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5 de agosto de 2016

Aqui vai um post de muita crítica à sociedade brasileira, principalmente ao modelo do nosso mercado de trabalho e legislação a respeito da maternidade & famílias. Todos que acompanham essa tag #maedeprimeiraviagem estão cansados de ler que “depois que virei mãe minha vida mudou”, mas devo repetir. Até minha forma de pensar e decidir mudou. Bem, com o passar dos meses eu me vi em um dilema sem saída: ou voltava ao mercado de trabalho e deixava meu filho com uma desconhecida (a que chamam de babá) ou o colocaria numa creche, aos 6 meses.

Foi por “culpa” da introdução alimentar do Bernardo que eu repensei toda minha carreira. Não, eu não vou abandonar nada não, e sim adiar! Aos seis meses se inicia o processo de introdução alimentar dos bebês após a amamentação exclusiva (já fiz um post aqui sobre isso). Esse processo requer muita atenção, carinho e aprendizado por parte dos pais, afinal um bebê só deve comer o mais natural possível, nada de condimentos, temperos, açúcar e sal. Aprendi, então quem faz toda a comida do meu filho sou eu, do meu jeito e, claro, respaldada por nutricionistas e a pediatra.o-WORKING-MOM-facebook

Isso me fez refletir. É justamente nessa fase importantíssima que acabam as licenças-maternidades (no mercado privado as licenças são ainda mais curtas, e a licença paterna não vou nem comentar por ser vergonhosa) e as mães precisam deixar seus filhos com alguém, para voltar ao trabalho. Logo, outra pessoa vai acompanhar de perto seu bebê começar a sentar, chorar com a vinda do primeiro dentinho, dar a comidinha pra ele etc. São momentos preciosos e que só acontecem: 1 vez.

Muitas pessoas podem pensar “nossa que exagero, os bebês são adaptáveis”. Não é exagero, é só procurarmos as diversas pesquisas científicas a respeito da importância da presença dos pais na primeira infância dos filhos (0 – 2 anos). A primeira infância é o estágio onde as mudanças ocorrem mais rapidamente e o bebê precisa perceber que é amado, que tem atenção. Vocês por um acaso já assistiram o documentário Do começo da vida ? Assistam, tem no Netflix.mom-leaving-baby-with-sitter

O que me preocupa é que cada vez mais cedo se colocam bebês em creches ou os deixam com babás cortando vínculos muito frágeis que deveriam ser fortalecidos. Quem conhece a história da babá que é mais respeitada pela criança do que a mãe?

Eu compreendo que muitas mulheres são literalmente sozinhas e tem que se virar para sustentar a casa. Isso é horrível. E exatamente por isso que critico nossa legislação. Ou a mãe volta a trabalhar ou o filho passa fome. O bebê não passa fome mas não cria os laços necessários com a mãe. Esses bebês crescem e se tornam adultos inseguros. Dentre outros exemplos. Em outros casos a opção é da própria mãe de voltar a trabalhar mais cedo.

Tenho inveja das famílias de países nórdicos. As licenças são para A M B O S (pai e mãe) e a média de duração é 1 ano! Um sonho. Sonho distante aqui no Brasil… e nossas famílias são assim configuradas. Como serão essas crianças no futuro? Só o tempo dirá.

 

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Olá moças e moços que acompanham o blog, sentiram saudades dessa que vos fala? Se sim, OK. Se não, OK também HAHAHA. Vamos lá, no post anterior falei sobre a minha experiência de grávida e recebi muitos feedbacks. Fico feliz que tenham se identificado! Já hoje falarei da minha experiência de new mom nesses primeiros meses do meu filho, da dinâmica da minha nova vida, dos estresses, das alegrias, das tristezas… So let’s start.

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• As mudanças na dinâmica do dia a dia
Sempre ouvimos falar que um bebê muda tudo e é a puríssima verdade. Tudo mudou. Os bebês, principalmente recém-nascidos, necessitam de 100% de atenção e por esse motivo eu decidi ficar na casa dos meus pais durante esse período até me mudar. FOI UMA SÁBIA DECISÃO. Sou muito nova, nunca participei de roda de mães, a maternidade nunca foi um sonho, então eu não tinha muito jeito pra nada. “Ah mas quando você tiver seu filho vai ter jeito sim” Mentira, mana! Até hoje eu carrego ele meio troncho mas nem ele e nem eu nos importamos. Estar na casa dos meus pais foi positivo pelo fato de eles terem experiência e ajudarem nas horas de aperto, mas também foi ruim por conta da privacidade e dos pitacos que sempre dão (com boa intenção) e acabam atrapalhando a nossa forma de lidar com a criança. Minha família foi ótima comigo mas creio que na hora de educar um filho o melhor mesmo é ficar só você, seu marido e seu filho (ou só as mães, ou só os pais, ou só os avós, depende de quem cria e como e a estrutura familiar).

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• O Bebê
Bebezinhos são seres misteriosos. Cada um responde aos estímulos de uma forma. É essa minha conclusão depois de ouvir experiências de trocentas mães me aconselhando o que devia fazer (na famigerada hora do aperto). Não existe regra. “Ah choro assim é porque tem fome” “Ah se tá assim é porque quer colo” “Ah isso e isso e isso” . Percebi que as regras não funcionaram muito bem com a minha cria e assim nós (eu e meu marido) aos poucos tivemos que decifrar nossa esfinge em forma de bebê. Seu bebê é único. O meu, no caso, deu trabalho para dormir bem a noite e com as cólicas…ai, as cólicas! O sono nós resolvemos criando uma rotina, dica não só da pediatra mas também da leitura “A encantadora de bebês” que foi uma mão na roda para nós! As cólicas infelizmente duram, geralmente até os 3 meses, é normal sim e seu bebê vai ter isso. Existem diversas crendices para passar a dor, mas é sempre bom ouvir o que o pediatra vai dizer e receitar.

• Eu (mãe)
Os 3 primeiros meses parecem que duraram três anos. Foram intensos e cheios de aprendizado. Ainda não me sinto preparada para criar o bebê, mas acredito que essa sensação percorra a vida toda para muitas mulheres…talvez seja a pressão que cai em cima das mães de serem perfeitas, sorridentes e bem humoradas, afinal um filho é tudo na vida, né? Mas o que as pessoas esquecem é que uma pessoa é feita de diversas facetas. Existe eu mãe, existe eu esposa, existe eu filha, eu amiga, eu irmã, etc. Não somos apenas uma só. E não devemos nos anular. Precisamos de um tempinho para respirar durante essa fase e é para isso que carinhosamente tive ajuda das minhas irmãs e mãe, para poderem ficar com o bebê para eu poder comprar algo pra mim no shopping ou jantar com meu marido. EI, É SAUDÁVEL E RECOMENDÁVEL TER TEMPO PARA SI NESSA FASE, NÃO SE ENCLAUSURE, PEÇA AJUDA! SOMOS HUMANAS. Amo meu filho com todas as forças mas também me amo e sei que preciso me cuidar, ter vaidade, tomar um banho para relaxar…apesar de não acontecer com muita frequência. As tarefas aqui são divididas igualmente. Não existe aqui folga pra nenhum (eu e marido) ambos nos ajudamos. E isso faz a diferença. Isso te ajuda a ter forças e gás para dar mais de si. É assim que são as coisas.

E vocês que já foram mães, como foi essa fase?

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