Home Sobre o Blog Quem somos Contato Midia Kit Categorias


Olá mamães e simpatizanres (rs)! O post demorou mas chegou! Tive algumas mudanças na minha vida que me impediram de dedicar-me ao blog mês passado mas o post desse mês é especial pois foi um pedido de mães amigas.

Introdução alimentar. Essas duas palavrinhas nos fazem ter alegria, dúvidas, medos, receios….e por causa disso resolvi procurar quem realmente entende do assunto para falar um pouquinho sobre esse tema que merece muito estudo e atenção das famílias que possuem bebês. Convidei as nutricionistas Renata Dantas e Camila Cyrino que são especializadas na área infantil e fazem parte da equipe Lápis de Maçã – que é um projeto envolvendo cursos e palestras para famílias com bebês e crianças sobre educação nutricional – para responder questões que um dia foram minhas e que tenho certeza que HOJE são de muitas mães e pais.

shutterstock_173621240

1 – A introdução alimentar dos tempos dos nossos pais aos dias de hoje mudou muito. Quais são as principais diferenças, por exemplo dos anos 90 para cá?

A principal diferença está na abordagem da introdução alimentar e na confiança no bebê. Antigamente o bebê era um ser passivo, que “precisava” consumir as papinhas, uma vez que a recomendação na época era iniciar a introdução alimentar aos 4 meses, quando a criança ainda não tem desenvolvimento suficiente para ser ativo no processo, e por isso as refeições muitas vezes eram trituradas ou liquidificadas e até oferecidas na mamadeira, prejudicando a amamentação e colocando o risco do desmame precoce. Além disso, a cultura do suco era bastante presente. Embora não seja mais a recomendação, isso ainda acontece com uma certa frequência, infelizmente. Hoje a recomendação é que a introdução alimentar deve ser iniciada após 6 meses de aleitamento materno exclusivo, baseada na alimentação responsiva, em que o bebê é respeitado e ativo no processo da sua alimentação.

2 – O que é o método BLW?

O BLW é uma abordagem da introdução alimentar focada principalmente na autonomia do bebê. Vem de baby-led weaning, onde o bebê guia a própria alimentação. A função do adulto é ser mediador e supervisor, além de oferecer os alimentos da forma adequada. O restante, quem faz é o bebê. O BLW utiliza os alimentos sólidos pois é a maneira que o bebê consegue agarrar o alimentos para levar à boca, dando grande autonomia no processo. O bebê é colocado a conhecer diferentes cores e texturas, escolher dentre as opções oferecidas o que vai consumir primeiro, além de ter a oportunidade de desenvolver a mastigação desde o início, um item fundamental no processo alimentar. Vale lembrar que não é deixar o bebê comendo sozinho e ir fazer outras coisas, é necessária supervisão sempre.

bebe-comendo-brocolis-foto-red-peppershutterstockcom-0000000000016712

3 – Sabemos que as pessoas costumam alimentar seus bebês de acordo com o que o vizinho, o amigo, o parente falou com o discurso “Meu filho comeu e não morreu, então pode dar”. Por que é perigoso propagar essa ideia?

Primeiro porque a ideia é formar indivíduos saudáveis, não sobreviventes. As recomendações profissionais quanto à alimentação infantil são baseadas em estudos e evidências científicas, difundidas por instituições como a Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria, o que dá segurança para serem propostas. Segundo que quando se fala em prevenção, se fala em redução dos riscos: riscos de desenvolver obesidade, diabetes e hipertensão no futuro, riscos no desenvolvimento de alergias e intolerâncias alimentares, riscos de formação de hábitos alimentares prejudiciais. Se o início da alimentação for feito de forma correta, diminuímos estes riscos e temos maior chance de formar indivíduos com qualidade de vida e saúde plena. É importante buscar informações sempre com profissionais habilitados e atualizados.

4- Que alimentos o bebê menor de 1 ano NÃO pode consumir e por quê?

Os alimentos não recomendados no primeiro ano de vida estão ligados ao paladar que está em formação, aos hábitos alimentares, risco de contaminação e ao risco de desenvolver alergias, uma vez que o trato gastrointestinal do bebê ainda está imaturo e pode facilitar a passagem de substâncias no intestino às quais pode haver alguma reação do organismo. Entre os alimentos não recomendados para os menores de 1 ano estão: leite de vaca e seus derivados, açúcar (de qualquer tipo e qualquer alimento que o contenha), sementes oleaginosas, alimentos ultraprocessados (prontos para consumo), frutos do mar, mel, sucos, chás e água de coco, conservas, embutidos e enlatados. A alimentação deve ser o mais natural possível.

5 – Quando inicia a introdução alimentar, como fica a amamentação?

A amamentação continuará em livre demanda, sempre. O leite materno é o principal alimento do bebê no primeiro ano de vida, sendo exclusivo até os 6 meses e recomendado até os 2 anos ou mais. A introdução alimentar é um processo contínuo, não é um momento. É quando o bebê começará a conhecer outros alimentos além do leite materno. A alimentação é complementar, ou seja, ela é adicional ao leite materno, e não substituta.

Mother breastfeeding baby in living room

6 – Quais benefícios da introdução alimentar manejada de maneira correta?

Os benefícios estão relacionados sobretudo à formação dos hábitos alimentares saudáveis, que o indivíduo leva para a vida inteira, o que influenciará diretamente a sua saúde, como comentado anteriormente. A introdução alimentar faz parte dos primeiros 1000 dias de uma pessoa (270 dias da gestação + primeiros 2 anos de vida), os quais há evidências, se conduzidos de maneira adequada, de serem determinantes para maior desenvolvimento cognitivo, motor e sócio-emocional, maior performance escolar e proteção contra obesidade e doenças não-transmissíveis como hipertensão e diabetes, não sendo possível essa intervenção tão eficaz em qualquer outro momento da vida.

Ou seja pessoal, introdução alimentar é assunto SÉRIO, não podemos dar ouvidos a quem não seja da área de nutrição ou pediatria. Nada de enfiar leite ninho na mamadeira de bebê pois contém leite de vaca viu! Nada de fazer ~receitinha que a vizinha ensinou sem falar com o pediatra. Os benefícios de uma boa alimentação pro bebê refletirão na vida toda.

Se quiser saber mais sobre os cursos e palestras da Lápis de Maçã, clica aqui e dá uma olhada na página delas. Deixarei também: instagram @lapisdemaca e o WhatsApp: 81009416.

assinaturas 2015-06





dicas-2 category image opiniao-2 category image
20 de junho de 2016

Já tem um tempo que venho sentindo um desgaste e até porque não dizer, “nojinho” de boa parte das redes sociais.

“Mas como assim Maiara, tu tens um blog e enjoou da internet?! Comassiimmm?!”

Não é que eu tenha enjoado da Internet (nunca! eu amo esse mundão virtual de meudeus hahahaha), mas me sinto saturada de super exposição de tudo, todos a qualquer instante. E percebi que não estou só nesse sentimento! Conversando com amigos e conhecidos, descobri que tem mais pessoas cometendo “pequenos suicídios virtuais”. Trocando em miúdos: deletando conta de instagram, snapchat, facebook, whatsapp eternamente no silencioso e/ou saindo dos 1029391628376 grupos (tenho certeza que você também já quis fazer #aloka e sair de vários deles sem nem dizer tchau!).

Fui perguntar os motivos e eles foram diversos. Muita gente se desgastou demais com amigos, conhecidos e familiares nos últimos meses por conta das opiniões e divergências políticas, outros cansaram das enxurradas de fotos documentando cada instante da vida alheia, uma selfie atrás de outra, avalanche de propagandas, links e mais links de notícias (e quando você pára pra ver, sua barra de rolagem já nem existe mais!), a cada momento algo novo pra ver, ler e comentar.

GoOn

 

Até uns 15 anos atrás o mundo da internet era uma mina de ouro. As informações estavam lá mas você precisava “cavar”, passar horas “catando” os melhores links pra baixar músicas, descobrir na base da tentativa e erro quais os melhores fóruns sobre determinado assunto, o Google ainda não te entregava à distância de um clique milhares de links disponíveis sobre a mesma coisa. Era ralado conseguir informações (e verídicas) sobre qualquer coisa. O máximo de interação com outros ~internautas~ (noooossa, revelando os termos virtuais pré históricos! E de quebra, minha idade) era por meio do ICQ (sdds barulhinhos irritantes), mIRC (sdds “oi, quer tc?” “espera só mais 20 minutos, tá carregando a foto”, chat do UOL (meu deus…o horror hahahahaha), fóruns e blogs (olhem que incrível, se fazia amizades comentando loucamente nos blogs Brasil/mundo afora!).

Não havia celular com câmera, mas quando as câmeras digitais começaram a se popularizar, logo uma rede social virou mania, já dando a dica de que gostamos mesmo de exibir nosso cotidiano pra geral: Fotolog! Quem nunca postou aquela foto estourada de flash com texto de música mais uma frase de indiretinha pra quem quer que seja? Depois veio o Youtube, Orkut, Facebook e o resto é história, ficamos cada vez mais viciados em acompanhar a vida dos outros e receber informações (relevantes ou não) a cada minuto do dia. Há estudos apontando que 93% do tempo conectado é gasto no Facebook. E no Brasil a média de tempo conectado passa de 27 horas por mês, a maior média da América latina (nada pra se orgulhar, galere).

A questão é que chega uma hora que você tá exausto, mau humorado, “de bode” de interagir online e nem sabe direito porque. Amigo(a), você só está cansado também, saturado de tanta notificação. Geralmente o primeiro ímpeto é o do “já chega, vou deletar todas as contas e sumir!”

tumblr_m82johBhQv1rycz0wo1_500

Mas isto não funciona tão bem em um mundo onde a internet é essencial, principalmente para assuntos acadêmicos e/ou profissionais, além das relações pessoais. Se você resolver cometer “suicídio virtual”, é capaz que retorne dentro de alguns meses, mesmo que a contragosto, por necessidade. Então como que faz esse tal detox?! Tenho algumas dicas, de coisas que passei a fazer e outras que li/ouvi sobre os processos de detox alheios.

  1. Silencie todos os grupos por um ano – Essa não é irreversível caso você se arrependa ou precise estar atento a algo de trabalho, por exemplo. Então vai lá e silencia sem dó! Tenha disciplina e só leia quando estiver em tempo livre e o que você considerar relevante.
  2. Substitua o feed do Facebook por mensagens motivacionais e lembretes com o Feed eradicator  – ok, essa pode ser bem radical, mas funciona pra quem abre a rede social “só pra ver as notícias” e 3 horas depois ainda tá olhando o feed (você ainda pode ver as notificações, páginas, tudo normal, mas terá que buscar sobre o assunto ou pessoa que lhe interesse). Faça isso e veja como seu tempo vai render e você terá mais assuntos quando vir seus amigos pessoalmente!
  3. Desative o chat do Facebook – Isso não impede que falem com você ou que você converse com os outros, você apenas não aparecerá mais disponível sempre que fizer login, de forma que só as pessoas que realmente queiram/precisem falar com você irão mandar mensagem. Fim da conversa fiada!
  4. Veja seu Instagram/Snapchat só e somente em horário ~realmente~ livre – sim, eu sei que são redes sociais feitas para acompanhar em ”tempo real”, mas justamente por isso elas roubam um tempo precioso do seu dia. Você vai lá ver “só uma fotinha” e acaba passando horas e horas curtindo fotos, adicionando mais perfis interessantes e lá se foi o dia (por isso mesmo eu deixei de usar o Tumblr, apesar de amar muito! Eu não fazia mais nada além de curtir e dar reblog).

No fim das contas é tudo questão de disciplina, organização e bom senso sobre o quê você vai consumir de informação, quem você vai adicionar (se no seu feed não há nada que preste, não é culpa do Mark) e que momento do seu dia é interessante/útil se manter conectado. Conseguindo por isso em prática minimante, se dê um belo parabéns por ter seu tempo de volta! 😀

PS: não fiquem chateados por eu interagir pouco em redes sociais, não dei block e nem unfollow em ninguém, só estou aproveitando melhor a vida offline <3

assinatura mai





O Dia dos Namorados está chegando mas as contas do mês chegaram antes e a situação econômica não está favorável para quase ninguém! Uma boa hora pra investir em criatividade e dar um presente feito por você! Ele será único, cheio de amor e mais econômico, né? Vamos mostrar uma sugestão mas, antes, confira a lista dos materiais necessários aqui embaixo:

1- Materiais

Eles são bem baratinhos e você encontra em qualquer armarinho ou livraria:

  • Tela para pintura R$4,50;
  • Linha de meada para bordado R$ 2,35;
  • Agulha R$2,00 (pacote com 10 unidades);
  • Tesoura (não tenho dúvidas que você tem uma em casa né? haha);
  • Impressão do desenho R$ 1,00.

Totalizando R$ 8,85! Mas vale emprestar a agulha da mãe e imprimir em casa que sai mais em conta ainda.

img 01

2 – Traço do Bordado

Você pode fazer de duas maneiras, uma é passando o desenho para a tela com papel carbono (fica mais fácil) ou recortando o desenho bem rente ao traço e colando na tela com uma fita adesiva. Esse recorte vai facilitar rasgar o papel depois da costura.

3 – Bordando

A linha de meada é composta por várias linhas fininhas. Não precisa desmanchar porque quanto mais grossa a linha for, mais bonito fica. Coloque a linha na agulha e dê um nozinho em uma das pontas. Passe através da tela de traz para frente, fazendo o primeiro ponto. Agora é só lembrar da infância e ir ligando os pontos haha! Para finalizar é só dá um outro nozinho atrás e está pronto!

img 02

Vai dizer que  não é uma opção ótima?! E ainda dá para personalizar colocando os nomes ou me + you com uma tipografia retinha, que vai ficar lindo! Coloque a criatividade para funcionar e espalhe seu amor por aí.

Ah Mari, mas eu gostei desse desenho! Não tem problema, você pode baixar clicando aqui embaixo e imprimir tranquilamente, pois ele está em tamanho A4 e cabe direitinho em uma tela de 20×25.

clique_aqui_para_baixar

Agora é só embalar bem bonito, escrever um bilhete bem fofo e presentear que você ama! <3

Curtiu o post? Então compartilhe!
Acompanhe o Chá nas redes-sociais!
Facebook | Instagram

assinaturas 2015-01

 





São tempos difíceis para a economia, não dá para negar. Nessas horas toda ajuda para conter despesas ou fazer apostas inteligentes no uso do dinheiro são bem-vindas, né? Por isso resolvemos dividir com vocês o que nós fazemos para economizar, especialmente as coisas que realmente funcionaram e ajudaram a cada uma.

b979b7070250d0c7541c815acc087a5b

Dicas da Nâna
Sou uma gastadora compulsiva, adoro comprar roupas, viajar e sair no fim de semana então é bem recorrente meu salário acabar antes do mês. Se você se identificou com isso, talvez algumas das minhas dicas te sirva:

1 –  App de controle de gastos
Tem vários tipos e versões para android e IOs de aplicativos para gerenciar sua economia. Atualmente estou usando o “My Wallet”(IOs) mas já usei o “Controle de gastos” (android). Registro tudo que recebo e tudo que gasto por categoria e dia e assim dá pra ver a porcentagem de dinheiro que gasto com contas, bares, compras etc e ter noção se gastei com muita coisa desnecessária em um mês, pra evitar no próximo.

2 – Não aumento o limite do cartão
Quando fiz meu cartão de crédito eu era universitária e botaram o limite mínimo. Nunca aumentei esse limite. Isso me impede de fazer grandes compras parceladas pelo meu cartão, mas também impede que eu gaste mais do que devo ao mês! O ideal seria o limite do seu cartão deveria ser a metade que sobrar do seu salário (descontando as suas contas fixas). Uma alternativa que uso em caso de grandes compras como passagem é usar o cartão de outra pessoa (e pagar as parcelas direitinho a ela, claro!) ou comprar no boleto em agência de viagem.

3 – Investir ou ter uma conta poupança
Dinheiro na mão é vendaval. Quando me pagam por freelas ou recebo granas extras, coloco correndo na conta poupança que não movimento. Se ficar na conta corrente ou em espécie na minha mão: já era! Graças a isso consegui juntar uma graninha e pude investir em LCI (letras de crédito imobiliário) no Banco do Brasil. Você pode investir valores a partir de R$1.000,00 e o rendimento anual é MUITO maior que na poupança. Se tá na poupança não tenho acesso no débito/crédito = não gasto! Se tá investido, não movimento = e rende!).

aluguel-imovel-casa-economia-poupanca-1411500790859_615x300

Dicas da Mai

Não sou gastadora compulsiva, pelo contrário, penso e penso no que quero comprar, vejo como está a situação e aí sim faço minhas dívidas (hahah!). No entanto, prefiro gastar com coisas que eu sinta valer a pena ou então algo que eu queira muito (livros e/ou alguma coisa de maquiagem) e pra isso são necessárias algumas medidas:

4 – Pague em dinheiro

Tudo que lhe for possível pagar à vista, pague! Se livre do hábito de parcelar tudo, encher a fatura do cartão de pequenas despesas e “seja o que Deus quiser no próximo mês”. Quando você paga as coisas em dinheiro, vê a conta/carteira esvaziando e se contém mais nos gastos.

5 – Separe o dinheiro da poupança

Assim que receber, separe a quantia que quer guardar, pois se deixar pra guardar apenas o que sobrar no fim do mês, mal e mal você terá moedinhas no bolso!

7ef0f40eaa03f7313480072d3533ea01

Dicas da Mari

Eu sou uma mistura dessas duas, penso, pesquiso, vejo se dar para comprar mas acabo não comprando. Mas se você me chamar para comer pode ter certeza que não penso duas vezes para aceitar. Depois de ver quando eu gastava em saídas para comer com a justificativa “ah! é comida!” ou “eu trabalho tanto, acho que mereço um bom restaurante” resolvi dividir minha renda com essas duas dicas:

6 – Método do envelope

Ele é bem simples, como o nome mesmo diz você precisa de envelopes (eu uso bolsinhas haha) para cada tipo de gasto que você tem. No meu caso separei em alimentação, transporte, lazer e compras do mês (shampoo, sabonete, creme dental, etc), depois de pagar as contas fixas do mês vejo o restante e estipulo um valor x para cada categoria. Depois disso eu tenho a missão de utilizar somente aquele valor para cada coisa, assim faz com que eu evite gastar demais em um e de menos em outra.

7 – Consumo consciente

Isso não significa parar de consumir, mas sim em investir em produtos de qualidade. Isso vale para todas as áreas da vida, desde roupas, cosméticos e até material de limpeza. Você pode atá pagar mais caro a priore, mas economiza em a longo prazo porque não precisa ficar comprando sempre e a ainda ajuda o meio ambiente produzindo menos lixo.

Clica aqui, que tem um post falando sobre o consumo consciente na moda.

Eai, gostou das dicas? Tem mais alguma que você usa e super dá certo? Conta para gente aqui nos comentário porque não tá fácil BRASIL!

Curtiu o post? Então compartilhe!
Acompanhe o Chá nas redes-sociais!
Facebook | Instagram





O ambiente em que vivemos reflete muito do que somos e quem não gosta de ter o quarto, o escritório ou casa com sua cara, não é mesmo? Nesse post reunimos 5 dicas incríveis de decoração de interiores que vai te ajudar a deixar seu cantinho lindo e aconchegante.

1 – Amplitude vale ouro!
Criar a impressão de um espaço maior é um trunfo enorme em qualquer imóvel! Pra ajudar nisso, ter espaços livres, um pé direito alto e usar truques tons claros e janelas combinadas a espelhos posicionados de modo a refleti-las são algumas das dicas retiradas daqui e que, visivelmente, funcionam! |

Captura de Tela 2016-05-15 às 16.41.32

2 – Saiba escolher as cores

Não adianta escolher cores aleatoriamente por preferência pessoal. Segundo a psicodinâmica das cores cada uma delas provoca efeitos e saber combiná-las pra neutralizar ou potencializar os efeitos de umas sobre as outras é fundamental. Os arquitetos e decoradores sabem muito bem disso e dominam o círculo cromático. Vocês sabiam, por exemplo, que o violeta desse sofá foi pensado para balancear o efeito do vermelho? Essa dobradinha de cores quentes + frias é uma das dicas pra equilibrar ambientes e a sugestão veio desse post aqui.

Captura de Tela 2016-05-15 às 16.50.09

 

3 – Aproveite as paredes

Em tempos de cada vez menos espaços, aproveitar cada cm² de uma casa ou apartamento é imprescindível para deixar tudo melhor organizado e às vezes até melhor decorado! Como é o caso de paredes, que muitas vezes deixamos apenas com a pintura, sem imaginar que poderiam ser preenchidas de formas mais criativas. Olhem que interessante a ideia de pintar com tinta preta fosca a parede (e transformá-la num grande quadro negro para escrever com giz) e ainda utilizar caixotes de feira para criar uma horta vertical, identificando cada mudinha, bem útil!

Horta vertical em parede no estilo "quadro negro"

4 – Aproveite a luz natural

A luz natural além de ser essencial para saúde é um dos principais elementos da arquitetura e decoração, revelando formas, texturas e cores do ambiente. Utilizando ela de forma eficiente você consegue reduzir o consumo de energia (o mundo agradece haha) e harmonizar o cômodo pois ela deixa mais agradável, aconchegante e realça a qualidade dos materiais dos móveis e objetos de decoração. Clica aqui para ver mais dicas de como utilizar a luz natural!

IMG_9337

5 – Seja criativo

Em meio a crise econômica que estamos utilizar a criatividade na hora de decoração é fundamental para quem quer mudar o visual da casa sem gastar muito. Vale apostar em reforma dos móveis que você já tem, mudar as coisas de lugar, garimpar em brechós e feiras de artesanato, apostar em alternativas de iluminação. Aqui tem mais dicas de como ser criativo, economizar e deixar a casa com sua cara.

IMG_9510

Depois dessas dicas dá até vontade de sair redecorando a casa não é?! Todas as dicas foram retiradas do site Homify especializado em Design de Interiores, vale muito a pena dar uma conferida 😉

Curtiu o post? Então compartilhe!
Acompanhe o Chá nas redes-sociais!
Facebook | Instagram





[NOTA OFICIAL: esse post é um ponto de vista particular baseado numa experiência pessoal intransferível, foi autorizado pelo Ministério do TURISMO – essa parte é brincadeira- e não tem a menor pretensão de ser tomado com verdade absoluta! ]

São Paulo não é unanimidade. Tem quem ame pelas opções culturais, gastronômicas e oportunidades e tem quem odeie pelo trânsito, quantidade absurda de pessoas, violência, poluição e blábláblá outros problemas de grandes metrópoles.

Eu, nortista por parte de pai e nordestina por parte de mãe, acostumada a viajar de barco por rios cercados de árvores e visitar praias lindíssimas nas férias, nunca tive muita curiosidades pela “selva de pedra”. Conheci SP por acaso, indo a um evento da minha área que só acontece lá (Pixel Show). A 1a impressão foi ok! Curti poder usar camadas de roupa e andar de metrô mas já tinha ressalvas quanto aos paulistas por ter azar de conhecer a pedância de alguns que vieram de lá trabalhar por aqui. Isso se agravou com a infeliz coincidência de várias pessoas me darem informações erradas nessa viagem. “Eu nunca moraria aqui! Essa galera não é nada receptiva e parece que a cidade vai te engolir”, pensei.

A 2a ida à SP foi esse ano. A turnê de uma das bandas da minha adolescência (Maroon 5) viria ao Brasil e eu tinha que ir! Escolhi SP pois número de voos e promoções para lá são maiores. Cinco anos depois me hospedei nas mesmas imediações da 1a vez e São Paulo me parecia a mesma mas eu, certamente, tinha mudado! Amei de cara! Andei arrastando nossas malas pela Av. Paulista e passei por dezenas de pessoas preocupadas com suas próprias vidas enquanto eu imaginava de onde eles vinham e o que faziam. Chegamos ao Hostel e foi outro amor (repasso a indicação que me fizeram: The Hostel Paulista). Um dos muitos lugares legais e escondidos na cidade. “Quero morar aqui!”, pensei baixinho no primeiro dia.

20160316_162858Após ir à Exposição do Chaves, umas das coisas que eu “TINHA que fazer em SP!”

MITOS E VERDADES
Antes de viajar, pedi dicas do que fazer por São Paulo e quais lugares visitar, pra ter algum roteiro. Não segui nem 1/3 das dicas porque levaria uns 5 anos pra ter tempo e dinheiro pra tudo que me indicaram! São Paulo tem mesmo muitas opções culturais, culinárias e pessoas de todo tipo mas descobrimos que algumas das coisas que eu pensava eram mitos e outras verdades surgiram.

São Paulo dorme sim!
Era terça-feira à noite, percorremos a Augusta (pois “você TEM que ir lá”*) e, como não vimos nada atrativo aberto, fizemos o taxi parar em uma hamburgueria. A ideia era comer e pensar no que fazer mas o barman avisou “não acreditem nesse lance de que SP não dorme, porque dorme sim! Hoje é terça, não vai ter muita coisa aberta por aqui!”. Nos entreolhamos decepcionadas. Até pesquisamos uma outra opção de festa que funcionaria terça mas não era perto dali. Desistimos e migramos para o boteco ao lado mais tarde. (se você pensou “ah, vocês foram ao lugar errado, X, Y e Z estariam abertos”, da próxima vez me dá carona até esses lugares!!)

É. Dá pra fazer amizade!
Já ouvi, de gente que foi morar, estudar ou trabalhar lá mas está acostumado com a calorosidade manaura, o discurso de que é difícil fazer amizades em SP. Por sorte eu e minha amiga fomos criadas no Pólo Industrial de Manaus e desenvolvemos a habilidade de virar amigas de infância de quase qualquer pessoa. Ficamos amigas do barman, do garçom e da gerente do local que salvaram nossa noite! (obs: antes que nos julguem, o barman era casado e o garçom era gay, ok?! simpatia não é o mesmo que dar mole!)

Os melhores ‘paulistas’ nem são paulistas!
“Não tenho nada contra paulistas, até tenho amigos que são” hahaha mas eu sou o tipo de pessoa que gosta de conversar com o taxista, com a dona da lanchonete e com barmans e garçons. 90% dessas pessoas vieram de outras cidades! Assim como, sei lá, 70% do total das que conhecemos por lá. Achar um Paulista “legítimo” é raro! Mas as pessoas que DECIDEM viver lá com certeza contribuem e muito pro índice de simpatia, força de vontade e diversidade de São Paulo. Um cheiro pra todos os “paulistas por osmose”.

Paulistas não são uó, só tinha conhecido os errados!
Dessa vez não tenho nenhuma crítica! Todas as vezes que pedimos informação, pararam prontamente pra dar. No metrô, antes mesmo de abrirmos a boca um senhorzinho viu nossa cara de perdidas e explicou “tem que subir por aqui mesmo para chegar a tal canto!”. Dentro de um vagão lotado não tínhamos onde nos apoiar e um rapaz falou “pode segurar no meu braço pra não cair” virando nossa salvação e NÃO, não era cantada!! Era gentileza!! Quando tentávamos chegar ao apê de um amiga, um casal de meia idade nos viu paradas na rua e interviu usando a internet dos próprios celulares pra nos ajudar a achar, porque a nossa estava horrível. Enquanto tentávamos pegar um táxi à noite, um homem observou, do outro lado da rua, fez um deles parar e gritou “EI, TEM UM AQUI!”. Gente?! Quanto amor!!! (talvez nossas caras de cachorro de feira de adoção tenham nos ajudado, mas adorei o tratamento!)

Você não “tem que ir” lá, não!
Lugares que TODO MUNDO sugere podem ser ciladas. Principalmente se forem dica de turista pra turista. Sempre peça dicas de quem MORA no lugar. A Augusta, a Galeria do Rock e outros lugares “todo mundo vai” não são, nem de longe, o suprassumo que pintam. Eu fui aos dois, inclusive voltei 2x à Augusta e comprei um baby body irado pro meu sobrinho na Galeria mas certamente tem coisas mais legais e anti-tetânicas (?) pra se fazer em São Paulo. Ao menos presenciei momentos culturais como “aqui é uma casa de strip” (antes de entrar, achando ser boate) e correria porque “olha o rapa!!” com direito a polícia perseguindo camelôs.

Poderia escrever vários parágrafos sobre esse amor à segunda vista a SP mas tenho um sério compromisso com textos fáceis e gostosos de ler E/OU estou com uma preguiça enorme de revisar esse post 300 vezes, como sempre faço quando escrevo muito. O importante é registrar que dentro de São Paulo existem várias cidades que você pode filtrar pelos seus interesses e preferências então, se você já conheceu e não gostou, talvez você tenha ido aos lugares errados pra você. Tenta de novo! Eu, agora que amo, tô aceitando vaga de emprego, proposta de casamento ou qualquer coisa que me garanta permanência em SP! Devolve meu coração, cidade!!!

 

assinaturas 2015-03





Essa semana o post terá um formato diferente dos outros, inaugurando entrevistas no estilo perguntas e respostas, mas sem anular o estilo habitual dos posts, que continuará existindo. Dessa vez o assunto é relacionado a um tema comum nos bate-papos maternos – intervenção familiar! Convidei algumas mães a compartilharem suas dúvidas que foram esclarecidas por três psicólogas que trouxeram sua experiência e um novo olhar para a temática.

Sabemos que hoje as configurações familiares não são iguais as da época de nossos pais e avós, dessa forma podemos visualizar famílias com apenas a mãe, ou o pai, ou tios e tias, avós, pais que moram com sogros ou na casa dos próprios genitores etc. Esse contexto novo de família deixa lacunas onde os parentes muitas vezes intervém na criação dos nossos filhos e é sobre isso que as psicólogas Tiziana Gerbaldo, Alessandra Pereira e Tatiana Macedo irão discutir de acordo com as dúvidas apresentadas.

As perguntas e respostas com certeza irão fazer vocês refletirem muito sobre essas situações e creio eu que muitas pessoas se identifiquem e tirem algum aprendizado do que será apresentado:

 

“Moro com meus pais e os considero extremistas em alguns assuntos. Já eu penso diferente e minha filha fica muito confusa sobre o que afinal é “certo ou errado”. Como conciliar a convivência sem atritos?” Rissa Sanders, 24 anos

 “De que forma mães de primeira viagem podem se posicionar diante das opiniões das “avós” quanto aos cuidados com o recém-nascido? Por exemplo, sobre as as opiniões de como proceder na amamentação, já que muito se ouve a conversa de “na minha época” tomou leite em pó na mamadeira e não morreu!”  Ana Virgínia, 35 anos 

“Eu e minha filha moramos na casa da minha mãe, que sustenta a casa pois ainda estou na faculdade. O fato de depender financeiramente da minha mãe faz ela sentir-se no direito de ter autoridade perante a menina, por diversas vezes dei ordens que foram descumpridas pois minha mãe interferia sempre. Minha autoridade em relação a minha filha está abalada e gostaria de saber como faço para esclarecer isso a minha mãe sem causar mais problemas.”  Alaiza Verônica, 23 anos

“Como passo o dia trabalhando, minha filha fica com minha mãe. Assim, minha dificuldade é estabelecer uma rotina para ela, já que não estou presente integralmente, mas ao mesmo tempo não queria impor regras pra minha mãe aplicar, afinal ela já me faz um favor de ficar com a criança. Qual seria a solução para melhor educá-la? Luana Prestes, 27 anos

pais-bebe-recem-nascido-avos-visitas-1408560238863_1024x768

 
Tatiana Macedo: Meu papel, nesta conversa, não será o de dizer o que é certo ou errado, mas o de propiciar aqueles que leem, refletir sobre o tema e começar HOJE a definir o que é importante para a educação do seu filho e para o bem estar da sua família.
Por exemplo, a Rissa, Luana e Verônica trouxeram uma questão bastante comum, morar com os pais e não concordar com o posicionamento deles na educação dos filhos. Não sei a circunstâncias que as levaram a permanecer morando com seus pais, mas como fazer para manter a coerência na educação das crianças sem criar conflito com os pais?
Primeiro: definir quais as regras da casa e rotina* da criança (horários das atividades, quem é responsável, como é realizada e qual o objetivo dela ser realizada), nesse caso, é bom lembrar que a regra é da casa deles (pais) e que o equilíbrio é a meta de todos. Depois que definimos as regras, precisamos entender o que todos esperam para que a criança cresça de forma saudável e feliz, criando boas memórias da sua infância, ou seja, quais os limites necessários? O respeito aos mais velhos? As responsabilidades de cada um? O momento de corrigir? Quando tudo estiver esclarecido, ficará claro para a criança e ela poderá responder com coerência para todos. O que estou dizendo, os avós não vão deixar de querer educar seus netos do jeito que ele acham correto, por isso, o consenso e a comunicação clara é o melhor caminho.
No caso da Ana, mãe de primeira viagem, o bom senso é tudo (…) precisamos saber que estamos aprendendo, e que as orientações são importantes, imagina se não tivesse ninguém para tirar as dúvidas, dividir as aflições? O que vai fazer a diferença é a forma como você vai encarar essas interferências. A confiança que você irá transmitir aos outros é que determina o limite deles. Aceitar a opinião e até experimentar não é problema algum, o problema é o que tudo isso significa para você. Ou seja, a melhor estratégia é o bom humor, considerar o que é dito com respeito, mas deixando claro que agora é a sua vez e que para apreender precisa treinar.
Em suma meninas, a comunicação é a chave de tudo e o monitoramento do que é decidido também, pois algumas pessoas compreendem imediatamente o que fazer, mas outras precisam ver e rever sempre. Assim, precisamos ter paciência com os nossos pais, pois mesmo errando, eles querem acertar e quando acertam eles querem ensinar para que nós não erremos e assim, pensam que irão evitar nosso sofrimento. Hoje, como mãe, entendo melhor a minha mãe e o meu pai, e tento tirar o melhor, mediante as minhas crenças e do meu marido, para poder educar o meu filho.Boa Sorte a todas!

Hispanic daughter hugging mother as she leaves for work

“Meu marido se separou de mim quando minha filha era recém-nascida. A figura masculina presente na vida dela é o avô materno, gostaria de saber como isso influenciará a criança no futuro?”   Carmen Gomes, 28 anos

Tiziana: A figura masculina é importante no desenvolvimento da criança, porém ela não precisa ser necessariamente o pai biológico. O papel da figura masculina é estabelecer limites, atuando principalmente na dependência do filho com a mãe. Esse papel pode até ser exercido por algum familiar, como tio, avô e muitas vezes as próprias mães assumem tanto o papel da figura materna quanto o da figura paterna. O importante é fazer com que a criança se sinta segura e estabelecer limites, e sempre que houver algum familiar desempenhando essa função, esclarecer quem é esta pessoa na dinâmica família, ou seja, se o avô é a pessoa que desempenha as funções do pai com a criança, explicar para ela quem é aquela pessoa, qual seu papel na família, para não causar confusão.

“Eu e meu marido trabalhamos o dia todo e minha mãe fica com minha filha de um ano. Porém ela acaba por fazer coisas que não aprovamos, do jeito dela pois ela diz ter mais “experiência” que eu. Como lidar com essa situação sem ser negligente?”  Débora Macedo, 30 anos

Tiziana : Essa é uma situação muito comum nos dias de hoje e não é raro que muitas vezes gere desentendimentos. Os avós dão bastante apoio na criação dos filhos, mas é preciso deixar claro que há limites na intervenção deles. Não pode haver sobreposição de regras, desautorização dos pais, deve ser conversado com os avós cuidadores a melhor forma de participação deles na vida das crianças, porém sem substituir o papel dos pais. É papel de todos na família contribuir na criação das crianças, porém os pais são a maior referência que eles têm e devem ser reconhecidos como tal. Não se trata de romper o vínculo com a avó, mas sim de negociar sua participação, de que forma os pais pretendem passar os limites e regras e como vão proporcionar o lazer e divertimento das crianças e de que forma a avó pode ajudar e sentir-se parte da criação sem se sobrepor aos pais. Esta avó, que é uma figura muito importante e com quem a criança tem muito contato, deve ser chamada para conversar e discutir estas questões.

Imagem2-1050x770

“Meus pais me ajudam financeiramente e também nos cuidados do meu filho, por isso muitas das vezes eles se acham no direito de reclamar do jeito que cuido dele. Como lidar com isso?” Juliana Leão, 22 anos

Tiziana: Esta situação é muito semelhante à anterior, na qual os avós tentam ocupar o lugar dos pais na criação dos netos. Deve-se deixar claro os papéis de cada um nessa relação: o que cabe aos pais e o que cabe aos avós. Não há maneiras indolores de tratar isto, é necessária uma conversa entre ambos. Por mais que os avós não concordem com a maneira como os netos estão sendo criados, a eles cabe o papel de orientadores, de pessoas que já passaram pela mesma situação e podem ajudar de maneira significativa com sua experiência. Porém, não podem suplantar o papel do pai ou da mãe, devendo existir um canal aberto para discussão do que pode ser melhor para a criança, mas a decisão que o pai ou a mãe tomar deve ser entendida e respeitada pelos avós.

Não ter interferência familiar é praticamente impossível, mas até que ponto devo permitir?” Ane, 22 anos

Alessandra: Os valores familiares sempre estarão presentes no modo como pais criam seus filhos, isto porque os pais receberam de seus pais referencias sobre como deve ser ou não a criação dos filhos. Logo, é fato que é impossível evitar a interferência familiar na criação dos filhos. No entanto, quando essa interferência é comportamental e direta, alguns aspectos devem ser considerados para evitar transtornos nas relações familiares.

1. A pessoa responsável pela criação dos filhos é sempre pai e mãe. A ausência de uma dessas pessoas, no dia a dia da criança, não implica em substituição ou sobreposição de papeis por quem quer seja, e por melhores que sejam as intenções. A criança reconhece pai e mãe como sendo as referencias para sua criação e é fundamental que ela assim perceba para não gerar conflitos nos limites e vontades infantis.
2. Avós, tios ou parentes próximos devem assumir uma posição de apoio. A família é sempre uma boa rede de suporte e apoio aos pais, desde que a mesma assuma o papel que lhe cabe na relação com os pais de uma criança. Isto porque na maior parte das vezes, mesmo na tentativa de ajudar, alguns destes familiares acabam assumindo a posição de “pai” ou “mãe” da criança e assumindo para si algo que não lhes diz respeito. É fundamental que a família perceba quando há essa interferência, pois evita situações de conflito entre pais e avós, ou pais e tios ou ainda pais e outros cuidadores ou familiares que fazem parte da rotina da criança. Além disso, pai e mãe podem ter o direito de criar os filhos conforme as regras e valores que consideram adequados para a mesma. Os demais membros podem questionar não concordar e até mesmo dialogar com os pais sobre essas regras ou valores, mas nunca assumir ou interferir na forma como os pais conduzem a criação dos filhos, salvo quando o caso envolver abusos ou maus tratos infantis.
3. Criar filhos exige tempo e disponibilidade. Muitas das confusões que acontece nas famílias envolvendo a interferência de avós ou outros cuidadores na educação das crianças diz respeito a uma certa “comodidade” dos pais, uma vez que os filhos não dispõem de “manuais” ou “ instruções” sobre como proceder em caso de não saber o que fazer. Neste momento, os pais costumam utilizar as referencias de criações adotadas com eles mesmos e que de certo modo “funcionaram”, noutras vezes, costumam buscar alternativas diferentes daquelas que foram utilizadas pelos próprios avós e daí nascem a maior parte das problemáticas. Seja porque as medidas adotadas são iguais à época da criação dos pais e não se coadunam mais com as propostas educativas mais contemporâneas, como é o caso das palmadas, seja, porque as medidas diferem muito daquelas que se tornaram referencia à época da criação dos avós. O final desse enredo é que criar filhos não é uma receita a ser seguida, é necessário compreender os valores de cada família, buscar informações, dedicar tempo e ter disposição para tentar formas diferentes até encontrar aquela que mais retrate a realidade de educação que se almeja para os filhos.
 
 Meu filho tem 12 anos hoje e desde sempre o pai foi ausente. Isso pode causar algum dano na vida adulta dele?”  Etra,  34 anos

Alessandra
: A ausência do pai precisa, primeiro, ser contextualizada. Por exemplo, o pai pode ser ausente fisicamente, por questões de trabalho, separação ou mesmo morte. Porém isso não implica em uma ausência emocional do filho, que pode ser estimulada pela mãe através de diálogos, respeitando as expressões emocionais do filho auxiliando-o a crescer e a compreender o contexto da situação.
Contudo, se estamos falando de ausência emocional, esta pode acontecer com o pai dentro de casa, casado e sendo visto todos os dias.  A ausência da figura paterna, nesta situação, pode favorecer o surgimento de dificuldades em lidar com autoridade, limites, regras, normas, rigidez, inflexibilidade, enfim uma variedade muito grande de aspectos que não encontram sentido no repertório comportamental e cognitivo da criança pela ausência de referencia.
Por outro lado a preocupação com o dano emocional não advêm da ausência de qualquer uma das figuras, seja materna ou paterna, mas sim, da maneira com as quais os cuidadores da criança lhe ensinam sobre estas experiências. A presença ou ausência não garantem saúde ou adoecimento, mais sim pode dizer que se você deseja que seu filho seja um adulto saudável dê-lhe cuidado, proteção, carinho, esteja disponível, seja flexível e mantenha sempre o diálogo aberto. Essas dicas, no mínimo, favoreceram a criação de um vinculo afetivo e profundo dele com você.
 
“Fui criada pelos meus tios e meus pais seguiram suas vidas. Hoje, adulta, percebo que um joga a culpa no outro por não terem me criado e eles não participam das datas festivas, apenas meus tios. Quero aprender a lidar com essa situação sem sofrer, pois até hoje me dói.Etra, 34  anos

Alessandra:
Como foi dito anteriormente, cada pessoa tem seu papel na vida da criança. Pai é pai, mãe é mãe. Não existe pai que é pai e mãe, assim como não existe mãe que é mãe e pai, os famosos “pães”. Essa tentativa deixa bastante a desejar porque já é desafiador assumir um único papel, imagina assumir dois? No mínimo serão dois papéis executados de maneira pobre e por vezes ineficaz, pois a criança, ao entrar em contato com o meio social espera que a mãe assuma a função de mãe que é acolher, cuidar, proteger, alimentar e quando isso não acontece há uma confusão emocional e a criança sente-se desamparada, sem ter a quem recorrer para assumir esse papel. O mesmo ocorre com aqueles que foram criados por parentes. Por mais cuidadosos que sejam, eles não são pai ou mãe, e a criança cresce desamparada desta função. Isso não quer dizer que os parentes não tenham sido protetores, cuidadosos, amorosos ou afetivos, significa que apesar de a criança ter recebido tudo isso dos parentes, eles não são pai e mãe. Há uma necessidade quase que visceral de contato com as próprias raízes em algum momento da vida e ao se deparar com ela, a pessoa precisa compreender seu “enraizamento”. Enquanto essa compreensão não aflora, o indivíduo sofre com a ausência destas figuras, mas nada que um acompanhamento profissional não possa ajudar.
 
E aí? Quanta coisa podemos tirar dessas situações não é mesmo? E para finalizar que todas nós mães, e também pais possamos refletir sobre o papel das nossas famílias na criação dos nossos filhos tornando esse relacionamento harmonioso.

assinaturas 2015-06





diy category image
8 de abril de 2016

Que o cropped top é tendência já  não é novidade para ninguém! Sua mais nova versão já é super queridinho da temporada e se chama: Halter Top.

Esse modelo que foi a grande sensação dos anos 90 voltou repaginado e cheio de estilo. Mais cavados na parte superior faz lembrar o formato de um triângulo, ótimo para quem quer valorizar o ombro ou equilibrar as proporções do corpo.

halter top

Gostou da ideia de ter um halter top? Que tal fazer um com uma regata que já está parada no guarda-roupa? Vem ver como!

Você vai precisar de uma regata com costa nadador, tesoura e cola para tecido. Só isso! Olha que mágico! Nem precisa saber costurar.

materiais

O primeiro passo é cortar as alças como mostra a imagem abaixo. A parte detrás da camiseta será a frente do halter top, criando o corte triangular do modelo. Guarde os retalhos para fazer uma nova alça.

passo1-2

Depois de fazer os recortes dobre as extremidades e forme uma bainha, passe a cola de tecido e deixe secar. Cuidado com essa parte para a cola não cair em outros lugares, isso fará com que o tecido fique levemente manchado.

passo3-4-5-6

Com os retalhos do tecido que sobrou, corte duas tiras e faça as alças. Caso o modelo da sua camiseta tenha alças maiores utilize a mesma. Depois disso é só colar, deixar secar e sair usando. Olha que fácil!

Para quem tem mais habilidade com agulha e linha vale dar uns pontinhos nas alças para deixá-las mais firmes.


12922149_1291788994168707_2447094_o

Vai dizer que não é muito fácil? Agora não tem mais desculpas para deixar aquela regatinha mofando no guarda-roupa.

Quando fizerem em casa manda para gente, vamos adorar ver o resultado de vocês!

Curtiu o post? Então compartilhe!
Acompanhe o Chá nas redes-sociais!
Facebook | Instagram

assinaturas 2015-01





opiniao-2 category image
7 de abril de 2016

Oi, gente, tudo bem?

Meu nome é Karoline, mas vocês podem me chamar de Karol. Fui convidada pelas Phynas pra vir aqui com vocês falar a respeito de assuntos um pouco polêmicos. Vou procurar falar sobre tudo que acontece a nossa volta de forma clara, e se vocês tiverem alguma sugestão, por favor, manda a polêmica pra cá, pra gente debater. Será muito bacana poder conversar com vocês!

Pra começar, vou falar sobre um assunto que talvez vocês nunca tenham parado pra refletir, mas ele existe e é super presente nas nossas vidas, a gordofobia.

A desconstrução social demora pra acontecer. Nós não sabemos desde sempre que aquela piada ou comentário que pra nós é até engraçado, na verdade é super ofensivo pra um grupo de pessoas. E só quem pode nos fazer abrir os olhos e perceber que aquilo que achávamos engraçado na verdade é ridículo são exatamente essas pessoas, que constantemente sofrem preconceito ou são ridicularizadas apenas por serem quem ou como são.

IMG-20160406-WA0032

Meu interesse aqui NÃO É promover vida sedentária ou fazer qualquer tipo de apologia à obesidade, eu não seria inconsequente a ponto de glorificar uma situação que na verdade faz nós, gordos, sermos humilhados constantemente. Meu objetivo é fazer com que as pessoas se conscientizem que gordofobia existe, que você pode ser um gordofóbico e nem se toca. Toda vez que você fala pra alguém “se você perder peso vai ficar lindo(a)”, ou “ninguém vai querer ficar com você se continuar gordo(a)”, ou a clássica “minha preocupação é só com a sua saúde”, você está sendo gordofóbico. Toda vez que você usa a hashtag “gordice”, você está sendo gordofóbico, porque você está assumindo que todo mundo que é gordo, é assim porque come muito, ou porque só come besteira, ou porque é sem controle, etc. NÃO! Existem várias questões que levam uma pessoa a engordar, como problemas psicológicos, na tireoide, disfunção hormonal, enfim, não se é gordo porque se vive comendo, sabe.

gordofobia

Dai eventualmente eu leio umas frases do tipo “prefiro comer um pedaço de bolo a ser feliz”, como se todo gordo fosse infeliz. Até hoje não consegui entender porque um gordo feliz é tão irritante pra sociedade. Porque todo mundo sempre fala “o importante é ser feliz”, mas se for pra ser feliz gordo, não pode. Gorda não pode vestir o que quiser porque “como pode tu não ter vergonha de mostrar essa barriga?”. Gorda não pode namorar porque “quando ele achar uma magra, ele te troca”. Gorda não pode nem ir pra praia, meu Deus, porque “imagina ficar vendo esse monte de banha num biquíni/maiô? Que ridículo!”, e nessas, nós gordos, durante muito tempo achamos que o errado éramos nós, por sermos felizes e ok com nossos corpos. “É impossível ser gordo e feliz, porque você não tem saúde”, como assim?!?! Quem sabe da minha saúde sou eu e meu médico. Eu não preciso de pessoas dizendo pra mim que a preocupação delas é minha saúde, porque não é!! O que as incomoda é o fato de eu não viver contando as calorias de tudo que eu como, não me matar de malhar, não viver de dietas mirabolantes…ou será que, de verdade, o que incomoda é o sorriso no rosto? Nossa sociedade não nos ensinou a sermos felizes gordos, por isso não somos representados. Ou quando somos, é sempre de forma caricata: o gordo que faz rir, que é o bobo alegre, o mais engraçado da turma, aquele que você pode fazer mil piadas sobre ele, que ele sempre vai rir, nunca vai se magoar, porque ele é gordo mesmo, e gordo só faz gordice, né…

IMG-20160406-WA0031

Toda vez que você, conversando com uma amiga, fala “mana, a atual dele é imeeeeensa de gorda”, você está sendo gordofóbica. Pessoas gordas não podem ser legais, ou gente boa, ou pior, bonitas?? Não, não pode existir gordo bonito, deus o livre! Só que pode sim!!! Gordos são tão bonitos, engraçados, inteligentes, arrojados, ativos e trabalhadores quanto todo mundo! Não julguem uma pessoa gorda como preguiçosa ou doente. Aliás, não julgue nunca. Nem faça brincadeiras preconceituosas.

Eu poderia passar o dia escrevendo sobre cada palavra que vocês falam/escrevem que são extremamente ofensivas, mas meu interesse aqui é apenas despertar a reflexão para algo que passa despercebido, mas que é constante em nossa vida e deveria ser a todo custo evitado.

Lógico que vai ter aquela pessoa que vai dizer que isso tudo é “mimimi” e que se você se sente ofendido, “emagrece que passa”…bem, a essas pessoas eu desejo muita saúde sempre. E que elas nunca se vejam em uma situação em que sejam pre-julgadas apenas pela sua aparência.

Quanto a nós, gordos, que enfrentamos essas e outras situações todo dia, eu desejo empoderamento. Desejo que nós possamos finalmente nos reconhecer como pessoas lindas e maravilhosas que merecem tanto respeito e empatia quanto qualquer outra.

Beijão de luz!

assinaturas 2015-07

 





Esse post surgiu de uma longa reflexão que iniciou há meses…é, as coisas mudaram. Algumas veteranas no assunto casamento & filhos devem pensar O que essa menina tá falando? Não viveu quase nada e quer falar de mudanças! Na verdade, eu quero mesmo falar de mudanças e me perdoem as veteranas que talvez tenham esquecido mas os meses para quem viveu grandes mudanças na vida parecem anos por conta do amadurecimento forçado.

Mas esse não será um muro de lamentações e lamúrias e sim de fatos que vivenciei e que outras mães jovens e esposas da minha idade também passam. O primeiro fato e o mais gritante é:

tumblr_inline_nfnexcqbGX1rdv1qt

  1. As amizades: Esse pode ser até polêmico mas é um dos mais normais. Quando casamos jovens e temos filhos, as amizades da época de solteira e desempedida acabam se afastando, naturalmente e sem mesmo perceber isso. Os papos são outros, os problemas são com certeza outros (como assaduras na bunda do seu filho e estresses do dia a dia de um casal cansado e com sono), as prioridades são outras. A vida de sair para um barzinho jogar conversa fora, madrugadas com os amigos, vontade repentina de ir ao shopping com o carro, isso mudou e não acontece mais dessa forma. Então as pessoas que acompanhavam essa antiga vida acabam se distanciando pois a dinâmica das vidas são diferentes, mas não porque deixaram de gostar de nós. A dica que eu dou é revezar algum dia com o marido ou com alguém da família pra ter uma noite livre com as amigas para conversar um pouco e vice-versa. Precisamos disso.

 aaa-1389285109297_956x500

  1. O tempo: O tempo passou a ter outro sentido. Principalmente por conta do filho porque literalmente meus horários são baseados nos horários dele. As brechas que tenho devem ser meticulosamente programadas para não interferir na rotina do bebê que é uma coisa importantíssima para não enlouquecermos (em outro post explico sobre a rotina). As pessoas as vezes querem marcar visitas à noite por exemplo e eu corto logo pois a noite ele dorme e eu não vou interferir no sono dele. Não mesmo, porque se o bebê dorme mal, pai e mãe dormem mal também. Já perdi a conta de quantos eventos perdi por conta disso mas eu já esperava que isso aconteceria. Muitas vezes eu até fico feliz por não sair tanto pois dá tempo de dar uma relaxada na cadeira ou tomar um banhozinho mais demorado (nunca valorizei tanto banhos como nessa fase da minha vida).

holding-hands-1149411_960_720 

  1. A vida a dois : Muitos dizem que quando se tem filhos não existe vida a dois e eu discordo totalmente. Não se excluam (casal), por favor. O que eu e meu esposo aprendemos nessa época é que a vida dois teve de ser reinventada por conta das necessidades do nosso filho mas jamais excluída. Fazemos o possível para sempre separamos um tempo para nós em meio ao estresse de pais de primeira viagem. Não é como antes, mas não deixa de ser precioso. Não se sai todo fim de semana, óbvio, mas com ajuda de alguns parentes temos alguns descansos e vamos jantar juntos ou apenas passear (ir a drogaria cof cof) e esse tempinho faz um bem danado para a nossa relação.

 

Na minha visão essas foram as mudanças mais significativas, mas sei que cada uma tem algo a acrescentar afinal somos pessoas diferentes com expectativas e formas de lidar com a vida diferentes. Então, um abraço e até a próxima.

 

assinaturas 2015-06