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14 de julho de 2016

No post anterior falei sobre o filme Rocky Balboa, um dos meus preferidos na relação “mulher também curte filme de luta”. O segundo filme da lista também envolve luta e boxe, e se enquadra na minha mesma categoria de: filme com porrada e conteúdo. Carregado um pouco mais de sangue, Nocaute (2015) é protagonizado por Jake Gyllenhaal (ator de “O Abutre” – filme já indicado por mim aqui no #Quintacult).

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A performance de Jake Gyllenhaal emociona tanto quanto surpreende. O filme é considerado em algumas críticas como o Rocky do novo milênio. E a comparação entre as duas produções acaba sendo inevitável, pois assim em Rocky, o foco de Nocaute também é o boxe aliado a superação. O protagonista Billy Hope (Jake Gyllenhaal), é campeão da categoria Peso Médio Júnior dos EUA, tem um estilo brutal de lutar e possuí um golpe de esquerda que deixa seus adversários, literalmente, nocauteados. No entanto, uma tragédia (que acontece bem do estilo que eu gosto, já que alguns filmes pecam por romantizar muito o enredo) dá o tom humano a história e coloca em risco não só a carreira do protagonista, mas a relação dele com a filha. E mesmo com todo o teor dramático, o enredo se desenvolve sem nos levar a escorrer lágrimas fáceis, já que isso tornaria o filme bem piegas.

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E, por mais que superação seja uma premissa básica de quase todo longa sobre boxeadores, onde dar a volta por cima é a única saída para o lutador, Nocaute não é exceção à regra. No entanto merece meu respeito por ser uma história diferente das já contadas até hoje. Longe de superar Rocky Balboa, tem vários elementos tão excelentes quanto. As cenas de luta são perfeitas, e aqui vale destacar toda maravilha física de Jake Gyllenhaal. As lutas têm bastante sangue, olhos estourados, são bem coreografadas, e as sequências em que Billy Hope está dentro do ringue realmente impressionam. O que realmente destaca-se no filme é justamente o “a mais” tão peculiar do clássico de Balboa, o fato de que o filme não se prende somente a luta e ao boxe em si, pois a relação do personagem com a mulher Maureen, interpretada por Rachel McAdams, com o treinador Tick Wills (Forest Whitaker, brilhando mesmo em papel coadjuvante) e principalmente com sua filha Leila (Oona Laurence, de 13 anos), elevam o filme a uma categoria superior.

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Após a tragédia e destruído emocionalmente, o lutador vai sair em busca de proporcionar à sua filha o mínimo que um pai deve oferecer. E foi nesse momento que o filme me ganhou, pois vemos a relação de Billy com a sua filha ser destruída e reconstruída novamente, numa atmosfera muito próxima a alguns casos que eu já ouvi falar da prima de uma amiga. A relação deles é das mais belas, intensas e emocionantes, e o desfecho, mesmo sendo em tese óbvio, consegue atingir o público que dificilmente ficará sem se emocionar.

O final também é bastante tradicional (comparado aos filmes deste gênero). A luta tem uma sequência muito bem produzida, é carregada de ação, de drama e de superação e ela unida a construção da relação do lutador com a filha, já faz valer assistir ao filme. Nocaute não deixa de ser um tradicional filme de boxe que possui luta e superação. Mas por ser carregado no drama e com atuações tocantes, tornou-se um dos filmes interessantes da minha lista (classificado entre aqueles que possuem como tema os ringues de luta), que merece ser indicado.

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No inicio desse ano eu já tinha caído de amores pelx Liniker, cantorx super talentosx, que se considera sem gênero e arrasa por aí com a voz rouca, toda uma malemolência, de brincão, barba, batom vermelho e um sorriso encantador <3

Eis que há dois dias um amigo (valeu, Lobo!) me apresenta mais uma bela pérola da música brasileira que também traz a tona debates sobre identidade de gênero, diversidade e originalidade musical: Jaloo, um cantor, DJ e produtor paraense que é pura criatividade em som, cores e movimento! Nos comentários de um dos vídeos dele alguém disse que “se Björk tivesse nascido no Pará”, seria Jaloo e eu acho que não é exagero.

índio meRmo, maninhos!

Ele remixou diversas músicas antes de lançar um álbum, inclusive a “Oblivion”, da Grimes e ainda ganhou elogios da rainha dos esquisitinhos. Nessas vivências como DJ e produtor, conseguiu criar um som original misturando muito sintetizador, indie pop, um pouco de tecnobrega (raízes paraenses, né minha gente! Escutem “Pa-Parará” pra perceber melhor) e ainda arrisco dizer que se você fechar os olhos, lembrará da voz do Caetano quando jovem. As letras praticamente autobiográficas, logo grudam na mente, tanto contando histórias de amor (a linda e triste “Last Dance”) quanto mandando convites pra se jogar (“Vem”!).

Não satisfeito, ainda cria clipes maravilhosos cheios de cores, psicodelia (imaginem se um dia ele faz algum collab com a FKA Twigs?!), como se tivessem saído diretamente de milhares de imagens e gifs do Tumblr. Mas, melhor do que ler uma descrição, vejam vocês mesmos a dica de clipe e música que em dois tempos também estarão cantarolando:

São bons tempos de criatividade musical brasileira, sucesso pro Jaloo, virei fã! O álbum #1, lançado ano passado, já está disponível no Spotify. Escutem e venham aqui contar o que acharam :) baygos!

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1 de julho de 2016

Junho já acabou mas nós sabemos que você não foi convidado pra tantas festas juninas quanto gostaria. No Brasil  tudo atrasa -ou se prolonga- então os convites para festas juLinas já já surgirão e você, é claro, passou mais um ano sem comprar uma camisa xadrez nova e não sabe o que usar. Mas, CALMA! Estamos aqui pra isso!

Dica 1: bora esquecer um pouco o xadrez? Tá mais batido que carro de cego! Existem outras estampas no mundo! E qualquer  estampa colorida remete à festa junina. Tem estampas florais, estampas de doces, bandeirinhas, triangulos, beijinhos. Basta que o tamanho dos padrões seja pequeno! Se combinar com um cintinho em tom terra é sucesso na certa.

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Não tem nada florido no guarda-roupa? OK! Então vamos aos DIY para transformar aquelas peças de roupa que você JÁ TEM em casa em looks juninos. Você só vai precisar comprar retalhos de chita (tecido super baratinho) ou qualquer outro tecido com estampas coloridas, além de ter que usar tesoura e cola pra tecido (caso não saiba costurar);

1 – Faça um molde imitando rendado e recorte uma tira inteira de tecido seguindo esse padrão, deixando uma margem de 4 dedos na parte de cima;
2 – Cole a parte de cima por dentro da saia, aplicando a cola para tecido de modo a barra ficar com o efeito rendado mas sem aparecer a ponta de cima nem danificar a saia por fora;

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3 – Recorte duas tiras de tecido iguais de 4 dedos de largura cada para criar suspensórios. Você pode costurar 2 botões na frente e 2 botões atrás da saia e fazer pequenas aberturas nas pontas dos suspensórios para abotoá-los à saia e deixar o look mais seguro! (não fiz isso porque não deu tempo! hahahah)

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Observem que a paleta de cores desse look inclui um salmão (que em mim pareceu nude hahaha) e cor de vinho. Funcionaram como background já que o destaque foi todo para a estampa colorida! A mistura de cropped + suspensórios é uma aposta menos convencional mas que fica bem junina! Viu que dá pra usar peças neutras e lisas do seu armário, né?

Além dos croppeds, outra tendência que pode ser explorada é o all jeans. Na verdade a ideia é usar peças do seu armário com cores neutras ou que harmonizem bem com as estampas que você vai usar. E jeans não tem erro, né? Tudo combina com jeans!

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Aplicar retalhos em calças não é novidade mas é bem prático. Além de espalhar retalhos pela calça, grudei nas regiões dos bolsos. A cola pra tecido não danifica tanto, dá para tirar os retalhos depois, mas se você não quiser nenhuma marquinha no seu jeans a dica é costurar. Nem que seja fazer um ponto com linha e agulha em cada ponta do retalho.

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Além da calça, poderia ter colado retalhos nos bolsos da camisa! Mas optei por fazer uma gravata borboleta (ou laço, como queiram interpretar! hahaha). Também poderia ter feito uma faixa de cabelo, tranquilamente, mas esse conceito de roupa pode ser adaptado para um visual masculino, então preferi não incluir muitos acessórios!

Agora vou mostrar os looks no geral só porque amei essas fotos tiradas pela linda da Indiara Gomes que fazem parte de uma matéria pro G1 AM sobre dicas de look pra festas juninas. Para ler a matérias e minhas dicas na íntegra é só clicar aqui.

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Olha a cobraaaaaaaaa! ÊEEEEEEE! É mentiraaaaaa…. pera, conheço aquela ali! É verdade!

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Espero que tenham curtido as dicas! Se você odiou tudo, achou brega e quer me bater por ter perdido tempo lendo esse post PERALÁ! Não precisa fazer nada disso, bastar comprar uns fitilhos coloridos, fazer umas tranças embutidas com eles ou apenas amarrar como laço em rabos de cabelo ou nas clássicas 2 trancinhas de caipira.

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30 de junho de 2016

Eu já vinha há tempos querendo escrever sobre um dos meus filmes preferidos e, aproveitando o convite das meninas do Chá para escrever novamente para o #quintacult , aliei vontade e inspiração para as dicas de hoje. A inspiração veio do comercial da Heineken que questiona o público sobre o fato de que as mulheres também podem gostar de futebol, (pode ser visto aqui) então as dicas de filmes essa #quintacult levantam um questionamento similar: Já pensou que as mulheres também podem gostar de filmes de luta?

Respondendo essa pergunta, eu, uma mulher, indicarei para vocês dois filmes que simplesmente adoro e que tem a luta (mais especificamente o boxe) como tema.

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O primeiro filme que indico é um grande clássico do gênero: Rocky – Um Lutador, de 1976, que foi o primeiro de uma série de seis filmes protagonizados pelo personagem Rocky Balboa. Os demais são Rocky 2 (1979), Rocky 3 (1982), Rocky 4 (1985), Rocky 5 (1990) e Rocky Balboa (2006). No entanto, pretendo convencê-los a assistir apenas ao primeiro filme (porque este, com certeza, fará com que vejam todos os outros). A história por trás de “Rocky: um lutador” é simplesmente fantástica (principalmente para entendermos o porquê de Silvester Stallone ser o protagonista da série), mas sem me ater aos detalhes por detrás das câmeras, a história do filme é o que realmente me encanta.

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Com um orçamento apertado perceptível, o filme realmente consegue contar uma história humana. É impossível assisti-lo e não ficar tocado. Não é um filme sobre boxe apenas, nem tão pouco um filme de grandes feitos, é um filme de pessoas normais, e acredito ser essa a fórmula ideal do filme: a identificação. Por isso, apesar de ser um filme de boxe, que contem (óbvio) excelentes lutas, a história atinge várias esferas. Rocky (Silvester Stallone) é um cara de origem humilde, que vive numa pobre Philadélfia, trabalha para um agiota e luta boxe no resto do tempo, e que por mais que goste de lutar e viva em um ambiente propenso a violência, é um sujeito de grande coração (awn <3).
Stallone criou um personagem rude porém sensível, onde todo mundo poderia se identificar de alguma forma. Rocky Balboa tem um amigo com dificuldades com o álcool, Paulie (Burt Young),  que o ajuda a ~ficar com sua irmã, Adrian (Talia Shire) (pq amigo que é amigo também é cupido, não é mesmo, rs!), que tem muitas dificuldades com sua timidez.

Os personagens secundários são de extrema importância para o desenvolvimento do protagonista, todos possuem relevância dentro da trama, influenciando diretamente a vida do protagonista.

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No decorrer da história, Rocky tem a chance de lutar com Apollo Creed (Carl Weathers) o campeão mundial dos pesos pesados, que na verdade quer dar um golpe publicitário lutando com um amador para ter uma vitória certa e fácil. O que sai diferente do que ele espera é o fato de Rocky decidir treinar de verdade e de modo intensivo com o ex-lutador Mickey Goldmill (Burgess Meredith), apenas com o objetivo de terminar a luta sem ser nocauteado pelo campeão.

FILMBILD / T: Rocky / Rocky D: Sylvester Stallone, Burgess Meredith R: John G. Avildsen P: USA J: 1976 DA:- Jadis BildID: 424185 Filmstill // HANDOUT / EDITORIAL USE ONLY! / Please note: Fees charged by the agency are for the agencyÃs services only, and do not, nor are they intended to, convey to the user any ownership of Copyright or License in the material. The agency does not claim any ownership including but not limited to Copyright or License in the attached material. By publishing this material you expressly agree to indemnify and to hold the agency and its directors, shareholders and employees harmless from any loss, claims, damages, demands, expenses (including legal fees), or any causes of action or allegation against the agency arising out of or connected in any way with publication of the material.

O treino intensivo, a dedicação, o esforço e a persistência do personagem dá a história um rumo totalmente inesperado e nos traz o ponto alto do filme: a última luta, sendo ela o clímax, onde é gerada toda a expectativa ao redor de Rocky. E é exatamente ao fim da grande luta que é exposto o que faz (na minha opinião) o personagem ser tão interessante, o fato de pouco importar quem ganha ou perde a luta, pois no momento final o destaque é a satisfação pessoal do personagem que se sente completo por ter conseguido os objetivos que buscava e por ter vivido aquilo que ele almejava para si mesmo.

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É por isso que “Rocky: Um lutador” ocupa o topo da minha lista de melhores filmes da vida, pois mesmo sendo um filme de boxe, aborda temas pessoais, com destaque para as discussões entre Rocky e seu técnico Mickey (Burgess Meredith), assim como os momentos românticos entre Stalonne e Talia, ambos em grande atuação.

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De maneira quase unanime, nas críticas que li sobre o filme, Rocky é sempre lembrado por ser um símbolo de superação e determinação. Mas, seguindo a linha chata e “diferentona”, ao contrário do que a maioria pensa, acredito que não deve ser resumido somente a essa fama. Ao se olhar mais de perto, ele é um personagem mais complexo, que sempre travou sua maior luta internamente. Ao mesmo tempo em que não mede esforços em busca de um objetivo, também vive à deriva, sem ter tido sucesso em nada do que fez. Erram aqueles que dizem ser um filme sobre superação, motivação, ânimo e amor. Sim! Amor! <3 À vida, ao esporte e a Adrian, sem necessariamente envolver luta. “Rocky – Um Lutador” levou 3 estatuetas do Oscar:  Melhor Filme, Melhor Diretor (John G. Avildsen), Melhor Edição. E confesso, para mim é SIM um filme de luta, de boxe, com conteúdo. É o meu tipo de filme, que tenho que tirar o chapéu, indicar e dizer: Filmaço!

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Olá mamães e simpatizanres (rs)! O post demorou mas chegou! Tive algumas mudanças na minha vida que me impediram de dedicar-me ao blog mês passado mas o post desse mês é especial pois foi um pedido de mães amigas.

Introdução alimentar. Essas duas palavrinhas nos fazem ter alegria, dúvidas, medos, receios….e por causa disso resolvi procurar quem realmente entende do assunto para falar um pouquinho sobre esse tema que merece muito estudo e atenção das famílias que possuem bebês. Convidei as nutricionistas Renata Dantas e Camila Cyrino que são especializadas na área infantil e fazem parte da equipe Lápis de Maçã – que é um projeto envolvendo cursos e palestras para famílias com bebês e crianças sobre educação nutricional – para responder questões que um dia foram minhas e que tenho certeza que HOJE são de muitas mães e pais.

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1 – A introdução alimentar dos tempos dos nossos pais aos dias de hoje mudou muito. Quais são as principais diferenças, por exemplo dos anos 90 para cá?

A principal diferença está na abordagem da introdução alimentar e na confiança no bebê. Antigamente o bebê era um ser passivo, que “precisava” consumir as papinhas, uma vez que a recomendação na época era iniciar a introdução alimentar aos 4 meses, quando a criança ainda não tem desenvolvimento suficiente para ser ativo no processo, e por isso as refeições muitas vezes eram trituradas ou liquidificadas e até oferecidas na mamadeira, prejudicando a amamentação e colocando o risco do desmame precoce. Além disso, a cultura do suco era bastante presente. Embora não seja mais a recomendação, isso ainda acontece com uma certa frequência, infelizmente. Hoje a recomendação é que a introdução alimentar deve ser iniciada após 6 meses de aleitamento materno exclusivo, baseada na alimentação responsiva, em que o bebê é respeitado e ativo no processo da sua alimentação.

2 – O que é o método BLW?

O BLW é uma abordagem da introdução alimentar focada principalmente na autonomia do bebê. Vem de baby-led weaning, onde o bebê guia a própria alimentação. A função do adulto é ser mediador e supervisor, além de oferecer os alimentos da forma adequada. O restante, quem faz é o bebê. O BLW utiliza os alimentos sólidos pois é a maneira que o bebê consegue agarrar o alimentos para levar à boca, dando grande autonomia no processo. O bebê é colocado a conhecer diferentes cores e texturas, escolher dentre as opções oferecidas o que vai consumir primeiro, além de ter a oportunidade de desenvolver a mastigação desde o início, um item fundamental no processo alimentar. Vale lembrar que não é deixar o bebê comendo sozinho e ir fazer outras coisas, é necessária supervisão sempre.

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3 – Sabemos que as pessoas costumam alimentar seus bebês de acordo com o que o vizinho, o amigo, o parente falou com o discurso “Meu filho comeu e não morreu, então pode dar”. Por que é perigoso propagar essa ideia?

Primeiro porque a ideia é formar indivíduos saudáveis, não sobreviventes. As recomendações profissionais quanto à alimentação infantil são baseadas em estudos e evidências científicas, difundidas por instituições como a Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria, o que dá segurança para serem propostas. Segundo que quando se fala em prevenção, se fala em redução dos riscos: riscos de desenvolver obesidade, diabetes e hipertensão no futuro, riscos no desenvolvimento de alergias e intolerâncias alimentares, riscos de formação de hábitos alimentares prejudiciais. Se o início da alimentação for feito de forma correta, diminuímos estes riscos e temos maior chance de formar indivíduos com qualidade de vida e saúde plena. É importante buscar informações sempre com profissionais habilitados e atualizados.

4- Que alimentos o bebê menor de 1 ano NÃO pode consumir e por quê?

Os alimentos não recomendados no primeiro ano de vida estão ligados ao paladar que está em formação, aos hábitos alimentares, risco de contaminação e ao risco de desenvolver alergias, uma vez que o trato gastrointestinal do bebê ainda está imaturo e pode facilitar a passagem de substâncias no intestino às quais pode haver alguma reação do organismo. Entre os alimentos não recomendados para os menores de 1 ano estão: leite de vaca e seus derivados, açúcar (de qualquer tipo e qualquer alimento que o contenha), sementes oleaginosas, alimentos ultraprocessados (prontos para consumo), frutos do mar, mel, sucos, chás e água de coco, conservas, embutidos e enlatados. A alimentação deve ser o mais natural possível.

5 – Quando inicia a introdução alimentar, como fica a amamentação?

A amamentação continuará em livre demanda, sempre. O leite materno é o principal alimento do bebê no primeiro ano de vida, sendo exclusivo até os 6 meses e recomendado até os 2 anos ou mais. A introdução alimentar é um processo contínuo, não é um momento. É quando o bebê começará a conhecer outros alimentos além do leite materno. A alimentação é complementar, ou seja, ela é adicional ao leite materno, e não substituta.

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6 – Quais benefícios da introdução alimentar manejada de maneira correta?

Os benefícios estão relacionados sobretudo à formação dos hábitos alimentares saudáveis, que o indivíduo leva para a vida inteira, o que influenciará diretamente a sua saúde, como comentado anteriormente. A introdução alimentar faz parte dos primeiros 1000 dias de uma pessoa (270 dias da gestação + primeiros 2 anos de vida), os quais há evidências, se conduzidos de maneira adequada, de serem determinantes para maior desenvolvimento cognitivo, motor e sócio-emocional, maior performance escolar e proteção contra obesidade e doenças não-transmissíveis como hipertensão e diabetes, não sendo possível essa intervenção tão eficaz em qualquer outro momento da vida.

Ou seja pessoal, introdução alimentar é assunto SÉRIO, não podemos dar ouvidos a quem não seja da área de nutrição ou pediatria. Nada de enfiar leite ninho na mamadeira de bebê pois contém leite de vaca viu! Nada de fazer ~receitinha que a vizinha ensinou sem falar com o pediatra. Os benefícios de uma boa alimentação pro bebê refletirão na vida toda.

Se quiser saber mais sobre os cursos e palestras da Lápis de Maçã, clica aqui e dá uma olhada na página delas. Deixarei também: instagram @lapisdemaca e o WhatsApp: 81009416.

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20 de junho de 2016

Já tem um tempo que venho sentindo um desgaste e até porque não dizer, “nojinho” de boa parte das redes sociais.

“Mas como assim Maiara, tu tens um blog e enjoou da internet?! Comassiimmm?!”

Não é que eu tenha enjoado da Internet (nunca! eu amo esse mundão virtual de meudeus hahahaha), mas me sinto saturada de super exposição de tudo, todos a qualquer instante. E percebi que não estou só nesse sentimento! Conversando com amigos e conhecidos, descobri que tem mais pessoas cometendo “pequenos suicídios virtuais”. Trocando em miúdos: deletando conta de instagram, snapchat, facebook, whatsapp eternamente no silencioso e/ou saindo dos 1029391628376 grupos (tenho certeza que você também já quis fazer #aloka e sair de vários deles sem nem dizer tchau!).

Fui perguntar os motivos e eles foram diversos. Muita gente se desgastou demais com amigos, conhecidos e familiares nos últimos meses por conta das opiniões e divergências políticas, outros cansaram das enxurradas de fotos documentando cada instante da vida alheia, uma selfie atrás de outra, avalanche de propagandas, links e mais links de notícias (e quando você pára pra ver, sua barra de rolagem já nem existe mais!), a cada momento algo novo pra ver, ler e comentar.

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Até uns 15 anos atrás o mundo da internet era uma mina de ouro. As informações estavam lá mas você precisava “cavar”, passar horas “catando” os melhores links pra baixar músicas, descobrir na base da tentativa e erro quais os melhores fóruns sobre determinado assunto, o Google ainda não te entregava à distância de um clique milhares de links disponíveis sobre a mesma coisa. Era ralado conseguir informações (e verídicas) sobre qualquer coisa. O máximo de interação com outros ~internautas~ (noooossa, revelando os termos virtuais pré históricos! E de quebra, minha idade) era por meio do ICQ (sdds barulhinhos irritantes), mIRC (sdds “oi, quer tc?” “espera só mais 20 minutos, tá carregando a foto”, chat do UOL (meu deus…o horror hahahahaha), fóruns e blogs (olhem que incrível, se fazia amizades comentando loucamente nos blogs Brasil/mundo afora!).

Não havia celular com câmera, mas quando as câmeras digitais começaram a se popularizar, logo uma rede social virou mania, já dando a dica de que gostamos mesmo de exibir nosso cotidiano pra geral: Fotolog! Quem nunca postou aquela foto estourada de flash com texto de música mais uma frase de indiretinha pra quem quer que seja? Depois veio o Youtube, Orkut, Facebook e o resto é história, ficamos cada vez mais viciados em acompanhar a vida dos outros e receber informações (relevantes ou não) a cada minuto do dia. Há estudos apontando que 93% do tempo conectado é gasto no Facebook. E no Brasil a média de tempo conectado passa de 27 horas por mês, a maior média da América latina (nada pra se orgulhar, galere).

A questão é que chega uma hora que você tá exausto, mau humorado, “de bode” de interagir online e nem sabe direito porque. Amigo(a), você só está cansado também, saturado de tanta notificação. Geralmente o primeiro ímpeto é o do “já chega, vou deletar todas as contas e sumir!”

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Mas isto não funciona tão bem em um mundo onde a internet é essencial, principalmente para assuntos acadêmicos e/ou profissionais, além das relações pessoais. Se você resolver cometer “suicídio virtual”, é capaz que retorne dentro de alguns meses, mesmo que a contragosto, por necessidade. Então como que faz esse tal detox?! Tenho algumas dicas, de coisas que passei a fazer e outras que li/ouvi sobre os processos de detox alheios.

  1. Silencie todos os grupos por um ano – Essa não é irreversível caso você se arrependa ou precise estar atento a algo de trabalho, por exemplo. Então vai lá e silencia sem dó! Tenha disciplina e só leia quando estiver em tempo livre e o que você considerar relevante.
  2. Substitua o feed do Facebook por mensagens motivacionais e lembretes com o Feed eradicator  – ok, essa pode ser bem radical, mas funciona pra quem abre a rede social “só pra ver as notícias” e 3 horas depois ainda tá olhando o feed (você ainda pode ver as notificações, páginas, tudo normal, mas terá que buscar sobre o assunto ou pessoa que lhe interesse). Faça isso e veja como seu tempo vai render e você terá mais assuntos quando vir seus amigos pessoalmente!
  3. Desative o chat do Facebook – Isso não impede que falem com você ou que você converse com os outros, você apenas não aparecerá mais disponível sempre que fizer login, de forma que só as pessoas que realmente queiram/precisem falar com você irão mandar mensagem. Fim da conversa fiada!
  4. Veja seu Instagram/Snapchat só e somente em horário ~realmente~ livre – sim, eu sei que são redes sociais feitas para acompanhar em ”tempo real”, mas justamente por isso elas roubam um tempo precioso do seu dia. Você vai lá ver “só uma fotinha” e acaba passando horas e horas curtindo fotos, adicionando mais perfis interessantes e lá se foi o dia (por isso mesmo eu deixei de usar o Tumblr, apesar de amar muito! Eu não fazia mais nada além de curtir e dar reblog).

No fim das contas é tudo questão de disciplina, organização e bom senso sobre o quê você vai consumir de informação, quem você vai adicionar (se no seu feed não há nada que preste, não é culpa do Mark) e que momento do seu dia é interessante/útil se manter conectado. Conseguindo por isso em prática minimante, se dê um belo parabéns por ter seu tempo de volta! 😀

PS: não fiquem chateados por eu interagir pouco em redes sociais, não dei block e nem unfollow em ninguém, só estou aproveitando melhor a vida offline <3

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O Dia dos Namorados está chegando mas as contas do mês chegaram antes e a situação econômica não está favorável para quase ninguém! Uma boa hora pra investir em criatividade e dar um presente feito por você! Ele será único, cheio de amor e mais econômico, né? Vamos mostrar uma sugestão mas, antes, confira a lista dos materiais necessários aqui embaixo:

1- Materiais

Eles são bem baratinhos e você encontra em qualquer armarinho ou livraria:

  • Tela para pintura R$4,50;
  • Linha de meada para bordado R$ 2,35;
  • Agulha R$2,00 (pacote com 10 unidades);
  • Tesoura (não tenho dúvidas que você tem uma em casa né? haha);
  • Impressão do desenho R$ 1,00.

Totalizando R$ 8,85! Mas vale emprestar a agulha da mãe e imprimir em casa que sai mais em conta ainda.

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2 – Traço do Bordado

Você pode fazer de duas maneiras, uma é passando o desenho para a tela com papel carbono (fica mais fácil) ou recortando o desenho bem rente ao traço e colando na tela com uma fita adesiva. Esse recorte vai facilitar rasgar o papel depois da costura.

3 – Bordando

A linha de meada é composta por várias linhas fininhas. Não precisa desmanchar porque quanto mais grossa a linha for, mais bonito fica. Coloque a linha na agulha e dê um nozinho em uma das pontas. Passe através da tela de traz para frente, fazendo o primeiro ponto. Agora é só lembrar da infância e ir ligando os pontos haha! Para finalizar é só dá um outro nozinho atrás e está pronto!

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Vai dizer que  não é uma opção ótima?! E ainda dá para personalizar colocando os nomes ou me + you com uma tipografia retinha, que vai ficar lindo! Coloque a criatividade para funcionar e espalhe seu amor por aí.

Ah Mari, mas eu gostei desse desenho! Não tem problema, você pode baixar clicando aqui embaixo e imprimir tranquilamente, pois ele está em tamanho A4 e cabe direitinho em uma tela de 20×25.

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Agora é só embalar bem bonito, escrever um bilhete bem fofo e presentear que você ama! <3

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São tempos difíceis para a economia, não dá para negar. Nessas horas toda ajuda para conter despesas ou fazer apostas inteligentes no uso do dinheiro são bem-vindas, né? Por isso resolvemos dividir com vocês o que nós fazemos para economizar, especialmente as coisas que realmente funcionaram e ajudaram a cada uma.

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Dicas da Nâna
Sou uma gastadora compulsiva, adoro comprar roupas, viajar e sair no fim de semana então é bem recorrente meu salário acabar antes do mês. Se você se identificou com isso, talvez algumas das minhas dicas te sirva:

1 –  App de controle de gastos
Tem vários tipos e versões para android e IOs de aplicativos para gerenciar sua economia. Atualmente estou usando o “My Wallet”(IOs) mas já usei o “Controle de gastos” (android). Registro tudo que recebo e tudo que gasto por categoria e dia e assim dá pra ver a porcentagem de dinheiro que gasto com contas, bares, compras etc e ter noção se gastei com muita coisa desnecessária em um mês, pra evitar no próximo.

2 – Não aumento o limite do cartão
Quando fiz meu cartão de crédito eu era universitária e botaram o limite mínimo. Nunca aumentei esse limite. Isso me impede de fazer grandes compras parceladas pelo meu cartão, mas também impede que eu gaste mais do que devo ao mês! O ideal seria o limite do seu cartão deveria ser a metade que sobrar do seu salário (descontando as suas contas fixas). Uma alternativa que uso em caso de grandes compras como passagem é usar o cartão de outra pessoa (e pagar as parcelas direitinho a ela, claro!) ou comprar no boleto em agência de viagem.

3 – Investir ou ter uma conta poupança
Dinheiro na mão é vendaval. Quando me pagam por freelas ou recebo granas extras, coloco correndo na conta poupança que não movimento. Se ficar na conta corrente ou em espécie na minha mão: já era! Graças a isso consegui juntar uma graninha e pude investir em LCI (letras de crédito imobiliário) no Banco do Brasil. Você pode investir valores a partir de R$1.000,00 e o rendimento anual é MUITO maior que na poupança. Se tá na poupança não tenho acesso no débito/crédito = não gasto! Se tá investido, não movimento = e rende!).

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Dicas da Mai

Não sou gastadora compulsiva, pelo contrário, penso e penso no que quero comprar, vejo como está a situação e aí sim faço minhas dívidas (hahah!). No entanto, prefiro gastar com coisas que eu sinta valer a pena ou então algo que eu queira muito (livros e/ou alguma coisa de maquiagem) e pra isso são necessárias algumas medidas:

4 – Pague em dinheiro

Tudo que lhe for possível pagar à vista, pague! Se livre do hábito de parcelar tudo, encher a fatura do cartão de pequenas despesas e “seja o que Deus quiser no próximo mês”. Quando você paga as coisas em dinheiro, vê a conta/carteira esvaziando e se contém mais nos gastos.

5 – Separe o dinheiro da poupança

Assim que receber, separe a quantia que quer guardar, pois se deixar pra guardar apenas o que sobrar no fim do mês, mal e mal você terá moedinhas no bolso!

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Dicas da Mari

Eu sou uma mistura dessas duas, penso, pesquiso, vejo se dar para comprar mas acabo não comprando. Mas se você me chamar para comer pode ter certeza que não penso duas vezes para aceitar. Depois de ver quando eu gastava em saídas para comer com a justificativa “ah! é comida!” ou “eu trabalho tanto, acho que mereço um bom restaurante” resolvi dividir minha renda com essas duas dicas:

6 – Método do envelope

Ele é bem simples, como o nome mesmo diz você precisa de envelopes (eu uso bolsinhas haha) para cada tipo de gasto que você tem. No meu caso separei em alimentação, transporte, lazer e compras do mês (shampoo, sabonete, creme dental, etc), depois de pagar as contas fixas do mês vejo o restante e estipulo um valor x para cada categoria. Depois disso eu tenho a missão de utilizar somente aquele valor para cada coisa, assim faz com que eu evite gastar demais em um e de menos em outra.

7 – Consumo consciente

Isso não significa parar de consumir, mas sim em investir em produtos de qualidade. Isso vale para todas as áreas da vida, desde roupas, cosméticos e até material de limpeza. Você pode atá pagar mais caro a priore, mas economiza em a longo prazo porque não precisa ficar comprando sempre e a ainda ajuda o meio ambiente produzindo menos lixo.

Clica aqui, que tem um post falando sobre o consumo consciente na moda.

Eai, gostou das dicas? Tem mais alguma que você usa e super dá certo? Conta para gente aqui nos comentário porque não tá fácil BRASIL!

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O ambiente em que vivemos reflete muito do que somos e quem não gosta de ter o quarto, o escritório ou casa com sua cara, não é mesmo? Nesse post reunimos 5 dicas incríveis de decoração de interiores que vai te ajudar a deixar seu cantinho lindo e aconchegante.

1 – Amplitude vale ouro!
Criar a impressão de um espaço maior é um trunfo enorme em qualquer imóvel! Pra ajudar nisso, ter espaços livres, um pé direito alto e usar truques tons claros e janelas combinadas a espelhos posicionados de modo a refleti-las são algumas das dicas retiradas daqui e que, visivelmente, funcionam! |

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2 – Saiba escolher as cores

Não adianta escolher cores aleatoriamente por preferência pessoal. Segundo a psicodinâmica das cores cada uma delas provoca efeitos e saber combiná-las pra neutralizar ou potencializar os efeitos de umas sobre as outras é fundamental. Os arquitetos e decoradores sabem muito bem disso e dominam o círculo cromático. Vocês sabiam, por exemplo, que o violeta desse sofá foi pensado para balancear o efeito do vermelho? Essa dobradinha de cores quentes + frias é uma das dicas pra equilibrar ambientes e a sugestão veio desse post aqui.

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3 – Aproveite as paredes

Em tempos de cada vez menos espaços, aproveitar cada cm² de uma casa ou apartamento é imprescindível para deixar tudo melhor organizado e às vezes até melhor decorado! Como é o caso de paredes, que muitas vezes deixamos apenas com a pintura, sem imaginar que poderiam ser preenchidas de formas mais criativas. Olhem que interessante a ideia de pintar com tinta preta fosca a parede (e transformá-la num grande quadro negro para escrever com giz) e ainda utilizar caixotes de feira para criar uma horta vertical, identificando cada mudinha, bem útil!

Horta vertical em parede no estilo "quadro negro"

4 – Aproveite a luz natural

A luz natural além de ser essencial para saúde é um dos principais elementos da arquitetura e decoração, revelando formas, texturas e cores do ambiente. Utilizando ela de forma eficiente você consegue reduzir o consumo de energia (o mundo agradece haha) e harmonizar o cômodo pois ela deixa mais agradável, aconchegante e realça a qualidade dos materiais dos móveis e objetos de decoração. Clica aqui para ver mais dicas de como utilizar a luz natural!

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5 – Seja criativo

Em meio a crise econômica que estamos utilizar a criatividade na hora de decoração é fundamental para quem quer mudar o visual da casa sem gastar muito. Vale apostar em reforma dos móveis que você já tem, mudar as coisas de lugar, garimpar em brechós e feiras de artesanato, apostar em alternativas de iluminação. Aqui tem mais dicas de como ser criativo, economizar e deixar a casa com sua cara.

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Depois dessas dicas dá até vontade de sair redecorando a casa não é?! Todas as dicas foram retiradas do site Homify especializado em Design de Interiores, vale muito a pena dar uma conferida 😉

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[NOTA OFICIAL: esse post é um ponto de vista particular baseado numa experiência pessoal intransferível, foi autorizado pelo Ministério do TURISMO – essa parte é brincadeira- e não tem a menor pretensão de ser tomado com verdade absoluta! ]

São Paulo não é unanimidade. Tem quem ame pelas opções culturais, gastronômicas e oportunidades e tem quem odeie pelo trânsito, quantidade absurda de pessoas, violência, poluição e blábláblá outros problemas de grandes metrópoles.

Eu, nortista por parte de pai e nordestina por parte de mãe, acostumada a viajar de barco por rios cercados de árvores e visitar praias lindíssimas nas férias, nunca tive muita curiosidades pela “selva de pedra”. Conheci SP por acaso, indo a um evento da minha área que só acontece lá (Pixel Show). A 1a impressão foi ok! Curti poder usar camadas de roupa e andar de metrô mas já tinha ressalvas quanto aos paulistas por ter azar de conhecer a pedância de alguns que vieram de lá trabalhar por aqui. Isso se agravou com a infeliz coincidência de várias pessoas me darem informações erradas nessa viagem. “Eu nunca moraria aqui! Essa galera não é nada receptiva e parece que a cidade vai te engolir”, pensei.

A 2a ida à SP foi esse ano. A turnê de uma das bandas da minha adolescência (Maroon 5) viria ao Brasil e eu tinha que ir! Escolhi SP pois número de voos e promoções para lá são maiores. Cinco anos depois me hospedei nas mesmas imediações da 1a vez e São Paulo me parecia a mesma mas eu, certamente, tinha mudado! Amei de cara! Andei arrastando nossas malas pela Av. Paulista e passei por dezenas de pessoas preocupadas com suas próprias vidas enquanto eu imaginava de onde eles vinham e o que faziam. Chegamos ao Hostel e foi outro amor (repasso a indicação que me fizeram: The Hostel Paulista). Um dos muitos lugares legais e escondidos na cidade. “Quero morar aqui!”, pensei baixinho no primeiro dia.

20160316_162858Após ir à Exposição do Chaves, umas das coisas que eu “TINHA que fazer em SP!”

MITOS E VERDADES
Antes de viajar, pedi dicas do que fazer por São Paulo e quais lugares visitar, pra ter algum roteiro. Não segui nem 1/3 das dicas porque levaria uns 5 anos pra ter tempo e dinheiro pra tudo que me indicaram! São Paulo tem mesmo muitas opções culturais, culinárias e pessoas de todo tipo mas descobrimos que algumas das coisas que eu pensava eram mitos e outras verdades surgiram.

São Paulo dorme sim!
Era terça-feira à noite, percorremos a Augusta (pois “você TEM que ir lá”*) e, como não vimos nada atrativo aberto, fizemos o taxi parar em uma hamburgueria. A ideia era comer e pensar no que fazer mas o barman avisou “não acreditem nesse lance de que SP não dorme, porque dorme sim! Hoje é terça, não vai ter muita coisa aberta por aqui!”. Nos entreolhamos decepcionadas. Até pesquisamos uma outra opção de festa que funcionaria terça mas não era perto dali. Desistimos e migramos para o boteco ao lado mais tarde. (se você pensou “ah, vocês foram ao lugar errado, X, Y e Z estariam abertos”, da próxima vez me dá carona até esses lugares!!)

É. Dá pra fazer amizade!
Já ouvi, de gente que foi morar, estudar ou trabalhar lá mas está acostumado com a calorosidade manaura, o discurso de que é difícil fazer amizades em SP. Por sorte eu e minha amiga fomos criadas no Pólo Industrial de Manaus e desenvolvemos a habilidade de virar amigas de infância de quase qualquer pessoa. Ficamos amigas do barman, do garçom e da gerente do local que salvaram nossa noite! (obs: antes que nos julguem, o barman era casado e o garçom era gay, ok?! simpatia não é o mesmo que dar mole!)

Os melhores ‘paulistas’ nem são paulistas!
“Não tenho nada contra paulistas, até tenho amigos que são” hahaha mas eu sou o tipo de pessoa que gosta de conversar com o taxista, com a dona da lanchonete e com barmans e garçons. 90% dessas pessoas vieram de outras cidades! Assim como, sei lá, 70% do total das que conhecemos por lá. Achar um Paulista “legítimo” é raro! Mas as pessoas que DECIDEM viver lá com certeza contribuem e muito pro índice de simpatia, força de vontade e diversidade de São Paulo. Um cheiro pra todos os “paulistas por osmose”.

Paulistas não são uó, só tinha conhecido os errados!
Dessa vez não tenho nenhuma crítica! Todas as vezes que pedimos informação, pararam prontamente pra dar. No metrô, antes mesmo de abrirmos a boca um senhorzinho viu nossa cara de perdidas e explicou “tem que subir por aqui mesmo para chegar a tal canto!”. Dentro de um vagão lotado não tínhamos onde nos apoiar e um rapaz falou “pode segurar no meu braço pra não cair” virando nossa salvação e NÃO, não era cantada!! Era gentileza!! Quando tentávamos chegar ao apê de um amiga, um casal de meia idade nos viu paradas na rua e interviu usando a internet dos próprios celulares pra nos ajudar a achar, porque a nossa estava horrível. Enquanto tentávamos pegar um táxi à noite, um homem observou, do outro lado da rua, fez um deles parar e gritou “EI, TEM UM AQUI!”. Gente?! Quanto amor!!! (talvez nossas caras de cachorro de feira de adoção tenham nos ajudado, mas adorei o tratamento!)

Você não “tem que ir” lá, não!
Lugares que TODO MUNDO sugere podem ser ciladas. Principalmente se forem dica de turista pra turista. Sempre peça dicas de quem MORA no lugar. A Augusta, a Galeria do Rock e outros lugares “todo mundo vai” não são, nem de longe, o suprassumo que pintam. Eu fui aos dois, inclusive voltei 2x à Augusta e comprei um baby body irado pro meu sobrinho na Galeria mas certamente tem coisas mais legais e anti-tetânicas (?) pra se fazer em São Paulo. Ao menos presenciei momentos culturais como “aqui é uma casa de strip” (antes de entrar, achando ser boate) e correria porque “olha o rapa!!” com direito a polícia perseguindo camelôs.

Poderia escrever vários parágrafos sobre esse amor à segunda vista a SP mas tenho um sério compromisso com textos fáceis e gostosos de ler E/OU estou com uma preguiça enorme de revisar esse post 300 vezes, como sempre faço quando escrevo muito. O importante é registrar que dentro de São Paulo existem várias cidades que você pode filtrar pelos seus interesses e preferências então, se você já conheceu e não gostou, talvez você tenha ido aos lugares errados pra você. Tenta de novo! Eu, agora que amo, tô aceitando vaga de emprego, proposta de casamento ou qualquer coisa que me garanta permanência em SP! Devolve meu coração, cidade!!!

 

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