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13 de fevereiro de 2017

Esses dias estava pensando no quanto nós, mulheres, somos moldadas a determinados comportamentos. Se você é mulher, sabe que desde que assinava Capricho 10 anos (!) atrás já se sentia feia ou deslocada por não ser tão perfeita quanto “aquelas mulheres da revista”. Se você é homem, certamente já teve no seu círculo de amizades ou relações uma garota linda, porém insatisfeita. “Ela só pode tá de sacanagem em se achar feia!“. Pior que não tá. A baixa-estima feminina vende maquiagem, produtos de beleza, procedimentos estéticos, revistas, shakes… é bem lucrativa. Se você é mulher, você é ensinada que nunca está boa o bastante, sempre dá pra “melhorar uma coisinha“.

"O que eu quero ser quando eu crescer? Bonita."

“O que eu quero ser quando eu crescer? Bonita.”

Nos meus pensamentos veio uma relação direta entre esse inconsciente coletivo feminino  “não sou bonita o bastante” e o fato de a gente se incomodar tanto com mulheres que aparentam ser confiantes e bem resolvidas. Excesso de auto-estima é uma afronta pra quem aprendeu a dançar conforme a música e se sentir constantemente digna de reparos. Sabe aquela menina que sempre posta selfie? “SE ACHA, NÉ? AFF“. E a que foi pra uma formatura e não para de postar foto da make e do look pela semana seguinte inteira? “Que saco, todo mundo já viu que tu tava gata!“. Quem nunca comentou mentalmente essas demonstrações – ao nosso ver excessivas – de auto-estima nas redes sociais?

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Então, perdidas no limbo entre o não se diminua tanto mas também não infle demais, já notei que muitas mulheres buscam justificativas ou disfarçam na hora de demonstrar que tão se sentindo bonitas. Já viu alguma amiga postando uma selfie na qual ela está evidentemente bonita mas na legenda escreve algo engraçado, pra “despistar” e não parecer que tá se achando? Ou aquela conhecida que casou e tava belíssima de noiva e pede “desculpa” por postar “de novo” uma foto do grande dia. Cada foto dessas parece uma requisição “Peço licença pra demonstrar meu auto-amor e apreciar a minha própria beleza.”

Por que nós, que nos identificamos tanto com a dor de não sermos perfeitas como nos sugerem ser, nos incomodamos mais com a menina “que se acha” do que nos compadecemos com todas as outras que tem certeza que não são boas o bastante? Não passa pela nossa cabeça a motivação oculta daquela fulana em ser ultraexpor em roupas sensuais e estar sempre maquiada ou o fato de 79 “lindas” comentados passarem batido ao ponto que um mero comentário maldoso tenha potencial pra acabar com dia dela… Garanto que até a mais linda beldade cybernética se acha feia, tem dias ruins ou gostaria de mudar alguma coisa em si mesma, porque ela passou pela mesma “catequeze” midiática/social que você.

Blue Swimsuit self portrait

Blue Swimsuit self portrait

Fica aqui o apelo pra pararmos de nos justificar por estarmos nos sentindo bem e ressignificarmos a antipatia que nutrimos por mulheres que demonstrem estar fazendo exatamente o que deveríamos nos treinar a fazer: se achando maravilhosas pra caralho. Fala pra amiga que ela “tá bonita pra cacete”. Dá amei na foto. Comenta que “adorou o novo corte”. Deixa todas essas mulheres saberem que alguém mais viu beleza nelas. A gente já ouve, lê e vê coisas demais que nos dizem o contrário.

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Esse post não tem o menor intuito de ser polêmico ou desrespeitoso. Estou avisando de antemão para que você abra sua mente para ler o que vou contar aqui de forma imparcial e com toda a empatia possível. Ok? Ok! Vamos lá?

O assunto é antigo: padrões de beleza. Coloquei no plural porque eles mudam ao longo das décadas e todos nós sabemos que na década de 60 o ícone de beleza era a curvilínea Marilyn Monroe (diva eterna) e haviam até propagandas para mulheres magras ganharem peso e “ficarem atraentes”.

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Na década de 80 iniciou-se uma obsessão pelos corpos atléticos ao ritmo de I Wanna Get Physical (essa música gruda na cabeça cuidado! haha) e a partir de aí, também, as modelos das passarelas começaram a virar ícone máximo de beleza. A magreza passou a ser venerada, foi um giro de 360º!

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O grande problema dos padrões de beleza é: QUANDO uma sociedade se LIMITA a eles e as pessoas acreditam que só podem se considerar bonitas se os atenderem, o que não é verdade! O nome “padrão” de beleza por si só é controverso. Padrão remete a algo padronizado, seriado, repetido muitas vezes. E os padrões de beleza não são isso, não são a média de beleza das pessoas daquela época nem o tipo físico que existe em maior escala. Ou seja, um padrão de beleza é, na verdade, um “ideal” de beleza. E como todo ideal NÃO é algo não tão facilmente alcançável, muito menos comum.

Na última década, em paralelo ao ideal de magreza, surgiu um outro: o de corpo sarado, musculoso, definido. Hoje as panicats são referência de muitas mulheres que frequentam academias em busca do corpo que consideram perfeito. É certo? É errado? Não importa! É, TAMBÉM, o ideal de beleza de uma geração. Mas “ideal “mesmo seria se todos os corpos fossem considerados bonitos, né?

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Agora vamos ao que me motivou a escrever esse post. Muitas pessoas, revoltadas (com TODA razão) a imposição de UM padrão específico de corpo acabam pesando a mão na hora de argumentar e, sem querer, fazem aquilo que elas reclamam sofrer: body shaming – que é basicamente desmerecer ou ridicularizar alguém pelo seu corpo. Com o pretexto de contestar a necessidade de ser magra para ser aceita(o), essas pessoas acabam atacando quem é, naturalmente, magro! Não foram essas pessoas que inventaram o padrão que você quer combater e elas não são desgraçadas só porque se encaixam nele acidentalmente (ou a custo de muita disciplina, dieta e qualquer outra coisa dentro do limite do saudável e da vontade pessoal delas).

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Quando você usa os termos “mulheres normais” ou “mulheres reais” para se referir a mulheres que NÃO são super magras ou magras você está dizendo para várias adolescentes magricelas, que são chamadas de Olivia Palito na escola e zoadas na faculdade pela falta de curvas que: “Olha só, vocês não são normais. Vocês não podem ser consideradas mulheres de verdade e engulam todo o bullying que sofrerem COM RAZÃO por isso.” Tá certo? Não tá certo não, cara. Não tá certo, mesmo.

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Na época da escola a história era outra! Na vida real quem é magrela MESMO não recebe tantos elogios assim…

As pessoas veem as modelos da Victoria Secrets e assumem que aquela glória é reservada a todas (e somente) as mulheres super magras quando na vida real, no dia a dia, esse glamour em torno da magreza que se vê em revistas de moda e passarelas não se aplica. Pra quem é magrela mesmo e não é famosa, modelo ou tem um rosto maravilhoso, só fica a parte chata de ouvir piadinhas desagradáveis, ter que comprar roupa em sessão infantil e gastar o dobro mandando apertar na costureira.

Eu sou magrela desde que me entendo por gente e tentava engordar há uns 10 anos pra me “sentir normal” até perceber que minha magreza não era uma doença que eu precisava combater. Aliás, sempre esteve tudo muito bem nos meus exames e na minha saúde então queria registrar que nem toda garota magricela tem transtorno alimentar ou “tá precisando de um hamburguer”. Inclusive a maioria das que conheci comiam além de média e queriam engotdar, por odiar só achar roupas na sessão infantil e não ter um corpo tão curvilíneo quanto esperam que uma brasileira tenha!

Parem de atacar uns aos outros!!

Parem de atacar uns aos outros!!

Protestem contra a imposição de UM único padrão. Tá certo! Mas lembrem-se que ninguém deve ser desmerecido por estar FORA e NEM por estar DENTRO dele, ok? Existem pessoas de todos os pesos, formas, alturas, cores e tipos. Todo mundo pode construir seu próprio ideal de beleza que respeite seu corpo, sua saúde e sua identidade. Não é porque você é gordinha que você é um ET. Não é porque você é magrinha que você é irreal. Todo mundo deve ser aceito e ninguém precisa desmerecer ninguém pra validar sua auto-estima.

Encerro esclarecendo que ninguém deveria se sentir mal pelo seu BIOTIPO, sua genética, seu corpo natural. Se você quer mudar algo nele, mude! O importante é fazer isso para se sentir bem com você e não para atender as expectativas que você pensa que os outros ou a sociedade criaram. VOCÊ é de verdade, de carne e osso. Tanto faz se é mais carne ou mais osso, você é real e pronto!

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Sabe aqueles mulherões que jogam os cabelos longos e sedosos para trás, cruzam as pernas perfeitas, dão um pequeno sorriso e conquistam metade do recinto em segundos? Não sou igual a elas. Nunca fui, provavelmente nunca vou ser, e talvez nem você. Mas, calma! Se você não se encaixa no padrão, pode encarar isso pelo lado bom e tirar proveito (ou chorar e reclamar por isso o resto da vida).

Hoje é moda shortinho, vestido justo, decotes reveladores etc e tal. Acontece que sempre fui magra demais e cresci acreditando que isso era um problema, então mostrar as pernas finas em um short curto, por exemplo, nunca foi opção! Assim como eu, muitas mulheres tem complexos com o corpo – obrigada mídia e sociedade! – mas o segredo para contornar isso é descobrir seus pontos fortes para ressaltá-los, achar um estilo que respeite quem VOCÊ é e usar as diferenças ao seu favor. Sim, aquelas coisas que te fazem destoar, que são incomuns e, para alguns, até estranhas.

fator kate moss

Fator “Kate Moss”

Nina Garcia, diretora de moda da revista ELLE, prega que existe uma certa perfeição nas imperfeições e batizou isso de “fator Kate Moss” por considerar que a modelo tinha sempre um quê de desarrumada e desalinhada, mas ainda assim ter uma presença marcante. Assim com a ~estranheza~ de Kate, há os dentes separados da Georgia Jagger, os olhos grandes demais da Mila Kunis, a falta de cabelo e excesso de curvas da Amber Rose. Tudo isso pode ser encarado como defeito… OU como características e peculiaridades que tornam essas mulheres únicas.

Outro padrão das brasileiras é a preferência pelos cabelos compridos e/ou loiros. Metade das mulheres que você conhece já pintou/pinta o cabelo de loiro, faz mechas, californianas etc (inclusive eu) e chora quando o cabeleireiro corta um pouco mais do que ela pediu. Isso me faz pensar que muitas mulheres se sintam na obrigação de usar o cabelo assim para se sentirem bonitas, femininas e aceitas. Mesmo que cabelão e loirice não combine com o perfil de todo mundo. Conheço tantas mulheres que ficaram mais interessantes e bonitas de cabelo curto! E morenas, ruivas, de cabelo colorido.

Quando cheguei no salão para cortar uma mulher fez cara de pena "vai cortar curtinho?" :/

Quando cheguei no salão para cortar uma mulher fez cara de pena “vai cortar curtinho?” :/

Tentar se encaixar num padrão é a forma mais fácil para odiar quem você é e nunca aprender a expressar sua real identidade. Em vez de reclamar por não ter curvas, põe um cropped top e desfile sua magreza por aí. Troque o cabelo grande e preso o tempo todo, por aquele corte que você sempre quis fazer. Invista num bom mousse para embelezar seus cachos. Destaque ainda mais os olhos ou a boca grande que foram motivo de piadinhas na adolescência. De que adianta receber elogios por estar assim ou assado se isso não te representa ou não te deixa a vontade? E quem se afeta ao receber críticas ou conselhos de mudança quando está super satisfeita com suas escolhas?

Sempre existirão modelos de beleza, mas o que está ao nosso alcance é nos tornar a melhor versão de nós mesmas e curtir cada segundo do processo. Pra que se prender a formas pré-prontas se tem coisa que combina mais e te serve melhor por aí? Bom é procurar o que você realmente é e transmitir isso na suas roupas, na sua cara, no seu cabelo e em tudo mais que comunique ao mundo: isso aqui sou eu e durmam com esse barulho! Em vez de forçar a barra para caber no que estão gritando por aí que é o ideal! Então, querida, seja você mesma. Ninguém mais pode fazer isso tão bem!

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