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O ambiente em que vivemos reflete muito do que somos e quem não gosta de ter o quarto, o escritório ou casa com sua cara, não é mesmo? Nesse post reunimos 5 dicas incríveis de decoração de interiores que vai te ajudar a deixar seu cantinho lindo e aconchegante.

1 – Amplitude vale ouro!
Criar a impressão de um espaço maior é um trunfo enorme em qualquer imóvel! Pra ajudar nisso, ter espaços livres, um pé direito alto e usar truques tons claros e janelas combinadas a espelhos posicionados de modo a refleti-las são algumas das dicas retiradas daqui e que, visivelmente, funcionam! |

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2 – Saiba escolher as cores

Não adianta escolher cores aleatoriamente por preferência pessoal. Segundo a psicodinâmica das cores cada uma delas provoca efeitos e saber combiná-las pra neutralizar ou potencializar os efeitos de umas sobre as outras é fundamental. Os arquitetos e decoradores sabem muito bem disso e dominam o círculo cromático. Vocês sabiam, por exemplo, que o violeta desse sofá foi pensado para balancear o efeito do vermelho? Essa dobradinha de cores quentes + frias é uma das dicas pra equilibrar ambientes e a sugestão veio desse post aqui.

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3 – Aproveite as paredes

Em tempos de cada vez menos espaços, aproveitar cada cm² de uma casa ou apartamento é imprescindível para deixar tudo melhor organizado e às vezes até melhor decorado! Como é o caso de paredes, que muitas vezes deixamos apenas com a pintura, sem imaginar que poderiam ser preenchidas de formas mais criativas. Olhem que interessante a ideia de pintar com tinta preta fosca a parede (e transformá-la num grande quadro negro para escrever com giz) e ainda utilizar caixotes de feira para criar uma horta vertical, identificando cada mudinha, bem útil!

Horta vertical em parede no estilo "quadro negro"

4 – Aproveite a luz natural

A luz natural além de ser essencial para saúde é um dos principais elementos da arquitetura e decoração, revelando formas, texturas e cores do ambiente. Utilizando ela de forma eficiente você consegue reduzir o consumo de energia (o mundo agradece haha) e harmonizar o cômodo pois ela deixa mais agradável, aconchegante e realça a qualidade dos materiais dos móveis e objetos de decoração. Clica aqui para ver mais dicas de como utilizar a luz natural!

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5 – Seja criativo

Em meio a crise econômica que estamos utilizar a criatividade na hora de decoração é fundamental para quem quer mudar o visual da casa sem gastar muito. Vale apostar em reforma dos móveis que você já tem, mudar as coisas de lugar, garimpar em brechós e feiras de artesanato, apostar em alternativas de iluminação. Aqui tem mais dicas de como ser criativo, economizar e deixar a casa com sua cara.

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Depois dessas dicas dá até vontade de sair redecorando a casa não é?! Todas as dicas foram retiradas do site Homify especializado em Design de Interiores, vale muito a pena dar uma conferida 😉

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[NOTA OFICIAL: esse post é um ponto de vista particular baseado numa experiência pessoal intransferível, foi autorizado pelo Ministério do TURISMO – essa parte é brincadeira- e não tem a menor pretensão de ser tomado com verdade absoluta! ]

São Paulo não é unanimidade. Tem quem ame pelas opções culturais, gastronômicas e oportunidades e tem quem odeie pelo trânsito, quantidade absurda de pessoas, violência, poluição e blábláblá outros problemas de grandes metrópoles.

Eu, nortista por parte de pai e nordestina por parte de mãe, acostumada a viajar de barco por rios cercados de árvores e visitar praias lindíssimas nas férias, nunca tive muita curiosidades pela “selva de pedra”. Conheci SP por acaso, indo a um evento da minha área que só acontece lá (Pixel Show). A 1a impressão foi ok! Curti poder usar camadas de roupa e andar de metrô mas já tinha ressalvas quanto aos paulistas por ter azar de conhecer a pedância de alguns que vieram de lá trabalhar por aqui. Isso se agravou com a infeliz coincidência de várias pessoas me darem informações erradas nessa viagem. “Eu nunca moraria aqui! Essa galera não é nada receptiva e parece que a cidade vai te engolir”, pensei.

A 2a ida à SP foi esse ano. A turnê de uma das bandas da minha adolescência (Maroon 5) viria ao Brasil e eu tinha que ir! Escolhi SP pois número de voos e promoções para lá são maiores. Cinco anos depois me hospedei nas mesmas imediações da 1a vez e São Paulo me parecia a mesma mas eu, certamente, tinha mudado! Amei de cara! Andei arrastando nossas malas pela Av. Paulista e passei por dezenas de pessoas preocupadas com suas próprias vidas enquanto eu imaginava de onde eles vinham e o que faziam. Chegamos ao Hostel e foi outro amor (repasso a indicação que me fizeram: The Hostel Paulista). Um dos muitos lugares legais e escondidos na cidade. “Quero morar aqui!”, pensei baixinho no primeiro dia.

20160316_162858Após ir à Exposição do Chaves, umas das coisas que eu “TINHA que fazer em SP!”

MITOS E VERDADES
Antes de viajar, pedi dicas do que fazer por São Paulo e quais lugares visitar, pra ter algum roteiro. Não segui nem 1/3 das dicas porque levaria uns 5 anos pra ter tempo e dinheiro pra tudo que me indicaram! São Paulo tem mesmo muitas opções culturais, culinárias e pessoas de todo tipo mas descobrimos que algumas das coisas que eu pensava eram mitos e outras verdades surgiram.

São Paulo dorme sim!
Era terça-feira à noite, percorremos a Augusta (pois “você TEM que ir lá”*) e, como não vimos nada atrativo aberto, fizemos o taxi parar em uma hamburgueria. A ideia era comer e pensar no que fazer mas o barman avisou “não acreditem nesse lance de que SP não dorme, porque dorme sim! Hoje é terça, não vai ter muita coisa aberta por aqui!”. Nos entreolhamos decepcionadas. Até pesquisamos uma outra opção de festa que funcionaria terça mas não era perto dali. Desistimos e migramos para o boteco ao lado mais tarde. (se você pensou “ah, vocês foram ao lugar errado, X, Y e Z estariam abertos”, da próxima vez me dá carona até esses lugares!!)

É. Dá pra fazer amizade!
Já ouvi, de gente que foi morar, estudar ou trabalhar lá mas está acostumado com a calorosidade manaura, o discurso de que é difícil fazer amizades em SP. Por sorte eu e minha amiga fomos criadas no Pólo Industrial de Manaus e desenvolvemos a habilidade de virar amigas de infância de quase qualquer pessoa. Ficamos amigas do barman, do garçom e da gerente do local que salvaram nossa noite! (obs: antes que nos julguem, o barman era casado e o garçom era gay, ok?! simpatia não é o mesmo que dar mole!)

Os melhores ‘paulistas’ nem são paulistas!
“Não tenho nada contra paulistas, até tenho amigos que são” hahaha mas eu sou o tipo de pessoa que gosta de conversar com o taxista, com a dona da lanchonete e com barmans e garçons. 90% dessas pessoas vieram de outras cidades! Assim como, sei lá, 70% do total das que conhecemos por lá. Achar um Paulista “legítimo” é raro! Mas as pessoas que DECIDEM viver lá com certeza contribuem e muito pro índice de simpatia, força de vontade e diversidade de São Paulo. Um cheiro pra todos os “paulistas por osmose”.

Paulistas não são uó, só tinha conhecido os errados!
Dessa vez não tenho nenhuma crítica! Todas as vezes que pedimos informação, pararam prontamente pra dar. No metrô, antes mesmo de abrirmos a boca um senhorzinho viu nossa cara de perdidas e explicou “tem que subir por aqui mesmo para chegar a tal canto!”. Dentro de um vagão lotado não tínhamos onde nos apoiar e um rapaz falou “pode segurar no meu braço pra não cair” virando nossa salvação e NÃO, não era cantada!! Era gentileza!! Quando tentávamos chegar ao apê de um amiga, um casal de meia idade nos viu paradas na rua e interviu usando a internet dos próprios celulares pra nos ajudar a achar, porque a nossa estava horrível. Enquanto tentávamos pegar um táxi à noite, um homem observou, do outro lado da rua, fez um deles parar e gritou “EI, TEM UM AQUI!”. Gente?! Quanto amor!!! (talvez nossas caras de cachorro de feira de adoção tenham nos ajudado, mas adorei o tratamento!)

Você não “tem que ir” lá, não!
Lugares que TODO MUNDO sugere podem ser ciladas. Principalmente se forem dica de turista pra turista. Sempre peça dicas de quem MORA no lugar. A Augusta, a Galeria do Rock e outros lugares “todo mundo vai” não são, nem de longe, o suprassumo que pintam. Eu fui aos dois, inclusive voltei 2x à Augusta e comprei um baby body irado pro meu sobrinho na Galeria mas certamente tem coisas mais legais e anti-tetânicas (?) pra se fazer em São Paulo. Ao menos presenciei momentos culturais como “aqui é uma casa de strip” (antes de entrar, achando ser boate) e correria porque “olha o rapa!!” com direito a polícia perseguindo camelôs.

Poderia escrever vários parágrafos sobre esse amor à segunda vista a SP mas tenho um sério compromisso com textos fáceis e gostosos de ler E/OU estou com uma preguiça enorme de revisar esse post 300 vezes, como sempre faço quando escrevo muito. O importante é registrar que dentro de São Paulo existem várias cidades que você pode filtrar pelos seus interesses e preferências então, se você já conheceu e não gostou, talvez você tenha ido aos lugares errados pra você. Tenta de novo! Eu, agora que amo, tô aceitando vaga de emprego, proposta de casamento ou qualquer coisa que me garanta permanência em SP! Devolve meu coração, cidade!!!

 

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Essa semana o post terá um formato diferente dos outros, inaugurando entrevistas no estilo perguntas e respostas, mas sem anular o estilo habitual dos posts, que continuará existindo. Dessa vez o assunto é relacionado a um tema comum nos bate-papos maternos – intervenção familiar! Convidei algumas mães a compartilharem suas dúvidas que foram esclarecidas por três psicólogas que trouxeram sua experiência e um novo olhar para a temática.

Sabemos que hoje as configurações familiares não são iguais as da época de nossos pais e avós, dessa forma podemos visualizar famílias com apenas a mãe, ou o pai, ou tios e tias, avós, pais que moram com sogros ou na casa dos próprios genitores etc. Esse contexto novo de família deixa lacunas onde os parentes muitas vezes intervém na criação dos nossos filhos e é sobre isso que as psicólogas Tiziana Gerbaldo, Alessandra Pereira e Tatiana Macedo irão discutir de acordo com as dúvidas apresentadas.

As perguntas e respostas com certeza irão fazer vocês refletirem muito sobre essas situações e creio eu que muitas pessoas se identifiquem e tirem algum aprendizado do que será apresentado:

 

“Moro com meus pais e os considero extremistas em alguns assuntos. Já eu penso diferente e minha filha fica muito confusa sobre o que afinal é “certo ou errado”. Como conciliar a convivência sem atritos?” Rissa Sanders, 24 anos

 “De que forma mães de primeira viagem podem se posicionar diante das opiniões das “avós” quanto aos cuidados com o recém-nascido? Por exemplo, sobre as as opiniões de como proceder na amamentação, já que muito se ouve a conversa de “na minha época” tomou leite em pó na mamadeira e não morreu!”  Ana Virgínia, 35 anos 

“Eu e minha filha moramos na casa da minha mãe, que sustenta a casa pois ainda estou na faculdade. O fato de depender financeiramente da minha mãe faz ela sentir-se no direito de ter autoridade perante a menina, por diversas vezes dei ordens que foram descumpridas pois minha mãe interferia sempre. Minha autoridade em relação a minha filha está abalada e gostaria de saber como faço para esclarecer isso a minha mãe sem causar mais problemas.”  Alaiza Verônica, 23 anos

“Como passo o dia trabalhando, minha filha fica com minha mãe. Assim, minha dificuldade é estabelecer uma rotina para ela, já que não estou presente integralmente, mas ao mesmo tempo não queria impor regras pra minha mãe aplicar, afinal ela já me faz um favor de ficar com a criança. Qual seria a solução para melhor educá-la? Luana Prestes, 27 anos

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Tatiana Macedo: Meu papel, nesta conversa, não será o de dizer o que é certo ou errado, mas o de propiciar aqueles que leem, refletir sobre o tema e começar HOJE a definir o que é importante para a educação do seu filho e para o bem estar da sua família.
Por exemplo, a Rissa, Luana e Verônica trouxeram uma questão bastante comum, morar com os pais e não concordar com o posicionamento deles na educação dos filhos. Não sei a circunstâncias que as levaram a permanecer morando com seus pais, mas como fazer para manter a coerência na educação das crianças sem criar conflito com os pais?
Primeiro: definir quais as regras da casa e rotina* da criança (horários das atividades, quem é responsável, como é realizada e qual o objetivo dela ser realizada), nesse caso, é bom lembrar que a regra é da casa deles (pais) e que o equilíbrio é a meta de todos. Depois que definimos as regras, precisamos entender o que todos esperam para que a criança cresça de forma saudável e feliz, criando boas memórias da sua infância, ou seja, quais os limites necessários? O respeito aos mais velhos? As responsabilidades de cada um? O momento de corrigir? Quando tudo estiver esclarecido, ficará claro para a criança e ela poderá responder com coerência para todos. O que estou dizendo, os avós não vão deixar de querer educar seus netos do jeito que ele acham correto, por isso, o consenso e a comunicação clara é o melhor caminho.
No caso da Ana, mãe de primeira viagem, o bom senso é tudo (…) precisamos saber que estamos aprendendo, e que as orientações são importantes, imagina se não tivesse ninguém para tirar as dúvidas, dividir as aflições? O que vai fazer a diferença é a forma como você vai encarar essas interferências. A confiança que você irá transmitir aos outros é que determina o limite deles. Aceitar a opinião e até experimentar não é problema algum, o problema é o que tudo isso significa para você. Ou seja, a melhor estratégia é o bom humor, considerar o que é dito com respeito, mas deixando claro que agora é a sua vez e que para apreender precisa treinar.
Em suma meninas, a comunicação é a chave de tudo e o monitoramento do que é decidido também, pois algumas pessoas compreendem imediatamente o que fazer, mas outras precisam ver e rever sempre. Assim, precisamos ter paciência com os nossos pais, pois mesmo errando, eles querem acertar e quando acertam eles querem ensinar para que nós não erremos e assim, pensam que irão evitar nosso sofrimento. Hoje, como mãe, entendo melhor a minha mãe e o meu pai, e tento tirar o melhor, mediante as minhas crenças e do meu marido, para poder educar o meu filho.Boa Sorte a todas!

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“Meu marido se separou de mim quando minha filha era recém-nascida. A figura masculina presente na vida dela é o avô materno, gostaria de saber como isso influenciará a criança no futuro?”   Carmen Gomes, 28 anos

Tiziana: A figura masculina é importante no desenvolvimento da criança, porém ela não precisa ser necessariamente o pai biológico. O papel da figura masculina é estabelecer limites, atuando principalmente na dependência do filho com a mãe. Esse papel pode até ser exercido por algum familiar, como tio, avô e muitas vezes as próprias mães assumem tanto o papel da figura materna quanto o da figura paterna. O importante é fazer com que a criança se sinta segura e estabelecer limites, e sempre que houver algum familiar desempenhando essa função, esclarecer quem é esta pessoa na dinâmica família, ou seja, se o avô é a pessoa que desempenha as funções do pai com a criança, explicar para ela quem é aquela pessoa, qual seu papel na família, para não causar confusão.

“Eu e meu marido trabalhamos o dia todo e minha mãe fica com minha filha de um ano. Porém ela acaba por fazer coisas que não aprovamos, do jeito dela pois ela diz ter mais “experiência” que eu. Como lidar com essa situação sem ser negligente?”  Débora Macedo, 30 anos

Tiziana : Essa é uma situação muito comum nos dias de hoje e não é raro que muitas vezes gere desentendimentos. Os avós dão bastante apoio na criação dos filhos, mas é preciso deixar claro que há limites na intervenção deles. Não pode haver sobreposição de regras, desautorização dos pais, deve ser conversado com os avós cuidadores a melhor forma de participação deles na vida das crianças, porém sem substituir o papel dos pais. É papel de todos na família contribuir na criação das crianças, porém os pais são a maior referência que eles têm e devem ser reconhecidos como tal. Não se trata de romper o vínculo com a avó, mas sim de negociar sua participação, de que forma os pais pretendem passar os limites e regras e como vão proporcionar o lazer e divertimento das crianças e de que forma a avó pode ajudar e sentir-se parte da criação sem se sobrepor aos pais. Esta avó, que é uma figura muito importante e com quem a criança tem muito contato, deve ser chamada para conversar e discutir estas questões.

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“Meus pais me ajudam financeiramente e também nos cuidados do meu filho, por isso muitas das vezes eles se acham no direito de reclamar do jeito que cuido dele. Como lidar com isso?” Juliana Leão, 22 anos

Tiziana: Esta situação é muito semelhante à anterior, na qual os avós tentam ocupar o lugar dos pais na criação dos netos. Deve-se deixar claro os papéis de cada um nessa relação: o que cabe aos pais e o que cabe aos avós. Não há maneiras indolores de tratar isto, é necessária uma conversa entre ambos. Por mais que os avós não concordem com a maneira como os netos estão sendo criados, a eles cabe o papel de orientadores, de pessoas que já passaram pela mesma situação e podem ajudar de maneira significativa com sua experiência. Porém, não podem suplantar o papel do pai ou da mãe, devendo existir um canal aberto para discussão do que pode ser melhor para a criança, mas a decisão que o pai ou a mãe tomar deve ser entendida e respeitada pelos avós.

Não ter interferência familiar é praticamente impossível, mas até que ponto devo permitir?” Ane, 22 anos

Alessandra: Os valores familiares sempre estarão presentes no modo como pais criam seus filhos, isto porque os pais receberam de seus pais referencias sobre como deve ser ou não a criação dos filhos. Logo, é fato que é impossível evitar a interferência familiar na criação dos filhos. No entanto, quando essa interferência é comportamental e direta, alguns aspectos devem ser considerados para evitar transtornos nas relações familiares.

1. A pessoa responsável pela criação dos filhos é sempre pai e mãe. A ausência de uma dessas pessoas, no dia a dia da criança, não implica em substituição ou sobreposição de papeis por quem quer seja, e por melhores que sejam as intenções. A criança reconhece pai e mãe como sendo as referencias para sua criação e é fundamental que ela assim perceba para não gerar conflitos nos limites e vontades infantis.
2. Avós, tios ou parentes próximos devem assumir uma posição de apoio. A família é sempre uma boa rede de suporte e apoio aos pais, desde que a mesma assuma o papel que lhe cabe na relação com os pais de uma criança. Isto porque na maior parte das vezes, mesmo na tentativa de ajudar, alguns destes familiares acabam assumindo a posição de “pai” ou “mãe” da criança e assumindo para si algo que não lhes diz respeito. É fundamental que a família perceba quando há essa interferência, pois evita situações de conflito entre pais e avós, ou pais e tios ou ainda pais e outros cuidadores ou familiares que fazem parte da rotina da criança. Além disso, pai e mãe podem ter o direito de criar os filhos conforme as regras e valores que consideram adequados para a mesma. Os demais membros podem questionar não concordar e até mesmo dialogar com os pais sobre essas regras ou valores, mas nunca assumir ou interferir na forma como os pais conduzem a criação dos filhos, salvo quando o caso envolver abusos ou maus tratos infantis.
3. Criar filhos exige tempo e disponibilidade. Muitas das confusões que acontece nas famílias envolvendo a interferência de avós ou outros cuidadores na educação das crianças diz respeito a uma certa “comodidade” dos pais, uma vez que os filhos não dispõem de “manuais” ou “ instruções” sobre como proceder em caso de não saber o que fazer. Neste momento, os pais costumam utilizar as referencias de criações adotadas com eles mesmos e que de certo modo “funcionaram”, noutras vezes, costumam buscar alternativas diferentes daquelas que foram utilizadas pelos próprios avós e daí nascem a maior parte das problemáticas. Seja porque as medidas adotadas são iguais à época da criação dos pais e não se coadunam mais com as propostas educativas mais contemporâneas, como é o caso das palmadas, seja, porque as medidas diferem muito daquelas que se tornaram referencia à época da criação dos avós. O final desse enredo é que criar filhos não é uma receita a ser seguida, é necessário compreender os valores de cada família, buscar informações, dedicar tempo e ter disposição para tentar formas diferentes até encontrar aquela que mais retrate a realidade de educação que se almeja para os filhos.
 
 Meu filho tem 12 anos hoje e desde sempre o pai foi ausente. Isso pode causar algum dano na vida adulta dele?”  Etra,  34 anos

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: A ausência do pai precisa, primeiro, ser contextualizada. Por exemplo, o pai pode ser ausente fisicamente, por questões de trabalho, separação ou mesmo morte. Porém isso não implica em uma ausência emocional do filho, que pode ser estimulada pela mãe através de diálogos, respeitando as expressões emocionais do filho auxiliando-o a crescer e a compreender o contexto da situação.
Contudo, se estamos falando de ausência emocional, esta pode acontecer com o pai dentro de casa, casado e sendo visto todos os dias.  A ausência da figura paterna, nesta situação, pode favorecer o surgimento de dificuldades em lidar com autoridade, limites, regras, normas, rigidez, inflexibilidade, enfim uma variedade muito grande de aspectos que não encontram sentido no repertório comportamental e cognitivo da criança pela ausência de referencia.
Por outro lado a preocupação com o dano emocional não advêm da ausência de qualquer uma das figuras, seja materna ou paterna, mas sim, da maneira com as quais os cuidadores da criança lhe ensinam sobre estas experiências. A presença ou ausência não garantem saúde ou adoecimento, mais sim pode dizer que se você deseja que seu filho seja um adulto saudável dê-lhe cuidado, proteção, carinho, esteja disponível, seja flexível e mantenha sempre o diálogo aberto. Essas dicas, no mínimo, favoreceram a criação de um vinculo afetivo e profundo dele com você.
 
“Fui criada pelos meus tios e meus pais seguiram suas vidas. Hoje, adulta, percebo que um joga a culpa no outro por não terem me criado e eles não participam das datas festivas, apenas meus tios. Quero aprender a lidar com essa situação sem sofrer, pois até hoje me dói.Etra, 34  anos

Alessandra:
Como foi dito anteriormente, cada pessoa tem seu papel na vida da criança. Pai é pai, mãe é mãe. Não existe pai que é pai e mãe, assim como não existe mãe que é mãe e pai, os famosos “pães”. Essa tentativa deixa bastante a desejar porque já é desafiador assumir um único papel, imagina assumir dois? No mínimo serão dois papéis executados de maneira pobre e por vezes ineficaz, pois a criança, ao entrar em contato com o meio social espera que a mãe assuma a função de mãe que é acolher, cuidar, proteger, alimentar e quando isso não acontece há uma confusão emocional e a criança sente-se desamparada, sem ter a quem recorrer para assumir esse papel. O mesmo ocorre com aqueles que foram criados por parentes. Por mais cuidadosos que sejam, eles não são pai ou mãe, e a criança cresce desamparada desta função. Isso não quer dizer que os parentes não tenham sido protetores, cuidadosos, amorosos ou afetivos, significa que apesar de a criança ter recebido tudo isso dos parentes, eles não são pai e mãe. Há uma necessidade quase que visceral de contato com as próprias raízes em algum momento da vida e ao se deparar com ela, a pessoa precisa compreender seu “enraizamento”. Enquanto essa compreensão não aflora, o indivíduo sofre com a ausência destas figuras, mas nada que um acompanhamento profissional não possa ajudar.
 
E aí? Quanta coisa podemos tirar dessas situações não é mesmo? E para finalizar que todas nós mães, e também pais possamos refletir sobre o papel das nossas famílias na criação dos nossos filhos tornando esse relacionamento harmonioso.

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8 de abril de 2016

Que o cropped top é tendência já  não é novidade para ninguém! Sua mais nova versão já é super queridinho da temporada e se chama: Halter Top.

Esse modelo que foi a grande sensação dos anos 90 voltou repaginado e cheio de estilo. Mais cavados na parte superior faz lembrar o formato de um triângulo, ótimo para quem quer valorizar o ombro ou equilibrar as proporções do corpo.

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Gostou da ideia de ter um halter top? Que tal fazer um com uma regata que já está parada no guarda-roupa? Vem ver como!

Você vai precisar de uma regata com costa nadador, tesoura e cola para tecido. Só isso! Olha que mágico! Nem precisa saber costurar.

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O primeiro passo é cortar as alças como mostra a imagem abaixo. A parte detrás da camiseta será a frente do halter top, criando o corte triangular do modelo. Guarde os retalhos para fazer uma nova alça.

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Depois de fazer os recortes dobre as extremidades e forme uma bainha, passe a cola de tecido e deixe secar. Cuidado com essa parte para a cola não cair em outros lugares, isso fará com que o tecido fique levemente manchado.

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Com os retalhos do tecido que sobrou, corte duas tiras e faça as alças. Caso o modelo da sua camiseta tenha alças maiores utilize a mesma. Depois disso é só colar, deixar secar e sair usando. Olha que fácil!

Para quem tem mais habilidade com agulha e linha vale dar uns pontinhos nas alças para deixá-las mais firmes.


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Vai dizer que não é muito fácil? Agora não tem mais desculpas para deixar aquela regatinha mofando no guarda-roupa.

Quando fizerem em casa manda para gente, vamos adorar ver o resultado de vocês!

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7 de abril de 2016

Oi, gente, tudo bem?

Meu nome é Karoline, mas vocês podem me chamar de Karol. Fui convidada pelas Phynas pra vir aqui com vocês falar a respeito de assuntos um pouco polêmicos. Vou procurar falar sobre tudo que acontece a nossa volta de forma clara, e se vocês tiverem alguma sugestão, por favor, manda a polêmica pra cá, pra gente debater. Será muito bacana poder conversar com vocês!

Pra começar, vou falar sobre um assunto que talvez vocês nunca tenham parado pra refletir, mas ele existe e é super presente nas nossas vidas, a gordofobia.

A desconstrução social demora pra acontecer. Nós não sabemos desde sempre que aquela piada ou comentário que pra nós é até engraçado, na verdade é super ofensivo pra um grupo de pessoas. E só quem pode nos fazer abrir os olhos e perceber que aquilo que achávamos engraçado na verdade é ridículo são exatamente essas pessoas, que constantemente sofrem preconceito ou são ridicularizadas apenas por serem quem ou como são.

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Meu interesse aqui NÃO É promover vida sedentária ou fazer qualquer tipo de apologia à obesidade, eu não seria inconsequente a ponto de glorificar uma situação que na verdade faz nós, gordos, sermos humilhados constantemente. Meu objetivo é fazer com que as pessoas se conscientizem que gordofobia existe, que você pode ser um gordofóbico e nem se toca. Toda vez que você fala pra alguém “se você perder peso vai ficar lindo(a)”, ou “ninguém vai querer ficar com você se continuar gordo(a)”, ou a clássica “minha preocupação é só com a sua saúde”, você está sendo gordofóbico. Toda vez que você usa a hashtag “gordice”, você está sendo gordofóbico, porque você está assumindo que todo mundo que é gordo, é assim porque come muito, ou porque só come besteira, ou porque é sem controle, etc. NÃO! Existem várias questões que levam uma pessoa a engordar, como problemas psicológicos, na tireoide, disfunção hormonal, enfim, não se é gordo porque se vive comendo, sabe.

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Dai eventualmente eu leio umas frases do tipo “prefiro comer um pedaço de bolo a ser feliz”, como se todo gordo fosse infeliz. Até hoje não consegui entender porque um gordo feliz é tão irritante pra sociedade. Porque todo mundo sempre fala “o importante é ser feliz”, mas se for pra ser feliz gordo, não pode. Gorda não pode vestir o que quiser porque “como pode tu não ter vergonha de mostrar essa barriga?”. Gorda não pode namorar porque “quando ele achar uma magra, ele te troca”. Gorda não pode nem ir pra praia, meu Deus, porque “imagina ficar vendo esse monte de banha num biquíni/maiô? Que ridículo!”, e nessas, nós gordos, durante muito tempo achamos que o errado éramos nós, por sermos felizes e ok com nossos corpos. “É impossível ser gordo e feliz, porque você não tem saúde”, como assim?!?! Quem sabe da minha saúde sou eu e meu médico. Eu não preciso de pessoas dizendo pra mim que a preocupação delas é minha saúde, porque não é!! O que as incomoda é o fato de eu não viver contando as calorias de tudo que eu como, não me matar de malhar, não viver de dietas mirabolantes…ou será que, de verdade, o que incomoda é o sorriso no rosto? Nossa sociedade não nos ensinou a sermos felizes gordos, por isso não somos representados. Ou quando somos, é sempre de forma caricata: o gordo que faz rir, que é o bobo alegre, o mais engraçado da turma, aquele que você pode fazer mil piadas sobre ele, que ele sempre vai rir, nunca vai se magoar, porque ele é gordo mesmo, e gordo só faz gordice, né…

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Toda vez que você, conversando com uma amiga, fala “mana, a atual dele é imeeeeensa de gorda”, você está sendo gordofóbica. Pessoas gordas não podem ser legais, ou gente boa, ou pior, bonitas?? Não, não pode existir gordo bonito, deus o livre! Só que pode sim!!! Gordos são tão bonitos, engraçados, inteligentes, arrojados, ativos e trabalhadores quanto todo mundo! Não julguem uma pessoa gorda como preguiçosa ou doente. Aliás, não julgue nunca. Nem faça brincadeiras preconceituosas.

Eu poderia passar o dia escrevendo sobre cada palavra que vocês falam/escrevem que são extremamente ofensivas, mas meu interesse aqui é apenas despertar a reflexão para algo que passa despercebido, mas que é constante em nossa vida e deveria ser a todo custo evitado.

Lógico que vai ter aquela pessoa que vai dizer que isso tudo é “mimimi” e que se você se sente ofendido, “emagrece que passa”…bem, a essas pessoas eu desejo muita saúde sempre. E que elas nunca se vejam em uma situação em que sejam pre-julgadas apenas pela sua aparência.

Quanto a nós, gordos, que enfrentamos essas e outras situações todo dia, eu desejo empoderamento. Desejo que nós possamos finalmente nos reconhecer como pessoas lindas e maravilhosas que merecem tanto respeito e empatia quanto qualquer outra.

Beijão de luz!

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Esse post surgiu de uma longa reflexão que iniciou há meses…é, as coisas mudaram. Algumas veteranas no assunto casamento & filhos devem pensar O que essa menina tá falando? Não viveu quase nada e quer falar de mudanças! Na verdade, eu quero mesmo falar de mudanças e me perdoem as veteranas que talvez tenham esquecido mas os meses para quem viveu grandes mudanças na vida parecem anos por conta do amadurecimento forçado.

Mas esse não será um muro de lamentações e lamúrias e sim de fatos que vivenciei e que outras mães jovens e esposas da minha idade também passam. O primeiro fato e o mais gritante é:

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  1. As amizades: Esse pode ser até polêmico mas é um dos mais normais. Quando casamos jovens e temos filhos, as amizades da época de solteira e desempedida acabam se afastando, naturalmente e sem mesmo perceber isso. Os papos são outros, os problemas são com certeza outros (como assaduras na bunda do seu filho e estresses do dia a dia de um casal cansado e com sono), as prioridades são outras. A vida de sair para um barzinho jogar conversa fora, madrugadas com os amigos, vontade repentina de ir ao shopping com o carro, isso mudou e não acontece mais dessa forma. Então as pessoas que acompanhavam essa antiga vida acabam se distanciando pois a dinâmica das vidas são diferentes, mas não porque deixaram de gostar de nós. A dica que eu dou é revezar algum dia com o marido ou com alguém da família pra ter uma noite livre com as amigas para conversar um pouco e vice-versa. Precisamos disso.

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  1. O tempo: O tempo passou a ter outro sentido. Principalmente por conta do filho porque literalmente meus horários são baseados nos horários dele. As brechas que tenho devem ser meticulosamente programadas para não interferir na rotina do bebê que é uma coisa importantíssima para não enlouquecermos (em outro post explico sobre a rotina). As pessoas as vezes querem marcar visitas à noite por exemplo e eu corto logo pois a noite ele dorme e eu não vou interferir no sono dele. Não mesmo, porque se o bebê dorme mal, pai e mãe dormem mal também. Já perdi a conta de quantos eventos perdi por conta disso mas eu já esperava que isso aconteceria. Muitas vezes eu até fico feliz por não sair tanto pois dá tempo de dar uma relaxada na cadeira ou tomar um banhozinho mais demorado (nunca valorizei tanto banhos como nessa fase da minha vida).

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  1. A vida a dois : Muitos dizem que quando se tem filhos não existe vida a dois e eu discordo totalmente. Não se excluam (casal), por favor. O que eu e meu esposo aprendemos nessa época é que a vida dois teve de ser reinventada por conta das necessidades do nosso filho mas jamais excluída. Fazemos o possível para sempre separamos um tempo para nós em meio ao estresse de pais de primeira viagem. Não é como antes, mas não deixa de ser precioso. Não se sai todo fim de semana, óbvio, mas com ajuda de alguns parentes temos alguns descansos e vamos jantar juntos ou apenas passear (ir a drogaria cof cof) e esse tempinho faz um bem danado para a nossa relação.

 

Na minha visão essas foram as mudanças mais significativas, mas sei que cada uma tem algo a acrescentar afinal somos pessoas diferentes com expectativas e formas de lidar com a vida diferentes. Então, um abraço e até a próxima.

 

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Não é novidade para ninguém que o Chá adora eventos culturais que levam conhecimento e informação para as pessoas, ainda mais quando se tem expositores do Amazonas.

A campanha “tudo ou nada” de financiamento coletivo (crowdfunding), tem o objetivo de levar três títulos amazonenses inéditos para serem lançados na Bienal Internacional do Livro em São Paulo. Todos os títulos serão lançados no estande da Lendari, selo editorial dedicado à literatura fantástica, realismo mágico e ficção científica. Não é incrível?

O espaço no evento já está assegurado: no fim de 2015, o selo Lendari assinou contrato com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) para ocupar estande próprio na Travessa Literária, setor da Bienal reservado para autores, editoras e títulos independentes. Na ocasião, também será relançada a antologia Quando a selva sussurra: contos amazônicos.

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Os três títulos da campanha são assinados por novas promessas da literatura amazonense: Mário Bentes, Jan Santos e Leila Plácido. Enquanto os dois primeiros já possuem títulos lançados, a terceira vai estrear no mercado.

Os livros já estão prontos, restando, literalmente, colocá-los no papel e a campanha de financiamento coletivo, visa obter apenas os recursos necessários para imprimir entre 200 e 300 exemplares de cada livro, em tiragens específicas para o lançamento no estande da Lendari na Bienal de São Paulo.

Além da impressão, a campanha de participação dos novos autores amazonenses em um dos maiores eventos literários do mundo é uma forma de inserir o nome do Amazonas e de Manaus no circuito da literatura mundial. Para esta 24ª edição, estão confirmadas as participações de nada menos que 186 autores nacionais e 22 estrangeiros.

Nos dez dias de evento, deverão visitar o Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi aproximadamente 720 mil pessoas de todo o país, que organizam caravanas anuais para conhecer de perto seus autores preferidos e ter a oportunidade de estar frente a frente com novos nomes da literatura.

No total, a CBL estima que 70 países estarão representados, entre eles França, Índia, China, Alemanha, Suíça, Canadá, Japão e Angola. Serão 1,5 mil horas de programação com 300 expositores, sendo 750 selos, e mais de 400 atrações em nove espaços culturais. É neste cenário rico, plural e diversificado que desejam expor a nova literatura amazonense.

Achou legal e quer saber como ajudar? Clique aqui, e saiba de todos os detalhes desse evento!





Dia desses navegando pelas sugestões do Spotify me veio do ~nada~ a lembrança de uma banda que eu não escutava há séculos e adorava: O Jardim das horas (antigo “O quarto das cinzas”).

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Joguei na busca e lá estava o primeiro álbum, O quarto das cinzas, disponível para ouvir! <3

Matei saudades e fui vasculhar a internet atrás de notícias dessa banda cearense (dá pra perceber um pouquinho do sotaque na meio reggae “Caminhando com a bondade”) maravilinda que mistura downtempo, trip-hop com música brasileira. Sério, é como se fosse Portishead meets Céu hahaha, coisa linda de ver/ouvir! O som experimental junto à doçura da voz (e beleza) da Laya Lopes e letras inteligentes fazem o conjunto da obra ser tão bonito que eu tô até agora sem entender o porquê de ter esquecido dessa pérola musical (nisso que dá a pessoa ficar anos ouvindo metal e post rock haha).
Nos últimos anos o Jardim das horas esteve fazendo vários shows em circuitos alternativos pelo país e lançaram álbum novo, “Homem moderno” que pode ser conferido no site deles aqui.

Ficam aqui duas das minhas músicas prediletas pra vocês se apaixonarem também:

Viciante

Priscas eras

E eu nunca ia pensar em juntar o som do Radiohead com Chico Buarque, mas eles sim! I might be wrong + Construção = “I might be Construção”, no mínimo um som curioso:

Curtiram? Tem indicações de bandas/músicos pra gente escrever sobre? Não sejam tímidos, comentem!

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29 de fevereiro de 2016

Nada como ficar sem dinheiro para lembrar o que realmente é valioso nessa vida e o quanto a sua presença significa para as pessoas! Parece um post motivacional mas eu vou contar uma experiência real que explica o título aí em cima!

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Ano passado decidi trocar um emprego full time por um de meio período (e meio salário) que me motivava mais. Só que tomei essa decisão às vésperas de fazer uma viagem bem cara (Natal em alta temporada) e após decidir que faria outras 2 viagens em 2016 para acompanhar shows de bandas que eu adoro. O óbvio aconteceu: comecei o ano cheia de parcelas para pagar e economias para fazer e zero reais livres para comemorar meu aniversário (01/02).

Acontece que eu AMO comemorar meu aniversário e estava muito triste com a possibilidade dele passar em branco esse ano. Então, como forma de rir da situação, lancei no meu facebook uma lista de coisas que gostaria de ganhar de presente. Era algo despretensioso e a maioria dos itens eram experiências mas, para minha surpresa, os meus amigos compraram a ideia!

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Findou que na semana do meu aniversário eu comemorei ele TODOS OS DIAS com pessoas diferentes que fazem parte da minha vida e, a melhor parte: as comemorações não ficaram só nessa primeira semana! Pra falar a verdade até uns dias atrás recebi convite de amigos dispostos a me levar pra comemorar esses 28 aninhos muito bem vividos!

Eu realmente acredito na frase “Mais vale amigo na praça que dinheiro na caixa“ e penso que deixar de investir tempo cultivando novas amizades e regando as antigas é uma lástima! Amigos são coisas valiosas com um poder incrível de interferir em nossas vidas em todos os momentos dela.

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Acontece que todo mundo atrai para sua vida pessoas que se afinizam ou identificam com você. E, se em algum momento você se perceber sozinho(a), é hora de refletir sobre sua responsabilidade nisso. Será que você cultivou algo ou só deixou as pessoas passarem pela sua vida? Será que você deu importância às pessoas certas ou esteve muito ocupada(o) centrada em apenas uma, tipo um(a) namorado(a)?!

 

 

Eu espero que esse post seja um lembrete sobre o papel dos amigos em nossas vidas e, por isso quero deixar aqui uns pedidos:
– Pare de furar aquele programa que sempre tentam marcar!
– Se faça mais presente na vida de quem faz questão da sua companhia!
– Não seja aquele amigo difícil de encontrar!
– Dê sinal de vida! Mande uma mensagem! Avise seus amigos quando vir algo que te lembrar eles! Faz sinal de fumaça, qualquer coisa!
– Dá pra ter um relacionamento romântico sem abrir mão de todos os outros tipos de relacionamentos, viu? Não façam como eu que já me distanciei aos poucos da minha rede de amigos e passei a frequentar só a rede de amigos de um namorado! Depois vocês ficam na bad e não tem pra quem recorrer e nem quem chamar pra sair, viu?! Então saia também com os SEUS amigos, sempre que der!

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25 de fevereiro de 2016

Na última semana as redes sociais ficaram cheias de declarações de amor aos filhos e a maternidade. O motivo? Um desafio (proposto não sei por quem mas que virou hit ou uma espécie de corrente facebookiana e instragamniana) onde as mamães deveriam postar quatro fotos que representassem as maravilhas da maternidade. Vi cada foto linda, bebês fofos e gordinhos, muito amor, carinho, sorriso e então…uma polêmica. UÉ mas por qual motivo haveria polêmica num momento tão fofo nas redes? Vou explicar meus amigos: A hipocrisia que nos é peculiar.

Não vou ser tão profunda na minha análise porque isso requer estudos de psicologia, sociologia entre outras ciências para explicar esse fenômeno que ronda o “desafio da maternidade”. Nos anos 90 uma frase tornou-se famosa: “ser mãe é padecer no paraíso”. Ual, então vamos todas ser mããães uhulll!! É isso? Não, não é isso. Essa frase dentre outros pensamentos causaram consequências não tão agradáveis na vida das mulheres (que está longe de ser justa no nosso país machista hehe). As mulheres tinham e tem obrigação de serem felizes, pacientes, 100% abnegadas e renunciar até mesmo a elas mesmas na maternidade afinal SER MÃE É PADECER NO PARAÍSO, EBA. E para não contrariar o padrão falso, as mulheres se sentiam e se sentem culpadas por serem humanas e não ficarem sempre felizes nesse estado-mãe (isso mesmo meus amores, mulheres são seres humanos, acreditam?).

Pois bem, sem mais delongas uma mãe comum então postou numa rede o seu desafio e disse o que muitas querem falar mas não tem coragem ou se culpam por sentir. Ela disse que a maternidade não é um mundo cor de rosa, não é um conto de fadas e muitas das vezes é um momento de muita angústia e frustração. Como iniciei o post falando de hipocrisia, vocês imaginam a repercussão que isso causou… muitas pessoas julgando a moça de não amar seus filhos ou de não entender o que é ser mãe (gente até que nunca teve filhos!). Eu olhei aquilo e fiquei me perguntando onde as pessoas estão com a cabecinha, pois no lugar certo não está. Eu compreendi totalmente aquela moça pois tudo que ela relatou no post eu senti ou sinto ainda.

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Menos desafio, mais desabafo [Lia Bock para a Revista Trip]

Trata-se de expor os dois lados da moeda, de sermos justos, de sermos honestos. A maternidade é sim um desafio diário. Não significa que nós mães não amemos nossos filhos se admitirmos que estamos cansadas, ou estressadas, ou que não aguentam mais ouvir choro. Isso faz parte da jornada. Faz parte do aprendizado. O que nós precisamos não é de uma ditadura do sorriso e sim de apoio e de informar a quem quiser que ser mãe é padecer NO DESAFIO. Talvez o maior desafio das nossas vidas.

(Obs: Esse post não tem intenção de criticar quem publicou suas fotos lindas com seus filhos. Achei particularmente muito fofo, mas senti necessitado de explanar sobre o caso polêmico. Um beijo)

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