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3 de novembro de 2016

Decidi escrever sobre dois clássicos do cinema (e resolvi dividir em dois posts) que me acrescentaram muito mais do que boas experiências cinematográficas. Um deles eu assisto desde os 15 anos e é um dos meus filmes favoritos e o outro assisti recentemente embalada pela massa que sempre me julgou “Como assim você ama filmes e nunca assistiu a esse clássico?”.

Já dizia a minha avó que “panela velha é que faz comida boa”, dando uma atualizada no ditado popular, acredito que são os filmes antigos sim que produzem bons conteúdo. Sem desmerecer os filmes atuais (que trouxeram grandes inovações para o cinema), tudo o que surgiu nos últimos anos (graças a tecnologia, também) é resultado de outro ditado muito dito na atualidade: “nada se cria, tudo se copia”. Então são nos clássicos mais antigos do cinema que realmente encontramos histórias originais, enredos simples, lições de vida e sem dúvida, personagens e excelentes atuações que são referência tanto para outros filmes como para nós, apaixonados por cinema.

Um dos principais motivos que me faz amar filmes antigos é o fato de que, independente da época que você os assista, as histórias sempre fazem sentido e melhor, prendem sua atenção e ganham seu carisma munidos apenas do que (para mim) é essencial em um filme: boas atuações e excelentes histórias.

Não é necessário um milhão de efeitos, guerras com duzentos mil figurantes, gasto exorbitante com figurino, maquiagem e locações para que o filme te conquiste.

Para tentar explicar essa paixão e indicar bons filmes, decidi nas próximas #Quintacult falar sobre filmes antigos que se encaixam perfeitamente em todo esse discurso. A prova de que por mais antigos que sejam se encaixam na atualidade é que escolhi um filme que vi mais de 30 vezes (bondade minha, foi bem mais que isso) e outro que (mesmo sendo um clássico, me julguem) eu nunca havia assistido, e ao assisti-los me senti imersa em contextos que facilmente percebo em mim e na realidade que me cerca, e isso me fascina. Adoro filmes capazes de nos trazer uma lição, um bom sentimento e o melhor, uma reflexão sobre nossa realidade. (Não que eu não goste das fantasias e de uma boa ficção que nos faça viajar, longe disso, mas a realidade me chama muito mais atenção).

Então nesse post vou falar sobre o primeiro filme, que é o clássico que eu nunca tinha visto (acreditem), e se eu não vi, provavelmente alguém aí também não viu, então assista, e se já assistiu, assista novamente (porque vale muito apena).

Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off) de 1986 é a representação máxima do “clássico da Sessão da Tarde”. É um filme extremamente inteligente no que diz respeito a conquistar seu público-alvo: os adolescentes. E eu, por mais que esteja na beira dos 30, fiquei envolvida e nostálgica com relação as emoções que sentia e queria sentir aos 17. Eu que lido com jovens, me vi complemente feliz de conhecer um filme que, de maneira real, mostra o que os jovens querem viver, ao invés de incentivá-los a ter vontade de viver um romance com um vampiro que brilha (oi?), nada contra aos filmes adolescentes atuais (mentira, tudo contra), mas os jovens (na maioria dos filmes, não todos) são bombardeados com histórias que os incentivam a viver fora da realidade, a buscarem um “tipo ideal” de beleza, romance e comportamento que além de não serem compatíveis com a realidade também não são compatíveis com os sentimentos e reflexões necessários a essa fase. Deixando a patê socióloga e chata de lado, o filme Curtindo a vida adoidado nos mostra o adolescente Ferris Bueller buscando curtir a vida (e o mais fantástico, sem precisar estar em baladas que custam quase o preço de um imóvel novo, camarote, uísque, meninas que parecem mulheres turbinadas e homens similares ao ken da Barbie).

Interpretado por Matthew Broderick, Ferris Bueller é um adolescente que decide matar aula para aproveitar o dia. Após fingir-se de doente para os pais, e seguindo uma estrutura narrativa simples, Ferris, sua namorada Sloane e o neurótico amigo Cameron, decidem matar aula e sair para farrear nas ruas de Chicago.

Ferris parte para um dia na cidade ao lado da namorada e do amigo visitando lugares e se divertindo. Tudo isso enquanto é perseguido pelo incansável diretor da escola, disposto a provar que Bueller está enganando a todos, e ainda lida com a fúria da irmã, ressentida pelo fato dele sempre conseguir se livrar dos problemas.

Como se vê, Curtindo a Vida Adoidado não traz um enredo mirabolante ou personagens profundamente delineados. A premissa da história, na realidade, não poderia ser mais básica: um adolescente que mata aula para se divertir. Simples assim. O que fez (e ainda faz) da obra algo muito bom de se assistir é a maneira irresistível na qual ela é contada pelo diretor e roteirista, além, é claro, de girar sobre um tema capaz de apelas a qualquer pessoa em qualquer idade.

Quem nunca? Quem sempre?

Listar todos os momentos incríveis de Curtindo a Vida Adoidado é um desafio para qualquer um que tenha que escrever um texto curto (principalmente pra mim que escrevo na proporção que falo: muito). Desde a atuação canhestra de Bueller para enganar os pais no início até a última cena, com o personagem avisando o espectador que o filme acabou. O roteiro é, de fato, simplista, mas isso que me fez gostar ainda mais dele, pois não tem a menor intenção de assumir uma complexidade shakespeareana. Se assim fosse, perderia seu charme ainda intocável e uma fã nova em pleno 2016.

Além da boa história, conta também com uma trilha sonora inesquecível (que pega qualquer um de jeito). Vale apena assistir, e principalmente, reassistir, pois até hoje Curtindo a Vida Adoidado continua sendo incrível e nos remete a muita nostalgia. O filme é um clássico e Ferris continua sendo um mito.

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14 de janeiro de 2016

Para a primeira #quintacult do ano eu escolhi um filme que me deixou extremamente LOUCA para compartilhar e indicar, principalmente porque ele me fez refletir MUITO. E nada melhor do que uma história fictícia com um enredo bem surreal, mas que traz uma lição incrivelmente significante para nossa vida: como lidarmos com o tempo e com o amor/carinho/respeito pelas pessoas ao nosso redor. Chega de filosofia da Klyo e vamos ao que interessa.

Quero que após você ler minha “dica”, saia correndo para assistir “About Time”, que é o título original do filme, mas que foi traduzido no Brasil como “Questão de Tempo”.

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O filme aparenta ser uma comédia romântica, mas que para mim foge do romantismo e embarca num drama que te leva a pensar em muitas relações suas com as pessoas (e pensar em relações amorosas fica a cargo do expectador). O filme é do diretor Richard Curtis (o mesmo de “Um lugar chamado Notting Hill” e “Simplesmente amor”, dois filmes que eu adoro).

A história gira em torno do personagem britânico Tim Lake (Domhnall Gleeson), que recebe a revelação de um segredo do seu pai (Bill Nighy) ao completar 21 anos: todos os homens de sua família têm o poder de voltar no tempo e viver novamente algum momento específico do passado. E viver esse momento de uma forma completamente diferente de como ele foi vivido antes.

Por mais que no início o personagem encare a notícia com um pouco de deboche, isso faz com que o assunto “viagem no tempo” seja visto de forma mais simplista e não como algo extraordinário (como geralmente é mostrado nos filmes). E então quando Tim tenta voltar no tempo pela primeira vez e consegue, ele começa a acreditar na história do pai. Ainda assim o filme continua passando a ideia de que o poder de viajar no tempo só é uma característica normal da família Lake, e não uma anormalidade, assim não se torna o FOCO principal do filme, você se fixa de verdade na história.

Tim começa suas viagens no tempo, sempre com a esperança de encontrar o amor da sua vida. Até que ele finalmente conhece Mary (Rachel McAdams), e como é de se esperar, algumas viagens ao tempo acabam mudando o curso dos acontecimentos. E o personagem acaba tendo que mudar várias vezes alguns acontecimentos do passado, e faz de tudo para que dê certo com Mary.

E, mesmo que se a história se foque (a priori) no romance do casal, como eu disse acima, não senti tanto o tom de romantismo. Por mais que o casal receba a maior atenção do enredo, outros aspectos da vida do protagonista também são levados em consideração, sua relação com o homem que o hospeda em sua casa, seu amor e admiração pela irmã mais nova e sua relação com o pai (que para mim é a melhor parte do filme).


About Time

Entre várias voltas no tempo, a história se desenrola nos levando a cada momento a uma reflexão diferente sobre o que fazemos com cada pequeno instante de nossas vidas, afinal, NÓS não podemos voltar no tempo para consertar nada e nem para reviver um bom momento. Mas não vou contar mais, pois não quero dar spoilers.

Só sei que é um filme que vale a pena ser assistido, principalmente por abordar diversos assuntos, como o tempo, família, felicidade, o valor dos detalhes, dos momentos. Uma verdadeira lição de vida.

“Questão de Tempo” é um filme encantador e nos passa uma lição ainda mais encantadora! Assisti o filme com a minha mãe no primeiro dia do ano e ficamos por uns 5 minutos caladas (com lágrimas – para não dizer litros – nos olhos) e fiquei com uma vontade absurda de aproveitar a vida, reviver bons momentos com a minha avó que já faleceu, provar novamente comidas, estar de volta numa festa que não aproveitei direito, dar um sorriso num momento de mau humor, prestar mais atenção nos pequenos detalhes, amar as pessoas que temos por perto e viver intensamente cada dia. Mas, principalmente, que nós possamos viver bem sem que precisemos voltar no passado para consertar ou viver direito.

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A conclusão final do personagem é surpreendente. E nos permite perceber algo que parece tão clichê mas que quase ninguém reflete sobre: a graça e a emoção da vida está justamente no fato de só termos uma chance e de vivermos cada momento de maneira única.

Então eu espero que você (assim como eu) assista o filme e reflita sobre mil momentos e maneiras de vivê-los.

Ah, e como eu também sou uma APAIXONADA por trilhas sonoras, até nisso o filme me ganhou, com a música de principal referência ao casal, numa versão super linda.

 

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