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5 de outubro de 2016

Hoje é dia de falar daquela coisa chata e incômoda que eu noto constantemente depois que me tornei mãe. É ela mesma, a famigerada competição materna.

Na sociedade (ainda machista) as mulheres são criadas para competir umas com as outras e achar isso OK, mas não é OK, não é mesmo? Quem é a mais bonita, quem é a mais sarada, quem é mais rica, quem é a mais inteligente e etc. No mundo materno, isso também acontece, mas agora o motivo da competição não é a própria mulher e sim os FILHOS dela.

Eu ouso dizer que essa competição não é proposital no geral, ela simplesmente acontece sem as mães notarem e quando notam é porque estão ofendidas.

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Alguns exemplos de “competição”, respondidas com muito bom humor:

  1. “Ah meu filho andou com X meses, não acredito que o seu ainda não começou a andar! ”

SÉRIO AMIGA? Que prodígio! Realmente muito especial seu filho, olha to passada que ele não está no GUINESS BOOK.

  1. “Nossa, meu filho já come sozinho desde X anos…”

Ele come sozinho e não cozinha? FAKE.

  1. “Ele ainda não desfraldou?????????????”

Sim, agora ele faz coco na minha mão e eu uso como máscara de beleza.

  1. “ Por que você não faz uma rotina X para seu filho dormir à noite toda hein, comigo deu certo! Talvez você faça algo errado”

Por que você não aproveita e dorme ao invés de abrir a boca? HEHEHEHEHEHEHEH

  1. “Seu filho não come tal coisa? O meu come de tuuuuudo”

ZZzZzZzZzZzZz

  1. Ele tem essa idade e não fala?

Nossa comunicação é por telepatia.

“Ai meu filho quase não chora, chega eu me espanto quando vejo os bebes chorando nos lugares”

Pera aí que vou cantar parabéns para você, um instante!

  1. “Meu filho foi para a creche antes dos seis meses, você devia pôr o seu logo afinal deve ser chato ficar em casa né hehehehehe”

É MESMOOOOOOOOOOOOOOOOOOO???????????????????????????????

Calma gente, eu nunca respondi ninguém dessa forma. Fiz essa compilação dos relatos de outras mães amigas com minhas experiências para rirmos um pouco e refletirmos sobre a forma que nos comportarmos perante umas às outras. Eu mesma, sem querer já falei alguma coisa do tipo sem perceber, então vamos fazer um dever de casa? Vamos parar de invadir a vida de alguém com opiniões que não foram pedidas e comentários que gerem competições entre nós. Cada bebe tem um ritmo diferente, personalidade e dependendo de onde mora, outra cultura. Eles não são iguais e isso e ótimo pois demonstra que não são robôs hahaha. Até mais!

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Quando temos nosso bebê, surgem milhares de responsabilidades que antes não tínhamos: uma nova rotina especial para o pequeno, horários para mamadas, banhos, poucas horas para dormir e muitas horas para curtir essas coisinhas lindas. Dentre as “novas” responsabilidades também está cuidar de nós mesmas.

Sim, é extremamente importante que a mãe lactante se nutra bem para estar forte/saudável e suportar a demanda que os recém-nascidos ou até bebês mais velhos nos pedem. Isso significa que a alimentação da mãe nessa fase deve ser repensada.

Pensando nisso, trouxe para vocês o conhecimento da médica nutróloga Luciana Freire Oliveira, pós-graduada pela Associação Brasileira de Nutrologia para compreendermos melhor a questão da alimentação da mãe durante o período de amamentação.

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Fonte: (Pinterest.com)

1) A mulher para amamentar precisa estar bem nutrida, como sabemos. É verdade que tomar muito leite e comer canjica de milho faz a mulher produzir mais leite?

A mulher que está em fase de amamentação (lactante) certamente precisa estar bem nutrida. Entretanto, é preciso cuidado ao interpretar o que significa nutrição adequada nesta fase da vida.

Nenhum alimento pôde ainda ser relacionado diretamente ao aumento do volume de leite produzido ao longo do dia. Os fatores associados a uma maior produção de leite são a pega correta da boca do bebê no seio da mãe em paralelo com frequência, duração e intensidade da sucção que o bebê é capaz de produzir; hidratação da mãe e descanso (mesmo que em pequenos cochilos).

Os alimentos ingeridos pela lactante serão responsáveis pela composição final do leite, como por uma quantidade maior ou menor de ácidos graxos (gorduras) e micronutrientes. Há um gasto calórico aumentado nesta fase, o que promove a mobilização de gorduras estocadas pelo organismo materno ainda durante a gestação, além de uma necessidade calórica aumentada de cerca de 330Kcal/dia para os primeiros 6 meses de amamentação.

Uma recomendação geral para estar bem nutrida durante este período é manter uma alimentação balanceada com equilíbrio na proporção dos macronutrientes, por exemplo, 50 a 55% de carboidratos, 20 a 25 % de proteínas e 15 a 20% de gorduras (incluir ômegas 3 e 6, evitando gordura trans). Importante observar que a esta distribuição de macronutrientes da dieta pode variar conforme o estado clínico e nutricional da paciente e seus objetivos.

– Algumas pessoas dão a dica de, quando a mulher lactante estiver com fome após amamentar beber água ao invés de comer pois ajuda no emagrecimento pós-parto e evita de “beslicar” comidinhas. Isso é certo?

São duas dicas importantes.

Em primeiro lugar a ingestão de água fracionada ao longo do dia e da noite facilita a ingestão de quantidades maiores de líquido que auxiliam na produção de leite. Outro ponto importante é que a ingestão inadequada de água desencadeia o mecanismo da sede que pode ser confundido em algumas situações como necessidade de ingerir alimentos, favorecendo assim o hábito de “beliscar”.

Em segundo lugar, é preciso evitar pular as três principais refeições do dia (café da manhã, almoço e jantar) e programar pequenos lanchinhos ricos em nutrientes como frutas, castanhas, carboidratos ricos em fibras e fontes de proteínas. À medida que o bebê for fixando seus horários de amamentação com o passar das semanas de vida vai ficando mais fácil a mãe saber quantos intervalos ela terá em 24h e em quais horários a fome é mais intensa para adequar o lanche de modo a favorecer a saciedade e manter os níveis de energia.

– Todo bebê sofre de cólicas, por isso, pessoas mais experientes costumam aconselhar que a mãe corte da dieta alguns alimentos(café, chocolate, feijão, repolho, etc) que hipoteticamente causam essa dor no bebê. É necessária essa restrição alimentar durante a amamentação?

Todo bebê pode ter cólicas, é verdade, porém somente alguns desenvolverão a condição chamada de “cólica do lactente”. A característica desta condição é a de um choro súbito, inexplicável e inconsolável podendo ter periodicidade bem definida (Ex..: todos os dias no mesmo horário). É uma condição autolimitada, o que significa que perdura somente até o terceiro ou quarto mês de vida. Há muitas teorias para tal condição, mas não há uma recomendação específica sobre a retirada de um dado alimento ter a capacidade de evitar ou tratar definitivamente este quadro. Importante, entretanto, é a observação da mãe sobre se a criança apresenta outros sintomas além da dor, como diarreia, alterações de pele (dermatite) ou alterações do padrão respiratório, que falam a favor de possíveis quadros de alergia alimentar, devendo ser prontamente comunicados ao pediatra.

– O universo fitness tomou conta das redes sociais e temos muitas mamães blogueiras & saradas, que se tornaram referências para mulheres que querem ficar magras depois de ter filhos. Nesses blogs, vlogs e instavlogs elas contam sobre as dietas que fazem para perder peso. Então fica a dúvida: A lactante que quer emagrecer pode fazer dieta?

A lactante pode e deve fazer dieta, contudo, é preciso evitar dietas hipocalóricas para não impactar a composição do leite materno e manter a mãe com um nível de energia adequado para a maratona de amamentação e cuidados com o bebê.

Uma dieta balanceada e acrescida de cerca de 330 Kcal/dia (para os primeiros 6 meses) já é suficiente para uma perda gradual de 1 a 2 Kg/mês. Entretanto, dependendo da composição corporal materna, como no caso das mulheres com alto nível de exercício e massa muscular acima da média, muito presentes nas mídias sociais, é possível prescrever uma dieta com maior teor de proteínas e menor de carboidratos (dentro de limites bem estabelecidos) com bons resultados e sem restrições que sejam prejudiciais à criança.

Outro fator que favorece a recuperação rápida do peso que algumas delas apresentam é a composição corporal com massa muscular acima da média e percentual de gordura normal ou até abaixo da média, do ponto de vista da saúde. Mesmo devendo-se evitar certos extremos do ponto de vista da saúde, fica muito claro que uma rotina de alimentação saudável e exercícios regulares pré-gravidez deveria ser um ideal cada vez mais almejado por toda mulher que deseja ser mãe.

Mas, o mais importante, além do foco e disciplina da mãe, é o acompanhamento especializado, pois este permite um cálculo mais preciso da composição corporal materna e do aporte de macronutrientes ideal, personalizando estratégias alimentares e potencializando não só o retorno do peso aos valores pré-gravidez, como também melhorando quaisquer problemas de saúde que a lactante possa ter como diabetes, dislipidemias, alergias, intolerâncias alimentares ou carências nutricionais específicas.

Mães, gostaram? Esclarecimento sempre vai bem nessa fase. A Luciana atende no Instituto Victor Dib, localizado na Av. Alvaro Botelho Maia (Boulevard), (92) 3301-9150.

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