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Quando temos nosso bebê, surgem milhares de responsabilidades que antes não tínhamos: uma nova rotina especial para o pequeno, horários para mamadas, banhos, poucas horas para dormir e muitas horas para curtir essas coisinhas lindas. Dentre as “novas” responsabilidades também está cuidar de nós mesmas.

Sim, é extremamente importante que a mãe lactante se nutra bem para estar forte/saudável e suportar a demanda que os recém-nascidos ou até bebês mais velhos nos pedem. Isso significa que a alimentação da mãe nessa fase deve ser repensada.

Pensando nisso, trouxe para vocês o conhecimento da médica nutróloga Luciana Freire Oliveira, pós-graduada pela Associação Brasileira de Nutrologia para compreendermos melhor a questão da alimentação da mãe durante o período de amamentação.

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Fonte: (Pinterest.com)

1) A mulher para amamentar precisa estar bem nutrida, como sabemos. É verdade que tomar muito leite e comer canjica de milho faz a mulher produzir mais leite?

A mulher que está em fase de amamentação (lactante) certamente precisa estar bem nutrida. Entretanto, é preciso cuidado ao interpretar o que significa nutrição adequada nesta fase da vida.

Nenhum alimento pôde ainda ser relacionado diretamente ao aumento do volume de leite produzido ao longo do dia. Os fatores associados a uma maior produção de leite são a pega correta da boca do bebê no seio da mãe em paralelo com frequência, duração e intensidade da sucção que o bebê é capaz de produzir; hidratação da mãe e descanso (mesmo que em pequenos cochilos).

Os alimentos ingeridos pela lactante serão responsáveis pela composição final do leite, como por uma quantidade maior ou menor de ácidos graxos (gorduras) e micronutrientes. Há um gasto calórico aumentado nesta fase, o que promove a mobilização de gorduras estocadas pelo organismo materno ainda durante a gestação, além de uma necessidade calórica aumentada de cerca de 330Kcal/dia para os primeiros 6 meses de amamentação.

Uma recomendação geral para estar bem nutrida durante este período é manter uma alimentação balanceada com equilíbrio na proporção dos macronutrientes, por exemplo, 50 a 55% de carboidratos, 20 a 25 % de proteínas e 15 a 20% de gorduras (incluir ômegas 3 e 6, evitando gordura trans). Importante observar que a esta distribuição de macronutrientes da dieta pode variar conforme o estado clínico e nutricional da paciente e seus objetivos.

– Algumas pessoas dão a dica de, quando a mulher lactante estiver com fome após amamentar beber água ao invés de comer pois ajuda no emagrecimento pós-parto e evita de “beslicar” comidinhas. Isso é certo?

São duas dicas importantes.

Em primeiro lugar a ingestão de água fracionada ao longo do dia e da noite facilita a ingestão de quantidades maiores de líquido que auxiliam na produção de leite. Outro ponto importante é que a ingestão inadequada de água desencadeia o mecanismo da sede que pode ser confundido em algumas situações como necessidade de ingerir alimentos, favorecendo assim o hábito de “beliscar”.

Em segundo lugar, é preciso evitar pular as três principais refeições do dia (café da manhã, almoço e jantar) e programar pequenos lanchinhos ricos em nutrientes como frutas, castanhas, carboidratos ricos em fibras e fontes de proteínas. À medida que o bebê for fixando seus horários de amamentação com o passar das semanas de vida vai ficando mais fácil a mãe saber quantos intervalos ela terá em 24h e em quais horários a fome é mais intensa para adequar o lanche de modo a favorecer a saciedade e manter os níveis de energia.

– Todo bebê sofre de cólicas, por isso, pessoas mais experientes costumam aconselhar que a mãe corte da dieta alguns alimentos(café, chocolate, feijão, repolho, etc) que hipoteticamente causam essa dor no bebê. É necessária essa restrição alimentar durante a amamentação?

Todo bebê pode ter cólicas, é verdade, porém somente alguns desenvolverão a condição chamada de “cólica do lactente”. A característica desta condição é a de um choro súbito, inexplicável e inconsolável podendo ter periodicidade bem definida (Ex..: todos os dias no mesmo horário). É uma condição autolimitada, o que significa que perdura somente até o terceiro ou quarto mês de vida. Há muitas teorias para tal condição, mas não há uma recomendação específica sobre a retirada de um dado alimento ter a capacidade de evitar ou tratar definitivamente este quadro. Importante, entretanto, é a observação da mãe sobre se a criança apresenta outros sintomas além da dor, como diarreia, alterações de pele (dermatite) ou alterações do padrão respiratório, que falam a favor de possíveis quadros de alergia alimentar, devendo ser prontamente comunicados ao pediatra.

– O universo fitness tomou conta das redes sociais e temos muitas mamães blogueiras & saradas, que se tornaram referências para mulheres que querem ficar magras depois de ter filhos. Nesses blogs, vlogs e instavlogs elas contam sobre as dietas que fazem para perder peso. Então fica a dúvida: A lactante que quer emagrecer pode fazer dieta?

A lactante pode e deve fazer dieta, contudo, é preciso evitar dietas hipocalóricas para não impactar a composição do leite materno e manter a mãe com um nível de energia adequado para a maratona de amamentação e cuidados com o bebê.

Uma dieta balanceada e acrescida de cerca de 330 Kcal/dia (para os primeiros 6 meses) já é suficiente para uma perda gradual de 1 a 2 Kg/mês. Entretanto, dependendo da composição corporal materna, como no caso das mulheres com alto nível de exercício e massa muscular acima da média, muito presentes nas mídias sociais, é possível prescrever uma dieta com maior teor de proteínas e menor de carboidratos (dentro de limites bem estabelecidos) com bons resultados e sem restrições que sejam prejudiciais à criança.

Outro fator que favorece a recuperação rápida do peso que algumas delas apresentam é a composição corporal com massa muscular acima da média e percentual de gordura normal ou até abaixo da média, do ponto de vista da saúde. Mesmo devendo-se evitar certos extremos do ponto de vista da saúde, fica muito claro que uma rotina de alimentação saudável e exercícios regulares pré-gravidez deveria ser um ideal cada vez mais almejado por toda mulher que deseja ser mãe.

Mas, o mais importante, além do foco e disciplina da mãe, é o acompanhamento especializado, pois este permite um cálculo mais preciso da composição corporal materna e do aporte de macronutrientes ideal, personalizando estratégias alimentares e potencializando não só o retorno do peso aos valores pré-gravidez, como também melhorando quaisquer problemas de saúde que a lactante possa ter como diabetes, dislipidemias, alergias, intolerâncias alimentares ou carências nutricionais específicas.

Mães, gostaram? Esclarecimento sempre vai bem nessa fase. A Luciana atende no Instituto Victor Dib, localizado na Av. Alvaro Botelho Maia (Boulevard), (92) 3301-9150.

assinaturas 2015-06



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