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13 de fevereiro de 2017

Esses dias estava pensando no quanto nós, mulheres, somos moldadas a determinados comportamentos. Se você é mulher, sabe que desde que assinava Capricho 10 anos (!) atrás já se sentia feia ou deslocada por não ser tão perfeita quanto “aquelas mulheres da revista”. Se você é homem, certamente já teve no seu círculo de amizades ou relações uma garota linda, porém insatisfeita. “Ela só pode tá de sacanagem em se achar feia!“. Pior que não tá. A baixa-estima feminina vende maquiagem, produtos de beleza, procedimentos estéticos, revistas, shakes… é bem lucrativa. Se você é mulher, você é ensinada que nunca está boa o bastante, sempre dá pra “melhorar uma coisinha“.

"O que eu quero ser quando eu crescer? Bonita."

“O que eu quero ser quando eu crescer? Bonita.”

Nos meus pensamentos veio uma relação direta entre esse inconsciente coletivo feminino  “não sou bonita o bastante” e o fato de a gente se incomodar tanto com mulheres que aparentam ser confiantes e bem resolvidas. Excesso de auto-estima é uma afronta pra quem aprendeu a dançar conforme a música e se sentir constantemente digna de reparos. Sabe aquela menina que sempre posta selfie? “SE ACHA, NÉ? AFF“. E a que foi pra uma formatura e não para de postar foto da make e do look pela semana seguinte inteira? “Que saco, todo mundo já viu que tu tava gata!“. Quem nunca comentou mentalmente essas demonstrações – ao nosso ver excessivas – de auto-estima nas redes sociais?

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Então, perdidas no limbo entre o não se diminua tanto mas também não infle demais, já notei que muitas mulheres buscam justificativas ou disfarçam na hora de demonstrar que tão se sentindo bonitas. Já viu alguma amiga postando uma selfie na qual ela está evidentemente bonita mas na legenda escreve algo engraçado, pra “despistar” e não parecer que tá se achando? Ou aquela conhecida que casou e tava belíssima de noiva e pede “desculpa” por postar “de novo” uma foto do grande dia. Cada foto dessas parece uma requisição “Peço licença pra demonstrar meu auto-amor e apreciar a minha própria beleza.”

Por que nós, que nos identificamos tanto com a dor de não sermos perfeitas como nos sugerem ser, nos incomodamos mais com a menina “que se acha” do que nos compadecemos com todas as outras que tem certeza que não são boas o bastante? Não passa pela nossa cabeça a motivação oculta daquela fulana em ser ultraexpor em roupas sensuais e estar sempre maquiada ou o fato de 79 “lindas” comentados passarem batido ao ponto que um mero comentário maldoso tenha potencial pra acabar com dia dela… Garanto que até a mais linda beldade cybernética se acha feia, tem dias ruins ou gostaria de mudar alguma coisa em si mesma, porque ela passou pela mesma “catequeze” midiática/social que você.

Blue Swimsuit self portrait

Blue Swimsuit self portrait

Fica aqui o apelo pra pararmos de nos justificar por estarmos nos sentindo bem e ressignificarmos a antipatia que nutrimos por mulheres que demonstrem estar fazendo exatamente o que deveríamos nos treinar a fazer: se achando maravilhosas pra caralho. Fala pra amiga que ela “tá bonita pra cacete”. Dá amei na foto. Comenta que “adorou o novo corte”. Deixa todas essas mulheres saberem que alguém mais viu beleza nelas. A gente já ouve, lê e vê coisas demais que nos dizem o contrário.

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Fiquei bastante chocada com a repercussão em uma rede social da foto de uma atriz e seu esposo. Na foto ambos estavam num evento mais formal e a atriz usava um vestido (lindo) e mais justo, mas nada muito colado. Nos comentários algumas pessoas elogiavam o casal e as roupas, porém dentre os elogios surgiram vááááárias críticas ao corpo da atriz. Por quê? A atriz em questão tem uma filha de, no máximo, 3 meses e nós mães (pais e qualquer um com bom senso) sabemos que quando uma mulher tem um bebê seu corpo se transforma desde a gravidez até depois de nascer. Diante de tantas transformações, os corpos das mulheres respondem cada um de uma forma.

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Após o parto a mulher passa por uma fase de 3 a 6 semanas chamada “puerpério”. Essa fase é o momento que o corpo tem para aos poucos voltar ao funcionamento normal como antes da gravidez. O útero se contrai até voltar ao mesmo lugarzinho de onde estava, o inchaço da retenção de líquido da gravidez aos poucos vai embora, os pontos da laceração (em caso de parto normal) ou episotomia caem, etc. Não acham que são muitas mudanças em um tempo tão curto?

Depois dessa fase a mulher é liberada para voltar às atividades rotineiras: caminhar, correr, dirigir, etc. Porém, a mulher ainda pode se sentir insatisfeita com seu corpo nessa fase por dois motivos:

1) Cada corpo tem seu tempo, ou seja, às vezes alguns corpos reagem de forma mais lenta às mudanças;
2) A pressão social (que, para mim, é recente) de que os corpos voltem a ser como antes, as famosas “mamãe saradas/esbeltas”.

Concordo que, todos nós devemos cuidar dos nossos corpos, nos preocupar com nossa alimentação e praticar exercícios físicos. Todavia, discordo dessa pressão que nós (mães) sofremos depois de termos filhos para estarmos em forma logo, como se o corpo torneado fosse uma prioridade no momento. E muitas vezes: não é!

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Não é pois: a vida muda completamente quando se tem filhos. As prioridades mudam, pois existe um ser agora que depende muito dos cuidados que só nós, os pais, podemos dar a eles <3 Se acaso os pais não tem ajuda dos familiares ou de babás as coisas ficam mais difíceis ainda. O cansaço da nova rotina é sem igual. E no fundo tudo que queremos é uma boa noite de sono sem sermos interrompidos #Ihaveadream

Então não é injusto e sem sentido cobrarmos das mulheres esse tipo de coisa? Ao invés disso sou a favor das pessoas falarem “Ei, você não quer sair com seu marido? Eu fico com o bebê!”. Sdds vale-night! hahaha #Ihaveadream2

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Não estou criticando quem está em forma depois do parto, pois cada corpo é um corpo, e até porque “estar em forma” é um conceito muito amplo e diverso para cada pessoa. Estou questionando tão somente quem cobra isso das mães (mesmo que veladamente) e as fazem passar, às vezes, por constrangimentos desnecessários (que aliás é uma super falta de gentileza e educação, convenhamos).

Eu mesma passei mais de um ano sem usar um biquíni com medo dos julgamentos e agora vejo que fiz bobagem. Pra quê isso, gente? Sejam(os) livres! Cuidem de suas crias sem neuroses!

Meu filho já tem um ano, meu peso voltou ao normal mas meu corpo não é o mesmo e nunca mais será, e tá tudo bem, sabe? Eu hoje amo meu corpo com toda a história que ele carrega e me sinto orgulhosa por ter meu filhote nas páginas do meu corpo.

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Ame seu corpo e toda a história que ele já passou. Respeite isso. Não se cobre tanto. Beleza é muito mais do que o que mostra a capa de uma revista, miga!

Um abração a todas as mamães lindas e seus filhos lindos e seus corpos tão lindos e imensos de luz que não cabem (nem precisam, nem nunca caberão) nos padrões da sociedade. Criamos o nosso próprio, então. Os padrões de nos amarmos como somos e com tudo o que temos (e não temos)! <3

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Fotos: The Bodies Of Mothers’ Book (por Jade Beall) ; The Honest Body Project, e 4th Trimester Bodies Project.



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6 de fevereiro de 2017

Não tem jeito fácil de começar esse post que certamente é o mais pessoal meu que haverá aqui no Chá, vocês sabem que eu não sou de falar muito de mim em canto algum (um tantinhozinho-inho a mais no Twitter, talvez, haha).

Já tem um tempo que o sumiço aqui é maior do que o que eu gostaria e mais duradouro do que imaginava. Há meses eu dizia pra mim mesma que “é só uma fase ruim, a disposição volta”, mas no fim das contas, não tem muito essa de fase ruim como justificativa pra não fazer algo. Só as pessoas próximas sabem, mas eu passei por muitas e péssimas nos últimos anos…resumindo muito bem resumido, absolutamente todos os planos (pessoais e profissionais) que fiz desde sempre pra minha vida “deram ruim”, além de momentos tristes/difíceis na família, certezas antigas completamente desfeitas, tudo durante a existência do Chá.

No entanto, eu nunca estive mais em paz comigo quanto agora e nem mais agradecida por tudo que aconteceu e que me deixou mais forte e mais auto consciente. Uns acontecimentos assim, ocorrendo de forma seguida (e em alguns momentos até simultaneamente) mexem nas estruturas de qualquer um e deixam umas lições profundas em quem esteja disposto a aprender. E eu me dispus.

Depois do turbilhão a gente respira, olha em volta e recolhe os cacos, cola os pedaços, se refaz por inteiro. O tempo que leva não importa muito, importa é que no meio desse processo sobram só os valores que ainda te mantém em pé. As pessoas e coisas que te são mais caras. A lista de necessidades que parecia não ter fim, diminui vertiginosamente depois que você não tem “nada” e enxerga que na real nem precisava de tanto assim pra se sentir satisfeito. Com isso, as prioridades mudam…e as minhas em relação ao blog e à algumas coisas na minha vida mudaram numa volta de 360º e é por isso mesmo que resolvi escrever fechando mais um ciclo em meio a outros tantos.

Foram muitos momentos preciosos vividos com essas serumaninhas serelepes chamadas Mayana, Marianna e Natália <3

 

Fazendo jus ao nome do blog

Fazendo jus ao nome do blog

O dia que fizemos uma festinha (uma daS, né!) toda DIY e meu quintal virou cenário de Tumblr/Pinterest <3

O dia que fizemos uma festinha (uma daS, né!) toda DIY e meu quintal virou cenário de Tumblr/Pinterest <3

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Sendo gente grande e partilhando dicas, #dizque

Vocês praticamente não nos viram juntas em eventos glamourosos por aí, mas se procurar em bar… (foto sem produção e fora de foco mesmo porque eu quero é mostrar a vida real haha)

Várias amizades iniciadas e retomadas com “ei, eu adoro ler o Chá!”, umas amizades que eu nunca nem ia imaginar ter com umas blogueiras (se eu for citar de uma por uma, vai dar briga, cês sabem quem são <3) e blogueiros lindos (Oi, André <3), trocentos ~eventos e festinhas~ pra morrer de rir com esse povo animado e que me tiravam dos momentos de bad e da minha toca (a muito custo, verdade seja dita) e por quem eu vou sempre torcer pra que brilhem cada vez mais.

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Metade das bonitas porque é missão impossível reunir todas!

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~góticos do rio negro~

Eu também fico muito feliz de ter ajudado a escrever a história do Chá e termos ido na contramão de muitas coisas em tempos de “sigo de volta”/ “instablogs”/”digital influencers”, webcelebridades de 50 mil seguidores do dia pra noite – e ficarmos satisfeitas em pagar o preço por insistir em conteúdo próprio e autenticidade.

Por fim, a vida é feita de ciclos e ainda bem que é assim. Cada fim anuncia um recomeço, com novas possibilidades no que quer que seja. O novo por vezes assusta, mas é libertador reconhecer o ponto de encerramento de algo e ter coragem de encarar recomeços. Depois de muito me observar, concluí que cheguei nesse fase e que minhas necessidades me levam para outros rumos. Por isso fica aqui meu muito obrigada a todo mundo que trocou ideias comigo ao longo dos posts, aos que me fizeram boas críticas, sugestões, elogios, foi uma ótima aventura! 😉

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ps: Não estranhem me ver eventualmente no feed de fotos do Chá porque né, as amizades seguem muito além da vida online, #grazadels!

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3 de novembro de 2016

Decidi escrever sobre dois clássicos do cinema (e resolvi dividir em dois posts) que me acrescentaram muito mais do que boas experiências cinematográficas. Um deles eu assisto desde os 15 anos e é um dos meus filmes favoritos e o outro assisti recentemente embalada pela massa que sempre me julgou “Como assim você ama filmes e nunca assistiu a esse clássico?”.

Já dizia a minha avó que “panela velha é que faz comida boa”, dando uma atualizada no ditado popular, acredito que são os filmes antigos sim que produzem bons conteúdo. Sem desmerecer os filmes atuais (que trouxeram grandes inovações para o cinema), tudo o que surgiu nos últimos anos (graças a tecnologia, também) é resultado de outro ditado muito dito na atualidade: “nada se cria, tudo se copia”. Então são nos clássicos mais antigos do cinema que realmente encontramos histórias originais, enredos simples, lições de vida e sem dúvida, personagens e excelentes atuações que são referência tanto para outros filmes como para nós, apaixonados por cinema.

Um dos principais motivos que me faz amar filmes antigos é o fato de que, independente da época que você os assista, as histórias sempre fazem sentido e melhor, prendem sua atenção e ganham seu carisma munidos apenas do que (para mim) é essencial em um filme: boas atuações e excelentes histórias.

Não é necessário um milhão de efeitos, guerras com duzentos mil figurantes, gasto exorbitante com figurino, maquiagem e locações para que o filme te conquiste.

Para tentar explicar essa paixão e indicar bons filmes, decidi nas próximas #Quintacult falar sobre filmes antigos que se encaixam perfeitamente em todo esse discurso. A prova de que por mais antigos que sejam se encaixam na atualidade é que escolhi um filme que vi mais de 30 vezes (bondade minha, foi bem mais que isso) e outro que (mesmo sendo um clássico, me julguem) eu nunca havia assistido, e ao assisti-los me senti imersa em contextos que facilmente percebo em mim e na realidade que me cerca, e isso me fascina. Adoro filmes capazes de nos trazer uma lição, um bom sentimento e o melhor, uma reflexão sobre nossa realidade. (Não que eu não goste das fantasias e de uma boa ficção que nos faça viajar, longe disso, mas a realidade me chama muito mais atenção).

Então nesse post vou falar sobre o primeiro filme, que é o clássico que eu nunca tinha visto (acreditem), e se eu não vi, provavelmente alguém aí também não viu, então assista, e se já assistiu, assista novamente (porque vale muito apena).

Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off) de 1986 é a representação máxima do “clássico da Sessão da Tarde”. É um filme extremamente inteligente no que diz respeito a conquistar seu público-alvo: os adolescentes. E eu, por mais que esteja na beira dos 30, fiquei envolvida e nostálgica com relação as emoções que sentia e queria sentir aos 17. Eu que lido com jovens, me vi complemente feliz de conhecer um filme que, de maneira real, mostra o que os jovens querem viver, ao invés de incentivá-los a ter vontade de viver um romance com um vampiro que brilha (oi?), nada contra aos filmes adolescentes atuais (mentira, tudo contra), mas os jovens (na maioria dos filmes, não todos) são bombardeados com histórias que os incentivam a viver fora da realidade, a buscarem um “tipo ideal” de beleza, romance e comportamento que além de não serem compatíveis com a realidade também não são compatíveis com os sentimentos e reflexões necessários a essa fase. Deixando a patê socióloga e chata de lado, o filme Curtindo a vida adoidado nos mostra o adolescente Ferris Bueller buscando curtir a vida (e o mais fantástico, sem precisar estar em baladas que custam quase o preço de um imóvel novo, camarote, uísque, meninas que parecem mulheres turbinadas e homens similares ao ken da Barbie).

Interpretado por Matthew Broderick, Ferris Bueller é um adolescente que decide matar aula para aproveitar o dia. Após fingir-se de doente para os pais, e seguindo uma estrutura narrativa simples, Ferris, sua namorada Sloane e o neurótico amigo Cameron, decidem matar aula e sair para farrear nas ruas de Chicago.

Ferris parte para um dia na cidade ao lado da namorada e do amigo visitando lugares e se divertindo. Tudo isso enquanto é perseguido pelo incansável diretor da escola, disposto a provar que Bueller está enganando a todos, e ainda lida com a fúria da irmã, ressentida pelo fato dele sempre conseguir se livrar dos problemas.

Como se vê, Curtindo a Vida Adoidado não traz um enredo mirabolante ou personagens profundamente delineados. A premissa da história, na realidade, não poderia ser mais básica: um adolescente que mata aula para se divertir. Simples assim. O que fez (e ainda faz) da obra algo muito bom de se assistir é a maneira irresistível na qual ela é contada pelo diretor e roteirista, além, é claro, de girar sobre um tema capaz de apelas a qualquer pessoa em qualquer idade.

Quem nunca? Quem sempre?

Listar todos os momentos incríveis de Curtindo a Vida Adoidado é um desafio para qualquer um que tenha que escrever um texto curto (principalmente pra mim que escrevo na proporção que falo: muito). Desde a atuação canhestra de Bueller para enganar os pais no início até a última cena, com o personagem avisando o espectador que o filme acabou. O roteiro é, de fato, simplista, mas isso que me fez gostar ainda mais dele, pois não tem a menor intenção de assumir uma complexidade shakespeareana. Se assim fosse, perderia seu charme ainda intocável e uma fã nova em pleno 2016.

Além da boa história, conta também com uma trilha sonora inesquecível (que pega qualquer um de jeito). Vale apena assistir, e principalmente, reassistir, pois até hoje Curtindo a Vida Adoidado continua sendo incrível e nos remete a muita nostalgia. O filme é um clássico e Ferris continua sendo um mito.

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14 de outubro de 2016

Estou no limbo entre temporadas das séries que acompanho e pra amenizar o vazio que Game of Thrones deixou na minha vida, resolvi seguir o conselho que recebi de algumas pessoas e começar a ver Vikings, também ambientada em tempos remotos e cheia de batalhas, traições e alianças. É claro que não poderia deixar de fazer um post a respeito.

Como expliquei no post que fiz de Stranger Things a ideia aqui NÃO é fazer uma crítica, contar a história, contexto ou curiosidades sobre a série. É só uma forma descontraída de capturar frases ou diálogos emblemáticos ou engraçados para compartilhar com vocês. PODE conter spoilers, não diga que não avisei.
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Pra começar, aparentemente o sangue une mesmo as pessoas. No caso dos irmãos Rollo e Ragnar a parada é LITERAL:  já começa a série rolando uma fraternidade após rasgar uns inimigos em batalha.

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Mas como toda boa família da ficção, tem o irmão bom e o mau. Ragnar é a “Ruth” e tem esses olhos absurdos mesmo sem filtro. Rollo é a “Raquel”, víbora traiçoeira.
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Lagertha é a mulher badass, forte, inteligente, boa de briga e POR ACASO esposa de Ragnar (jamais mencionaria isso como seu único papel na trama porque aqui é #girlpower). No tutorial de hoje ela ensina como botar pra correr aquele tipo de babaca que ve mulher como pedaço de carne que está ali para satisfazer aos seus desejos.

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Rollo é o tiozão mau exemplo e machistão que acredita que “beber e fazer sexo” são os ritos de passagem de um verdadeiro homem. Talvez por isso ele não tenha mulher. Atenção pro “algumas são livres” que parece bem atual…

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Falando em atual, essa cena me fez lembrar da galera do facebook sempre ávida por achar alguém pra cristo, julgar loucamente e destilar seu veneno online COMO SE FOSSE OBRIGATÓRIO dar sua opinião em tudo.

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Pausa nas polêmicas pra lembrar que todos temos daquele amigo meio doidão, com uns papos estranhos, que bate palma pro sol ou fala com árvores e tem habilidade supreendentes que podem te ajudar pra caramba. Floki é o “amigo de humanas” de Ragnar.

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E todos tem AQUELE casal que escolhemos apoiar simplesmente porque são incríveis juntos. Lagertha sabe o que quer e Ragnar sabe como agradar. Como não amar eles juntos?

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Também aprendemos a importância dos filtros sociais (aquilo que as crianças não tem e acabam sendo extremamente sinceras) pra evitar constragimentos.

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E que conselhos como “devia estar satisfeito” e “isso é loucura” são apenas combustíveis pra algumas pessoas correrem riscos em nome de mudanças e novas descobertas. Comodismo nunca fez história, né?
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É bom lembrar de ser discreto quando estiver cobiçando a mulher do próximo – já que alguns de vocês não conseguem evitar – pra evitar problemas.

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Alguém que “é legal com você mas trata mal a garçonete (ou qualquer outra pessoa que esteja em posição subordinada) NÃO é legal.”. À lá o Rollo de novo.

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Acontece que SEMPRE terá alguém pra ensinar uma lição pra gente “boa” como ele. Nesta cena vemos a possível referência histórica que o Coringa teve (eu tô brincando, caso alguém acredite que essa história é real).

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As atitudes dizem mais sobre as pessoas do que suas palavras. Não adianta jurar que alguém é gente boa quando se vê mais demonstrações do contrário. PORÉM, ninguém é de todo ruim, né? Sempre há momentos de lucidez, honestidade, amor e justiça até nas piores pessoas. (ainda odeio o Rollo).

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Os homens vão se comportar como meninos eventualmente… (sorry, guys).

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Você não vai conseguir nada de uma mulher que deixou contrariada.

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Não adianta ter dinheiro, só servir banquetes e ter uma casa boa e descuidar da aparência. Higiene é ótima pra manter a chama acesa em uma relação (risos).

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Ah o jeito simples que as crianças tem de encarar as coisas! Às vezes elas podem sim “ensinar o padre a rezar a missa”.

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Falando em missa, seguir determinada religião não te torna alguém automaticamente melhor. Só burros ou hipócritas caem nessa!

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Mas você pode conviver harmonicamente com pessoas que pensam diferente de você. Serve pra política, ideologia, religião…
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Seus pais tinham razão, não se deve aceitar tudo que te oferecem nas festas.

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Falando em pais, eles são nossa primeira referência na vida. Se você tem filho: é bom dar bons exemplos pra ele, hein? A propósito eu adoro esse garoto, ele parece ser a pessoa mais sensata em quase todas as cenas!

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É bom não subestimar a inteligência da sua mulher, também. Mulheres sempre sabem. Se nãos sabem, desconfiam! E ela vai acabar descobrindo seus vacilos.

Agora atenção para uma das maiores lições dessa temporada vinda de quem você menos esperava, é claro: o amigo de humanas que você acharia doidão.

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Bem. É claro que eu poderia colocar aqui várias outras cenas porque essa série além de uma fotografia sensacional tem um enredo interessante. Mas, como sempre, eu estava com preguiça então sinto informar que:

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Mas, calma! Já comecei a assistir a segunda temporada e, claro, salvando prints desde já pro próximo post! Alguém mais aí acompanha ou terminou todas? Não deixem spoiler nos comentários!

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16 de setembro de 2016

A não ser que você viva no Mundo Invertido (já começo com piada interna excludente) já deve saber que Stranger Things caiu no gosto do povo por apresentar algo diferente aos fãs de séries, fora dos nichos padrões como seriados médicos, policiais, dramáticos e afins. Não que a série seja algo absolutamente novo, ela envolve suspense, traz um quê de investigação, um pouco de drama, muito de ficção científica e esses elementos já são conhecidos de todos nós, a diferença está no roteiro, no elenco e na entrega.

MAS não tô aqui pra fazer análise crítica da série, gente mais qualificada que eu já fez e alguns aí devem estar saturados disso. Eu particularmente assisti a série, gostei, revi e decidi cometer a ousadia de extrair as “lições” clichês e lugares comuns (porém muito uteis) que encontrei nos episódios dessa série tão fora do comum! SIM, contém spoilers!

1

Vamos combinar que a primeira impressão que tivemos do Hopper não foi tão boa mas a primeira lição que ele deixou SIM. Ninguém deveria ser obrigado a ter bom humor e ser produtivo logo cedo!
1
Os melhores amigos são aqueles para os quais você não tem que dar maiores explicações nem ficar adulando quando precisa. Um “Vem aqui agora” e “Tô passando aí, se arruma” bastam! SIMPLES e descomplicado assim.

2

Você pode estar no ensino médio ou na casa dos trinta, sempre existirão pessoas que simplesmente não entenderão o fato de você não ter permissão/pique/vontade para ir a festas no meio da semana. E elas vão te zoar por isso.

2

Mas também sempre existirão pessoas pra te lembrar coisas importantes como: não seja maria-vai-com-as-outras. Nada pior do que virar alguém cuja personalidade é uma colcha de retalhos do que esperam dela. Claro, absorvemos influência do meio, dos grupos, da família, mas saiba respeitar seus gostos pessoais e cultivar sua individualidade.

2

Cada um dá seu peso e significado pessoal às coisas e pessoas que lhe cercam. Mas em se tratando de amizade e relacionamentos em geral, confiança e lealdade são importantíssimos e tem um peso enorme.

3
Nunca deixe sua amiga sozinha na festa. De preferência não a leve para segurar vela, mas SE ela topar, faça o favor de dar o mínimo de atenção e voltar com ela, caso tenham ido juntas. Se o encontro com o boy tiver legal e ela quiser ir embora antes, ok, mas mandar um “me avisa quando chegar, miga” não mata ninguém…

3-2

Regra número do stalk: não deixe rastros. Pensou que não iam notar aquela curtida sem querer na foto de 2014?

4

Parem de falar que as mulheres estão loucas até porque “só os loucos sabem”. Algo que pareça totalmente surreal e sem sentido para você pode ser uma grande verdade que você não percebeu, porque já chegou julgando!

4-1

Pra cada imbecil que você conhece existe alguém que pode colocá-lo no seu devido lugar. Melhor não ser o(a) imbecil!

4-2
Até porque quem ri por último ri melhor, otário! YOU GO, GIRL! #OwnItLikeAgirl #girlpower

5

Empatia é um medicamento com alto poder de cura e 100% gratuito. Abuse! Plus: se você não quer ajudar, não atrapalhe.

5-1
Às vezes temos que enterrar coisas que ainda não estão mortas pra gente. E, sim, é tenso…
5-2

Os melhores professores são os apaixonados por ensinar, eles conseguem tornar simples o mais complexo assunto.

sai
SAI FORA de relacionamento abusivo! Você não precisa de ninguém que faz parecer que sua vida, sanidade ou qualquer outra coisa dependa dele(a). Bota pra correr que você será mais feliz, garanto!

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E depois que terminar, anote o número numa agenda mas DELETE DO CELULAR para evitar a vergonha de ligar bêbado pra(o) ex. Se quiser falar com a pessoa, tenha um bom motivo e esteja sóbrio pra provar hahahaha

6

Evite julgamentos precipitados! Isso vale para todos mas se você é uma pessoa ciumenta tenha atenção redobrada à essa dica pois sua cabeça está programada pra te fazer ver PROVAS FACTUAIS onde só tem coincidências.

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Se você pensou besteira, volte para o tópico anterior!!! As vezes o “não é nada disso que você está pensando” é sério, não é desculpa esfarrapada de quem tá fazendo o que não deve! Mesmo que a gente preferisse que fosse! hahahah

vdd
É muito legal receber apoio, incentivo e elogio dos amigos mas também é bom dar abertura pra que eles possam soltar umas verdades que a gente não quer mas precisa ouvir. Afinal, “amigos não mentem”, né?

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Falando em verdades… as vezes a gente é obrigado a escondê-las por um bem maior. Prevejo muita gente usando essa frase pra dar perdido nos amigos que tão querendo chamar pra sair.

7-1
“Você sempre disse pra explorarmos todas as portas da curiosidade.”. A vantagem de ter boa memória é poder usar o que disseram a seu favor. Certifique-se de ter bons argumentos numa discussão. Ser convincente poupa insistência.

7-2

Gente boazinha ainda é gente, não tem sangue de barata. Force a barra e você pode se espantar com a reação!

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Pare de confundir parceiro de festa/crime com amigo. Escolha direito essas amizades, cara! Quem é babaca com os outros vai acabar sendo babaca com você, eventualmente. Tipo “gente boa” que trata mal garçom, sabe? Evite.

chora

Meninos não choram. Vamos abolir de vez essa ideia de que expressar emoções é fraqueza? Entre nessa campanha e vamos reduzir as taxas de analfabetismo emocional entre os homens. O CHORO É LIVRE, literalmente.

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Por exemplo agora que a próxima temporada de Stranger Things só sai em 2017, pode admitir que tá sentindo falta. Aprenda com o Jonathan, que não tem medo de dizer o sente (nem o que pensa)! QUE HOMEM.

saia

Tava esperando mais coisa?!?! Levei 2 semanas pra ver e rever essa série caçando pérolas pra esse post! Poderia ter selecionado mais, porém ele ficaria gigantesco e ninguém leria. Então se conforma que acabou.

vao
Espero que tenhas gostado! Agora vocês vão clicar aqui embaixo e curtir a nossa fanpage e instagram, não vão? AH VÃO!

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14 de setembro de 2016

De certeza alguns de vocês já devem ter visto aí pelas redes sociais a hashtag #setembroamarelo e talvez não tenham se ligado no que significa ou ainda não entendido bem. É uma campanha internacional de prevenção ao suicídio criada pelo IASP – Associação Internacional para Prevenção do Suicídio e iniciada no Brasil em 2014 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), que tem por objetivo informar melhor as pessoas sobre a prevenção ao suicídio.

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O assunto é tão tabu que quando se ouve falar de algum caso, geralmente os comentários se limitam a genéricos “poxa, que pena, uma vida toda pela frente”, e não se fazem mais perguntas. Recentemente foram divulgados casos de suicídio de pais de família que não conseguiram lidar com a falência econômica, então mais pessoas passaram a conversar sobre o tema e muita gente ficou chocada (ainda mais por terem levado os filhos juntos) e se perguntando como que pode algo assim tão extremo acontecer. Mas não dá pra passar um dia chocado e no outro seguir como se nada tivesse acontecido. Então bora falar sobre suicídio? Começar a se informar mais?

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Os números nesse infográfico não são agradáveis e é por isso mesmo que resolvemos falar do assunto. Por esses dias eu vi algumas pessoas comentando que “leigos não deveriam se meter em algo sério” (depressão, no caso), como se disponibilizar para conversar com pessoas que estão passando por depressão não sendo profissionais, no entanto, é justamente por não estarmos mais atentos às pessoas do nosso convívio e muito menos dispostos a só ouvir que os casos de tentativas e suicídios de fato tem crescido cada vez mais.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), os casos de suicídio estão associados a doenças psicológicas diagnosticáveis e tratáveis, como a depressão, por exemplo. Não é que você, leigo, vá sair por aí dando palpite sobre o estado emocional das pessoas e jogando no Google pra opinar sobre o que ela tenha/sinta. E nem você, profissional de saúde, também não vai ficar distribuindo diagnóstico a rodo sem atender devidamente quem precise. A proposta é praticar a empatia, ser mais amigo, ouvir de coração quem tá aflito por seja lá o que for. Parece fácil mas quantas vezes você não ouviu alguém já pensando no que iria dizer? Juro que dá pra ouvir. Nem sempre é preciso falar algo pra demonstrar apoio :) às vezes perguntar honestamente como alguém está, ouvir com atenção e dar um abraço sincero ajudam muito mesmo!

Se você não sabe nem se deveria conversar mais com alguém que esteja agindo de forma diferente, existem alguns sinais de alerta sendo divulgados e que podem ajudar:

sinais

E se você tem se sentido de alguma forma desesperado, deprimido, desamparado e/ou desesperançoso (os 4 Ds), fale com alguém sobre isso. Sério mesmo, põe a dor pra fora, não guarde tudo pra si. Há vários CAPSI (Centro acadêmico de psicologia) que disponibilizam espaço para atender o público que necessite de uma orientação e/ou outros serviços de saúde mental. Se não se sentir a vontade de procurar alguém do convívio ou falar pessoalmente, tem também o CVV – Centro de Valorização da Vida, uma entidade sem fins lucrativos que atua desde 1962 prevenindo suicídios. Embora o CVV trabalhe com voluntários não necessariamente formados em psicologia, todos recebem treinamento/orientação sobre como atender quem procura ajuda. Procure mesmo sem medo!

setembro-amarelo

Por fim, bora espalhar mais amor, por favor? O mundo inteira precisa! :)

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5 de agosto de 2016

Aqui vai um post de muita crítica à sociedade brasileira, principalmente ao modelo do nosso mercado de trabalho e legislação a respeito da maternidade & famílias. Todos que acompanham essa tag #maedeprimeiraviagem estão cansados de ler que “depois que virei mãe minha vida mudou”, mas devo repetir. Até minha forma de pensar e decidir mudou. Bem, com o passar dos meses eu me vi em um dilema sem saída: ou voltava ao mercado de trabalho e deixava meu filho com uma desconhecida (a que chamam de babá) ou o colocaria numa creche, aos 6 meses.

Foi por “culpa” da introdução alimentar do Bernardo que eu repensei toda minha carreira. Não, eu não vou abandonar nada não, e sim adiar! Aos seis meses se inicia o processo de introdução alimentar dos bebês após a amamentação exclusiva (já fiz um post aqui sobre isso). Esse processo requer muita atenção, carinho e aprendizado por parte dos pais, afinal um bebê só deve comer o mais natural possível, nada de condimentos, temperos, açúcar e sal. Aprendi, então quem faz toda a comida do meu filho sou eu, do meu jeito e, claro, respaldada por nutricionistas e a pediatra.o-WORKING-MOM-facebook

Isso me fez refletir. É justamente nessa fase importantíssima que acabam as licenças-maternidades (no mercado privado as licenças são ainda mais curtas, e a licença paterna não vou nem comentar por ser vergonhosa) e as mães precisam deixar seus filhos com alguém, para voltar ao trabalho. Logo, outra pessoa vai acompanhar de perto seu bebê começar a sentar, chorar com a vinda do primeiro dentinho, dar a comidinha pra ele etc. São momentos preciosos e que só acontecem: 1 vez.

Muitas pessoas podem pensar “nossa que exagero, os bebês são adaptáveis”. Não é exagero, é só procurarmos as diversas pesquisas científicas a respeito da importância da presença dos pais na primeira infância dos filhos (0 – 2 anos). A primeira infância é o estágio onde as mudanças ocorrem mais rapidamente e o bebê precisa perceber que é amado, que tem atenção. Vocês por um acaso já assistiram o documentário Do começo da vida ? Assistam, tem no Netflix.mom-leaving-baby-with-sitter

O que me preocupa é que cada vez mais cedo se colocam bebês em creches ou os deixam com babás cortando vínculos muito frágeis que deveriam ser fortalecidos. Quem conhece a história da babá que é mais respeitada pela criança do que a mãe?

Eu compreendo que muitas mulheres são literalmente sozinhas e tem que se virar para sustentar a casa. Isso é horrível. E exatamente por isso que critico nossa legislação. Ou a mãe volta a trabalhar ou o filho passa fome. O bebê não passa fome mas não cria os laços necessários com a mãe. Esses bebês crescem e se tornam adultos inseguros. Dentre outros exemplos. Em outros casos a opção é da própria mãe de voltar a trabalhar mais cedo.

Tenho inveja das famílias de países nórdicos. As licenças são para A M B O S (pai e mãe) e a média de duração é 1 ano! Um sonho. Sonho distante aqui no Brasil… e nossas famílias são assim configuradas. Como serão essas crianças no futuro? Só o tempo dirá.

 

assinaturas 2015-06

 



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14 de julho de 2016

No post anterior falei sobre o filme Rocky Balboa, um dos meus preferidos na relação “mulher também curte filme de luta”. O segundo filme da lista também envolve luta e boxe, e se enquadra na minha mesma categoria de: filme com porrada e conteúdo. Carregado um pouco mais de sangue, Nocaute (2015) é protagonizado por Jake Gyllenhaal (ator de “O Abutre” – filme já indicado por mim aqui no #Quintacult).

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A performance de Jake Gyllenhaal emociona tanto quanto surpreende. O filme é considerado em algumas críticas como o Rocky do novo milênio. E a comparação entre as duas produções acaba sendo inevitável, pois assim em Rocky, o foco de Nocaute também é o boxe aliado a superação. O protagonista Billy Hope (Jake Gyllenhaal), é campeão da categoria Peso Médio Júnior dos EUA, tem um estilo brutal de lutar e possuí um golpe de esquerda que deixa seus adversários, literalmente, nocauteados. No entanto, uma tragédia (que acontece bem do estilo que eu gosto, já que alguns filmes pecam por romantizar muito o enredo) dá o tom humano a história e coloca em risco não só a carreira do protagonista, mas a relação dele com a filha. E mesmo com todo o teor dramático, o enredo se desenvolve sem nos levar a escorrer lágrimas fáceis, já que isso tornaria o filme bem piegas.

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E, por mais que superação seja uma premissa básica de quase todo longa sobre boxeadores, onde dar a volta por cima é a única saída para o lutador, Nocaute não é exceção à regra. No entanto merece meu respeito por ser uma história diferente das já contadas até hoje. Longe de superar Rocky Balboa, tem vários elementos tão excelentes quanto. As cenas de luta são perfeitas, e aqui vale destacar toda maravilha física de Jake Gyllenhaal. As lutas têm bastante sangue, olhos estourados, são bem coreografadas, e as sequências em que Billy Hope está dentro do ringue realmente impressionam. O que realmente destaca-se no filme é justamente o “a mais” tão peculiar do clássico de Balboa, o fato de que o filme não se prende somente a luta e ao boxe em si, pois a relação do personagem com a mulher Maureen, interpretada por Rachel McAdams, com o treinador Tick Wills (Forest Whitaker, brilhando mesmo em papel coadjuvante) e principalmente com sua filha Leila (Oona Laurence, de 13 anos), elevam o filme a uma categoria superior.

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Após a tragédia e destruído emocionalmente, o lutador vai sair em busca de proporcionar à sua filha o mínimo que um pai deve oferecer. E foi nesse momento que o filme me ganhou, pois vemos a relação de Billy com a sua filha ser destruída e reconstruída novamente, numa atmosfera muito próxima a alguns casos que eu já ouvi falar da prima de uma amiga. A relação deles é das mais belas, intensas e emocionantes, e o desfecho, mesmo sendo em tese óbvio, consegue atingir o público que dificilmente ficará sem se emocionar.

O final também é bastante tradicional (comparado aos filmes deste gênero). A luta tem uma sequência muito bem produzida, é carregada de ação, de drama e de superação e ela unida a construção da relação do lutador com a filha, já faz valer assistir ao filme. Nocaute não deixa de ser um tradicional filme de boxe que possui luta e superação. Mas por ser carregado no drama e com atuações tocantes, tornou-se um dos filmes interessantes da minha lista (classificado entre aqueles que possuem como tema os ringues de luta), que merece ser indicado.

assinaturas 2015-05



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Olá mamães e simpatizanres (rs)! O post demorou mas chegou! Tive algumas mudanças na minha vida que me impediram de dedicar-me ao blog mês passado mas o post desse mês é especial pois foi um pedido de mães amigas.

Introdução alimentar. Essas duas palavrinhas nos fazem ter alegria, dúvidas, medos, receios….e por causa disso resolvi procurar quem realmente entende do assunto para falar um pouquinho sobre esse tema que merece muito estudo e atenção das famílias que possuem bebês. Convidei as nutricionistas Renata Dantas e Camila Cyrino que são especializadas na área infantil e fazem parte da equipe Lápis de Maçã – que é um projeto envolvendo cursos e palestras para famílias com bebês e crianças sobre educação nutricional – para responder questões que um dia foram minhas e que tenho certeza que HOJE são de muitas mães e pais.

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1 – A introdução alimentar dos tempos dos nossos pais aos dias de hoje mudou muito. Quais são as principais diferenças, por exemplo dos anos 90 para cá?

A principal diferença está na abordagem da introdução alimentar e na confiança no bebê. Antigamente o bebê era um ser passivo, que “precisava” consumir as papinhas, uma vez que a recomendação na época era iniciar a introdução alimentar aos 4 meses, quando a criança ainda não tem desenvolvimento suficiente para ser ativo no processo, e por isso as refeições muitas vezes eram trituradas ou liquidificadas e até oferecidas na mamadeira, prejudicando a amamentação e colocando o risco do desmame precoce. Além disso, a cultura do suco era bastante presente. Embora não seja mais a recomendação, isso ainda acontece com uma certa frequência, infelizmente. Hoje a recomendação é que a introdução alimentar deve ser iniciada após 6 meses de aleitamento materno exclusivo, baseada na alimentação responsiva, em que o bebê é respeitado e ativo no processo da sua alimentação.

2 – O que é o método BLW?

O BLW é uma abordagem da introdução alimentar focada principalmente na autonomia do bebê. Vem de baby-led weaning, onde o bebê guia a própria alimentação. A função do adulto é ser mediador e supervisor, além de oferecer os alimentos da forma adequada. O restante, quem faz é o bebê. O BLW utiliza os alimentos sólidos pois é a maneira que o bebê consegue agarrar o alimentos para levar à boca, dando grande autonomia no processo. O bebê é colocado a conhecer diferentes cores e texturas, escolher dentre as opções oferecidas o que vai consumir primeiro, além de ter a oportunidade de desenvolver a mastigação desde o início, um item fundamental no processo alimentar. Vale lembrar que não é deixar o bebê comendo sozinho e ir fazer outras coisas, é necessária supervisão sempre.

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3 – Sabemos que as pessoas costumam alimentar seus bebês de acordo com o que o vizinho, o amigo, o parente falou com o discurso “Meu filho comeu e não morreu, então pode dar”. Por que é perigoso propagar essa ideia?

Primeiro porque a ideia é formar indivíduos saudáveis, não sobreviventes. As recomendações profissionais quanto à alimentação infantil são baseadas em estudos e evidências científicas, difundidas por instituições como a Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria, o que dá segurança para serem propostas. Segundo que quando se fala em prevenção, se fala em redução dos riscos: riscos de desenvolver obesidade, diabetes e hipertensão no futuro, riscos no desenvolvimento de alergias e intolerâncias alimentares, riscos de formação de hábitos alimentares prejudiciais. Se o início da alimentação for feito de forma correta, diminuímos estes riscos e temos maior chance de formar indivíduos com qualidade de vida e saúde plena. É importante buscar informações sempre com profissionais habilitados e atualizados.

4- Que alimentos o bebê menor de 1 ano NÃO pode consumir e por quê?

Os alimentos não recomendados no primeiro ano de vida estão ligados ao paladar que está em formação, aos hábitos alimentares, risco de contaminação e ao risco de desenvolver alergias, uma vez que o trato gastrointestinal do bebê ainda está imaturo e pode facilitar a passagem de substâncias no intestino às quais pode haver alguma reação do organismo. Entre os alimentos não recomendados para os menores de 1 ano estão: leite de vaca e seus derivados, açúcar (de qualquer tipo e qualquer alimento que o contenha), sementes oleaginosas, alimentos ultraprocessados (prontos para consumo), frutos do mar, mel, sucos, chás e água de coco, conservas, embutidos e enlatados. A alimentação deve ser o mais natural possível.

5 – Quando inicia a introdução alimentar, como fica a amamentação?

A amamentação continuará em livre demanda, sempre. O leite materno é o principal alimento do bebê no primeiro ano de vida, sendo exclusivo até os 6 meses e recomendado até os 2 anos ou mais. A introdução alimentar é um processo contínuo, não é um momento. É quando o bebê começará a conhecer outros alimentos além do leite materno. A alimentação é complementar, ou seja, ela é adicional ao leite materno, e não substituta.

Mother breastfeeding baby in living room

6 – Quais benefícios da introdução alimentar manejada de maneira correta?

Os benefícios estão relacionados sobretudo à formação dos hábitos alimentares saudáveis, que o indivíduo leva para a vida inteira, o que influenciará diretamente a sua saúde, como comentado anteriormente. A introdução alimentar faz parte dos primeiros 1000 dias de uma pessoa (270 dias da gestação + primeiros 2 anos de vida), os quais há evidências, se conduzidos de maneira adequada, de serem determinantes para maior desenvolvimento cognitivo, motor e sócio-emocional, maior performance escolar e proteção contra obesidade e doenças não-transmissíveis como hipertensão e diabetes, não sendo possível essa intervenção tão eficaz em qualquer outro momento da vida.

Ou seja pessoal, introdução alimentar é assunto SÉRIO, não podemos dar ouvidos a quem não seja da área de nutrição ou pediatria. Nada de enfiar leite ninho na mamadeira de bebê pois contém leite de vaca viu! Nada de fazer ~receitinha que a vizinha ensinou sem falar com o pediatra. Os benefícios de uma boa alimentação pro bebê refletirão na vida toda.

Se quiser saber mais sobre os cursos e palestras da Lápis de Maçã, clica aqui e dá uma olhada na página delas. Deixarei também: instagram @lapisdemaca e o WhatsApp: 81009416.

assinaturas 2015-06



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