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20 de dezembro de 2015

A época de natal é uma das minhas favoritas desde criança, sou realmente dessas pessoas que amam as guloseimas, as luzinhas piscando, a decoração…minha criança interior nunca deixou apagar o sentimento de ser uma época especial. Em todo natal eu escolho algum filme (geralmente desenhos) pra assistir (enquanto como doces hahah!) e esse ano eu vou recomendar um que me marcou bastante como uma das melhores animações do ano (aí eu assisti Divertidamente e os forninhos caíram!). O filme se chama “Canção do oceano” (Song of the sea) e é uma animação belíssima inspirada em uma lenda escocesa/irlandesa que foi indicada ao Oscar de melhor animação desse ano <3

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E por que assistir essa animação no natal? Bom, se natal é o momento ideal de estar com a família e celebrar isso, então o filme tem tudo a ver! Não se deixem enganar pelas aparências, apesar de ser um filme infantil, há muito de valores familiares no roteiro, muitos momentos que quando nos tornamos adultos, conseguimos compreender melhor.

A história se passa em alguma época sem grandes tecnologias além de rádios e carros e mostra a dinâmica da família de Ben e Saoirse, que moram com o pai e o cão de estimação em um farol.

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Saouirse era uma criança muito aguardada pelos pais e o irmão mais velho, mas sua mãe, que contava lindas histórias e era a personificação de amorosidade, desapareceu no dia do seu nascimento. A garotinha nunca disse uma palavra, o pai se tornou taciturno e o irmão cresceu revoltado e sem muito amor pela irmã. Até que um dia Saouirse encontra um manto branco e sai de madrugada ao encontro de um grupo de focas que a chamavam para brincar no mar.

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A família descobre e para protegê-la do perigo, sua avó paterna resolve levar os netos embora para morar com ela na cidade.

Song Of The Sea

E é a partir daí que começa toda a aventura de Ben e Saouirse, encontrando diversas criaturas fantásticas e o principal, transformando aos poucos as relações familiares.

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O filme é lindo em todos os sentidos, feito em 2D, traz uma nostalgia para quem foi criança antes dos anos 2000 (ou quando só a Pixar fazia desenhos digitalizados, vide Toy Story) e cada cena poderia ser uma ilustração rica em detalhes para se ter num quadro em casa <3 a narrativa flui sem cortes bruscos ou tempo acelerado (bem como era o tempo sem internet/tecnologias, quem lembra?), contando a história de forma simples mas muito delicada, dá pra perceber como foi feito com carinho.

Outro grande presente dessa animação é a trilha sonora, que transporta mesmo para um mundo celta, cheio de criaturas fantásticas. Aplausos para a cantora Lisa Hannigan, que dá o tom certo de doçura para as canções principais.

Se você ainda não se convenceu de que seja um bom filme para assistir, veja o trailer e perceba um pouco de tudo que comentei por aqui:

E quem resolver assistir ou já conhecia a animação, deixa aqui seu comentário sobre o filme!

Ps: eu consegui assistir usando o Popcorn Time, mas já vi torrents disponíveis para download por aí :)

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Reza a lenda que após o carnaval no Brasil é que o ano novo realmente começa… e aí tem a volta às aulas, ao trabalho, academia, a rotina toda rsrs

Pra não começar já de cara amarrada, resolvi indicar um filme que virou um mito, um meme eterno (tudo nesse filme virou meme! Tudo!) das relações de competição acirrada entre mulheres e o tanto de veneno destilado de forma cruel entre os diversos grupos (nerds, asiáticos, gordos, patricinhas, etc.) mostrado de forma bem ácida e hilária.

Meninas malvadas

Mesmo que você já tenha visto esse filme há uma década atrás, tenho certeza que já viu de novo centenas de outras vezes, já decorou as falas e acabou de sentir um comichão pra assistir pela milésima vez, né? E se nunca viu, veja! Uma comédia feita pela Tina Fey (Saturday Night Live) certamente vale a pena, confia ;D

Indicado para: garotas, principalmente! Para quem não superou “As Patricinhas de Beverly Hills” e nem a série “Gossip Girl”; e para quem nem liga sobre o filme ser mais um de estereótipos escolares e cheio de sarcasmos.

Se pra qualquer um é complicado conseguir se enturmar logo que chega em algum lugar, pra estudante “sem graça” e certinha Cady (Lindsay Lohan), que estudou sempre longe de salas de aula porque vivia com os pais na África, é pior ainda. Não à toa ela vê o ambiente escolar como uma verdadeira “selva” (não parece ser assim em muitos outros lugares também?) e inicialmente se aproxima dos “losers” (o amigo gay e a amiga meio gótica ~esquisita~)

De repente, não mais que de repente, Cady é “adotada” pelas “Poderosas”, as meninas que ditam as regras na escola, as “Patricinhas de Beverly Hills” versão maldosas, lideradas por Regina George QueenB (Rachel McAdams).

God save the ~queen~ Regina George

Regina George para o bem ou para o mal virou um ícone de uma geração!

“Como eu começo a explicar Regina George?”

A loira é cínica, grossa, mimada, manipuladora, falsa, centro de atenções, fala mal e trata mal todo mundo, tem um livro onde estão os piores segredos de meio mundo de gente, dita as regras de moda na escola e ainda por cima tá sempre com o cabelo e maquiagem impecáveis – dá uma raiva, né?!

“Ela é incrível, mas é demoníaca”

“Livro do arraso” =  bullying pesado em tempos sem Facebook! Sabem aquele aplicativo “Secret”? Então, c-e-r-t-e-z-a que se inspiraram nesse livro pra criar.

E…?

Regina George é como aquela pessoa insuportável que parece ser perfeita mas tem algo de podre dentro – ainda assim, exerce um fascínio inexplicável nos outros (aaahh e eu tenho certeza que se você não conhece, vai acabar cruzando com alguém assim!). E é justamente esse fascínio que leva a novata a se aproximar da vilã e querer ser como ela.

Aos poucos a fofinha Cady vai se transformando em uma “poderosa”, mudando o estilo, as gírias, os amigos… deixando de lado quem ela realmente é pra se tornar uma cópia da própria Regina.

Tipo gêmea ou apenas uma copycat

E pra completar, a paixonite meio platônica da moça pelo ex namorado de Regina George se torna um dos motivos principais pra a até então ingênua novata por as garrinhas de fora e tentar ser a nova “abelha rainha”, engordando a amigue celebridade local e fazendo de tudo pra conseguir ficar com o ex dela (e se achando certinha, fazendo “justiça” só porque a outra também não era santa – bacana, fera).

~Pode comer amiga, isso não engorda não~

No fim das contas, o filme acaba dando umas boas lições de vida pra aprender a ser gente e conviver com todo mundo independente de qual “tribo” seja, de um jeito beeeemm sarcástico! Tem uma lista divertida aqui nessa página da Saraiva com as lições do filme pra levar pra vida, haha!

“Chamar alguém de gordo não te faz mais magra. Chamar alguém de idiota não te faz mais inteligente” – BAM! Na fuça!

“Não deixe os ~haters~ te impedirem de fazer suas coisas”

Espero que vocês se divirtam com as críticas ácidas desse filme, que continuam beeeemm atuais em tempos de grosserias/hostilidades gratuitas e competição acirrada de popularidade nas redes sociais (né não?!) e depois voltem aqui pra comentar a ou as cenas preferidas!

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Se dezembro é o mês de por na balança tudo o que foi feito durante o ano, janeiro é o mês de recomeço, de fazer novos planos, sonhar mais… então, continuando com os filmes inspiradores de janeiro, vamos à indicação dessa semana: O fabuloso destino de Amélie Poulain.

Indicado para quem: tem ou gostaria de ter um pouco mais de sensibilidade, fãs de filmes com alguma fantasia, românticos incuráveis e sonhadores.

Este filme não é novo, é de 2001, do diretor Jean Pierre Jeunet e foi tão comentado durante tanto tempo que hoje em dia ou você encontra pessoas que amam o filme ou que detestem (ou ainda, que não viram para opinar hahaha). Obviamente faço parte da parcela que ama o filme e vocês vão já ler o porquê :)

Gosto muito da apresentação dos fatos em narrativa, e em específico como vão apresentando os personagens mostrando o que gostam e o que não gostam e a partir disso você tira suas próprias conclusões sobre a personalidade de cada um. A personagem principal, vivida pela cativante Audrey Tatou, gosta de jogar pedras na água, ir ao cinema para ver as expressões dos demais, quebrar a camada fina do crème brulée, enfiar a mão no trigo, procurar detalhes que ninguém mais vê. Todos esses gostos nos fazem perceber como é doce e simples a personagem Amélie.

Alguém já testou fazer isso na feira? Foi expulso?

A infância de Amélie era solitária pois seu pai achava que ela tinha problemas cardíacos, não podendo sair. Com isso, a pequena Amélie inventava suas próprias brincadeiras e distrações – as cenas iniciais nos lembram mesmo a infância sem eletrônicos, como por exemplo brincar de imitar bichos com as mãos, inventar “brincos” novos com cerejas…

Ó as ideia!

Compreender que Amélie foi uma criança solitária é a chave para entender a dificuldade dela em se relacionar com os outros apesar de ser uma pessoa muito doce. Quando adulta, resolve sair de casa e morar sozinha em Paris, trabalhando como garçonete. Um dia encontra uma caixinha no seu apartamento cheia de brinquedos muito antigos, um pequeno tesouro perdido de uma criança. Determinada a encontrar o dono, Amélie decide fazer diversas benfeitorias (o tal do “fazer o bem sem olhar a quem”, já ouviram?) caso esse seu primeiro plano dê certo. E é a partir desta decisão que ela começa a conhecer de fato as pessoas ao seu redor e vai iluminando de alguma forma a vida delas.

Que tesouro de infância você adoraria rever décadas depois?

Amélie passa a querer organizar a vida de todo mundo, porque por um tempo é o que dá sentido pra vida dela, no entanto tem dificuldades de por tudo nos eixos quando se apaixona (igual que nem todo mundo, né não?)… como toda boa criatura introvertida, não tem coragem (a princípio) de correr atrás, de ir viver de verdade. Até levar uma boa bronca de um dos novos amigos, que sabiamente a lembra que ela não tem ossos de vidro (mais um filme cheio de frases pra guardar na memória com carinho haha!).

“Então, minha pequena Amélie, seus ossos não são feitos de vidro. Você aguenta os chutes da vida.” – TRÁ!

Como quero que vocês assistam o filme, não vou me estender muito mais sobre o que acontece, mas só queria dizer que o romance presente no filme é um dos mais bonitinhos e inocentes do cinema. Com o primeiro beijo mais doce e encantador que eu já vi <3 ps: você vai ficar com a trilha sonora do Yann Tiersen grudada na mente!

(som de suspiros)

(som de suspiros)

A Amélie nos inspira a dar o melhor de si, apreciar as coisas que parecem pequenas e insignificantes e por fim, permitir ser amado(a)!

amelie e nino

Muito amor pra vocês essa semana!

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