessoas e jogando no Google pra opinar sobre o que ela tenha/sinta. E nem você, profissional de saúde, também não vai ficar distribuindo diagnóstico a rodo sem atender devidamente quem precise. A proposta é praticar a empatia, ser mais amigo, ouvir de coração quem tá aflito por seja lá o que for. Parece fácil mas quantas vezes você não ouviu alguém já pensando no que iria dizer? Juro que dá pra ouvir. Nem sempre é preciso falar algo pra demonstrar apoio :) às vezes perguntar honestamente como alguém está, ouvir com atenção e dar um abraço sincero ajudam muito mesmo!

Se você não sabe nem se deveria conversar mais com alguém que esteja agindo de forma diferente, existem alguns sinais de alerta sendo divulgados e que podem ajudar:

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E se você tem se sentido de alguma forma desesperado, deprimido, desamparado e/ou desesperançoso (os 4 Ds), fale com alguém sobre isso. Sério mesmo, põe a dor pra fora, não guarde tudo pra si. Há vários CAPSI (Centro acadêmico de psicologia) que disponibilizam espaço para atender o público que necessite de uma orientação e/ou outros serviços de saúde mental. Se não se sentir a vontade de procurar alguém do convívio ou falar pessoalmente, tem também o CVV – Centro de Valorização da Vida, uma entidade sem fins lucrativos que atua desde 1962 prevenindo suicídios. Embora o CVV trabalhe com voluntários não necessariamente formados em psicologia, todos recebem treinamento/orientação sobre como atender quem procura ajuda. Procure mesmo sem medo!

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Por fim, bora espalhar mais amor, por favor? O mundo inteira precisa! :)

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