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No inicio desse ano eu já tinha caído de amores pelx Liniker, cantorx super talentosx, que se considera sem gênero e arrasa por aí com a voz rouca, toda uma malemolência, de brincão, barba, batom vermelho e um sorriso encantador <3

Eis que há dois dias um amigo (valeu, Lobo!) me apresenta mais uma bela pérola da música brasileira que também traz a tona debates sobre identidade de gênero, diversidade e originalidade musical: Jaloo, um cantor, DJ e produtor paraense que é pura criatividade em som, cores e movimento! Nos comentários de um dos vídeos dele alguém disse que “se Björk tivesse nascido no Pará”, seria Jaloo e eu acho que não é exagero.

índio meRmo, maninhos!

Ele remixou diversas músicas antes de lançar um álbum, inclusive a “Oblivion”, da Grimes e ainda ganhou elogios da rainha dos esquisitinhos. Nessas vivências como DJ e produtor, conseguiu criar um som original misturando muito sintetizador, indie pop, um pouco de tecnobrega (raízes paraenses, né minha gente! Escutem “Pa-Parará” pra perceber melhor) e ainda arrisco dizer que se você fechar os olhos, lembrará da voz do Caetano quando jovem. As letras praticamente autobiográficas, logo grudam na mente, tanto contando histórias de amor (a linda e triste “Last Dance”) quanto mandando convites pra se jogar (“Vem”!).

Não satisfeito, ainda cria clipes maravilhosos cheios de cores, psicodelia (imaginem se um dia ele faz algum collab com a FKA Twigs?!), como se tivessem saído diretamente de milhares de imagens e gifs do Tumblr. Mas, melhor do que ler uma descrição, vejam vocês mesmos a dica de clipe e música que em dois tempos também estarão cantarolando:

São bons tempos de criatividade musical brasileira, sucesso pro Jaloo, virei fã! O álbum #1, lançado ano passado, já está disponível no Spotify. Escutem e venham aqui contar o que acharam :) baygos!

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Dia desses navegando pelas sugestões do Spotify me veio do ~nada~ a lembrança de uma banda que eu não escutava há séculos e adorava: O Jardim das horas (antigo “O quarto das cinzas”).

jardim-das-horas
Joguei na busca e lá estava o primeiro álbum, O quarto das cinzas, disponível para ouvir! <3

Matei saudades e fui vasculhar a internet atrás de notícias dessa banda cearense (dá pra perceber um pouquinho do sotaque na meio reggae “Caminhando com a bondade”) maravilinda que mistura downtempo, trip-hop com música brasileira. Sério, é como se fosse Portishead meets Céu hahaha, coisa linda de ver/ouvir! O som experimental junto à doçura da voz (e beleza) da Laya Lopes e letras inteligentes fazem o conjunto da obra ser tão bonito que eu tô até agora sem entender o porquê de ter esquecido dessa pérola musical (nisso que dá a pessoa ficar anos ouvindo metal e post rock haha).
Nos últimos anos o Jardim das horas esteve fazendo vários shows em circuitos alternativos pelo país e lançaram álbum novo, “Homem moderno” que pode ser conferido no site deles aqui.

Ficam aqui duas das minhas músicas prediletas pra vocês se apaixonarem também:

Viciante

Priscas eras

E eu nunca ia pensar em juntar o som do Radiohead com Chico Buarque, mas eles sim! I might be wrong + Construção = “I might be Construção”, no mínimo um som curioso:

Curtiram? Tem indicações de bandas/músicos pra gente escrever sobre? Não sejam tímidos, comentem!

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28 de dezembro de 2015

Quem aqui não é viciada no Spotify? Não costumo seguir as sugestões do que ouvir do programa, mas vi uma capa que me chamou muita atenção pela ilustração linda da Hsiao-Ron Chng então resolvi ouvir o álbum! E oh! Não me arrependi nem um pouco.

Troye-Sivan-Blue-Neigbourhood

Troye Sivan tem 20 anos com carinha de 13, nasceu na África do Sul, mas mora na Austrália e tem uma voz apaixonante. Seu trabalho é voltado para o indie pop com batidas eletrônicas. O álbum acabou de ser lançado e se chama “Blue Neighbourhood”, o mesmo nome dado à trilogia de clipes que formam um filme de curta metragem sobre o primeiro amor entre dois garotos. Olha só:

 

 

De longe minha música favorita é Fools, acho que consigo ouvir em looping, haha. Vale muito a pena ouvir e ver!

Eai, o que vocês acharam? Me conta nos comentários!

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25 de novembro de 2015

Dia desses, olhando alguns vídeos postados do Facebook, apareceu na timeline o vídeo de uma garota tocando um instrumento muito diferente, que parecia um mini disco voador, com um som hipnotizante e desde então fiquei procurando mais informações e vídeos sobre ele. Apesar de não entender muito e nem conhecer tanto de instrumentos (só sei mal e mal do piano haha), música sempre foi um tema muito importante e constante na minha vida e por isso quis começar a escrever sobre aqui pelo blog :)

Voltando ao instrumento “disco voador”, descobri que se chama “Hang” ou “Han” em alemão e foi criado no ano 2000 na Suíça pela empresa PANArt Hangbau. É um instrumento de percurssão da onde sai um som muito suave, relaxante, bem etéreo. Vocês vão entender melhor do que to falando vendo o mesmo vídeo que assisti na timeline do facebook:

O que mais me chamou a atenção foi a cadência (sequência de acordes que produz determinada harmonia), clareza do som e depois desse vídeo foi “ladeira abaixo”, fui atrás de mais fontes onde pudesse ouvir esse instrumento:

Até uma música da Bjork que eu já conhecia, do álbum Biophilia, também tem o som do Hang de fundo!

A essa altura provavelmente você  já deve estar pensando como que faz pra ter um desses, né? Descobri que atualmente já existem diversos modelos “genéricos” do Hang. Isso porque logo que foi lançado no mercado, a procura foi muito maior que a produção (que é totalmente artesanal), fazendo com que a PANArt criasse lista de espera (de anos, tá pra vocês?) para entregar os Hangs ~originais~ (que inclusive podem chegar a custar uns 10 mil doláres, apenasshh). Com isso também surgiu um sentimento de exclusividade e uma espécie de círculo musical VIP entre aqueles possuidores do Hang fabricado pela PANArt (#preguiçzZz).

Muita gente cansou de esperar e/ou achou besteira esse negócio de exclusividade e foram criando outros tipos de Hang, em formatos similares, alguns coloridos, outros mais futuristas, alguns com sons mais parecidos com panelas (hahaha).

Na edição deste ano do Sónar em Barcelona, evento que reúne música alternativa e tecnologia (pra dizer o mínimo! Sonho da vida ir em uma edição, já perdi as que tiveram Mogwai e Explosions in the Sky em São Paulo :~ ), foi apresentado o Ovalum instrumento eletrônico inspirado no handpan (versão americana do Hang) e que tem a possibilidade de conectar suas composições à aplicativos e softwares de edição musical 😀

Sei que nessa busca por informações acabei encontrando também uma cooperativa de artesãos de Minas Gerais, a Disco Soador, que fabrica “Tank drums” (mais uma criação inspirada no Hang) a partir de botijas de gás (olhem que lindo a sustentabilidade posta em prática!). Lá dá pra customizar seu instrumento como quiser e nem custa uma fortuna <3 to aceitando de presente, inclusive! #vaiquecola

Espero que tenham gostado do post e se quiserem sugerir algum som novo pra gente comentar por aqui, é só falar!

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