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12 de agosto de 2016

Nesse fim de semana de dia dos pais, além de dar um bom abraço e um presentinho, que tal aproveitarem para sair com a família? Felizmente Manaus tem crescido mais em boas opções de lazer e reunimos aqui 3 dicas de eventos para aproveitar com os paizões <3

 

Festival das flores de Holambra

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foto: divulgação

Se seu pai adora plantinhas e/ou cuidar do jardim, leve ele neste festival! Haverá venda de bonsais, suculentas além das plantas ornamentais, todas a partir de R$ 5,50. Também terá shows no fim de semana, área de gastronomia e estacionamento disponível.

 

Quando: 11 a 28 de agosto

Horário: 9 às 21hs

Onde: Praça da Saudade (Centro)

 

Festival Bon-odori

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Você e seu pai gostam de comida japonesa? Nesse sábado vai ter o tradicional festival Bon odori, na escola de japonês Nippaku, com apresentações de dança e pratos típicos japoneses.

Quando: 13 de agosto

Horário: 19 às 23hs

Onde: Nippaku (Rua Teresina, Adrianópolis)

 

1º Feira do Paço

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foto: divulgação/Instituto Amazônia

 

Até o final deste ano haverá Feira no Paço no segundo domingo de cada mês, iniciando agora em agosto 😀 e terá atrações musicais, barraquinhas com boas comidas, teatro, sebo de livros e vinis, artesanato, onde inclusive a Mari aqui do chá estará no stand da @lamanfarita, com bolsas e acessórios lindinhos feitos com muito amor! <3

Quando: 14 de agosto

Horário: a partir das 16h

Onde: Praça Dom Pedro (em frente ao Paço Municipal, Centro)

 

Além desses eventos, tem o Degusta+, que já detalhamos neste post aqui e também promete ser ótimo :)

Bons passeios e feliz dia dos pais!

 





Nós amamos o boom de feiras gastronômicas e culturais que está acontecendo em Manaus, mas vamos combinar uma coisa: a maioria dos eventos voltados pra gastronomia reúne sempre os mesmos restaurantes já consolidados da cidade e não trazem muita novidade pro público em geral. Esse foi o principal motivo de ficarmos super empolgadas com a novidade que, muitos já devem estar sabendo, mas vamos anunciar aqui!
O blog Amais Amenos, em parceria com o Cardume Coworking e a Neotrends, vai realizar nos dias 13 e 14 de agosto a primeira edição (tomara que de muitas!) do Degusta+, uma nova opção de feira gastronômica em Manaus. E, olhem só: o evento é destinado a micro e pequenos empresários do setor de alimentos que normalmente NÃO encontram espaço nas grandes feiras para mostrar seus produtos, e vai atender a um público que curte experimentar novos sabores, por ótimos preços.
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Serão por volta de 12 expositores no Degusta+, com pratos vendidos a R$15, no máximo!(<3) E não vai faltar variedade, pois soubemos que não haverão expositores de especialidades repetidas. Preparem-se pra encontrar desde comida árabe até o tradicional dindin de frutas, passando por cupcakes, sanduíches, comida mexicana e opções sem glúten/sem lactose, que é outra coisa bem bacana pra quem tem restrição alimentar e, normalmente, não encontra opções em Manaus.

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“A ideia é que seja um evento mais intimista e com público menor que a maioria das feiras gastronômicas realizadas na cidade, onde as pessoas se sintam à vontade para levar os amigos, a família e aproveitar uma noite bem agradável”,
explica Karen Mabel, do blog AmaisAmenos.
Também limitamos o preço para que as opções fossem mais populares e todos possam provar o maior número de pratos possível”.
Outras coisas legais sobre o evento é que o Degusta+ oferecerá Espaço Kids, estacionamento livre e atrações musicais. O evento será na sede do Cardume Cowroking, localizada no Conjunto Tiradentes, Aleixo, nos dias 12 e 13/08, das 16h às 22h. E, ah: a entrada é franca! Quem vamos?!





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5 de agosto de 2016

Aqui vai um post de muita crítica à sociedade brasileira, principalmente ao modelo do nosso mercado de trabalho e legislação a respeito da maternidade & famílias. Todos que acompanham essa tag #maedeprimeiraviagem estão cansados de ler que “depois que virei mãe minha vida mudou”, mas devo repetir. Até minha forma de pensar e decidir mudou. Bem, com o passar dos meses eu me vi em um dilema sem saída: ou voltava ao mercado de trabalho e deixava meu filho com uma desconhecida (a que chamam de babá) ou o colocaria numa creche, aos 6 meses.

Foi por “culpa” da introdução alimentar do Bernardo que eu repensei toda minha carreira. Não, eu não vou abandonar nada não, e sim adiar! Aos seis meses se inicia o processo de introdução alimentar dos bebês após a amamentação exclusiva (já fiz um post aqui sobre isso). Esse processo requer muita atenção, carinho e aprendizado por parte dos pais, afinal um bebê só deve comer o mais natural possível, nada de condimentos, temperos, açúcar e sal. Aprendi, então quem faz toda a comida do meu filho sou eu, do meu jeito e, claro, respaldada por nutricionistas e a pediatra.o-WORKING-MOM-facebook

Isso me fez refletir. É justamente nessa fase importantíssima que acabam as licenças-maternidades (no mercado privado as licenças são ainda mais curtas, e a licença paterna não vou nem comentar por ser vergonhosa) e as mães precisam deixar seus filhos com alguém, para voltar ao trabalho. Logo, outra pessoa vai acompanhar de perto seu bebê começar a sentar, chorar com a vinda do primeiro dentinho, dar a comidinha pra ele etc. São momentos preciosos e que só acontecem: 1 vez.

Muitas pessoas podem pensar “nossa que exagero, os bebês são adaptáveis”. Não é exagero, é só procurarmos as diversas pesquisas científicas a respeito da importância da presença dos pais na primeira infância dos filhos (0 – 2 anos). A primeira infância é o estágio onde as mudanças ocorrem mais rapidamente e o bebê precisa perceber que é amado, que tem atenção. Vocês por um acaso já assistiram o documentário Do começo da vida ? Assistam, tem no Netflix.mom-leaving-baby-with-sitter

O que me preocupa é que cada vez mais cedo se colocam bebês em creches ou os deixam com babás cortando vínculos muito frágeis que deveriam ser fortalecidos. Quem conhece a história da babá que é mais respeitada pela criança do que a mãe?

Eu compreendo que muitas mulheres são literalmente sozinhas e tem que se virar para sustentar a casa. Isso é horrível. E exatamente por isso que critico nossa legislação. Ou a mãe volta a trabalhar ou o filho passa fome. O bebê não passa fome mas não cria os laços necessários com a mãe. Esses bebês crescem e se tornam adultos inseguros. Dentre outros exemplos. Em outros casos a opção é da própria mãe de voltar a trabalhar mais cedo.

Tenho inveja das famílias de países nórdicos. As licenças são para A M B O S (pai e mãe) e a média de duração é 1 ano! Um sonho. Sonho distante aqui no Brasil… e nossas famílias são assim configuradas. Como serão essas crianças no futuro? Só o tempo dirá.

 

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3 de agosto de 2016

Várias garotas já me procuraram para fazer perguntas sobre ficar ruiva. Mas um tipo de questionamento em especial me deixa incomodada: o fato de algumas pensarem que NÃO PODEM ser ruivas por não serem “branquinhas”. É muito chato você gostar de uma coisa e ter que ouvir ou pensar que “isso não combina com você”, né?

Resolvi pesquisar referências de mulheres morenas e negras com cabelo ruivo e aí eu entendi tudo. QUASE NÃO EXISTEM imagens delas por aí. Você tem que procurar muito! Como essas pessoas vão se sentir representadas se quando pesquisam um tom X de ruivo só encontram mulheres caucasianas usando eles?! Não rola aquela identificação tipo “essa garota tem meu tom de pele, se nela esse ruivo ficou legal então vou testar ele!”. E isso é uma droga! Cadê a representatividade?!

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Rihanna Rainha | Paloma Bernardi | Nathalie Emmanuel (a Missandei de GoT)

Garimpei foto de famosas – não caucasianas – que já ficaram ruivas e resolvi apelar ao grupo fechado de facebook Amor Acobreado comentando meu incomodo e pedindo que as meninas negras, morenas, amarelas, verdes ou de qualquer outra cor fora brancas se manifestassem deixando fotos suas nos comentários, me autorizando a usar essas fotos como referência em um post.

A chuva de comentários foi maior do que eu esperava e a coisa MAIS BACANA foi ver, entre uma foto e outra, algumas garotas agradecendo porque agora teriam referências pra se espelhar, a troca de elogios, dicas e nomes de tintas e o espaço criado pra que ruivas fora do padrão esteriotipado pudessem compartilhar sua ruivice dentro daquele grupo. Longe de mim achar que EU fiz um favor a elas, mas com certeza ELAS fizeram um favor enorme a VÁRIAS outras garotas que ao procurarem referência de cabelos ruivos poderá, a partir de agora, encontrar nesse post uma paleta com muito mais diversidade.

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Aqui estão algumas das moças que resolveram abraçar a ruivice independente dos estigmas exclusivistas, amaram e toparam ilustrar esse post. Tive o cuidado de perguntar a numeração da tinta e o volume da ox (água oxigenada) usada por cada uma, mas algumas usaram misturas, outras henna (uma pigmentação natural) e houve as que não lembravam!

OBS: Simplesmente amo ruivas black power ou cacheadas! Foi difícil escolher quais usar aqui no post porque apareceram várias nos comentários. Olha que lindas! Cliquem na imagem pra ampliar.

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O mais legal é notar as variações de tons não só de pele mas de ruivos! Tem os castanhos acobreados, os acobreados e laranjinhas e alguns tons de vermelho. Existe um estigma de que ruivo “natural” (os acobreados) só serve para as branquinhas mas isso é MUITO relativo, viu?! Uma das moças que comentou no meu post (o feito lá no grupo que citei) deu uma dica super boa pra quem tá insegura quanto ao ruivo que fica melhor em você: colorimetria. E deixou esse link aqui de referência. Valeu, Marina Nery!

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Eu me usarei de exemplo pra demonstrar que muitas vezes a temperatura da pele influi mais do que a cor da pele em si. Sou branca e, pelo paradigma geral, eu supostamente ficaria bem “com qualquer cor de cabelo”. Mas minha pele é fria (mais pro pálida que pro branquinha de bochechas coradas) então percebam a cara de doente terminal quando fiquei platinada e como fiquei meio amarelada com o ruivo cobre super claro comparado ao mais vermelho, bem mais quente e que criou um maior contraste.

platinada ou ruiva
Essa história de que só é “natural” ruivas de pele branca é, na verdade, um mito bem preconceituoso que vai contra a própria natureza. Sim, existem pessoas de cabelos de fogo em várias etnias, isso não é uma exclusividade das “deusas celtas”, ok? Clique aqui nesse link bem elucidativo e ILUSTRADO que me indicaram. Mas, se estiverem com preguiça, apenas contemplem toda a lindeza dos cabelos ruivos da Sara Tino, outra membro do grupo Amor Acobreado que me cedeu sua imagem pra esse post.

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Espero que isso ajude outras mulheres pelo Brasil a se sentirem menos inseguras para se tornarem ruivas, se for o desejo delas! Se ainda assim ficarem em dúvida as minhas dicas são: 1 – procurar um profissional que tenha experiência em ruivos. a maioria dos salões nacionais são especializados em loiras mas se você acompanhar o instagram dos salões da sua cidade e ver postagem de mulheres que tingiram de ruivo e o resultado ficou legal, já fiquem de olho; 2 – pode começar a transição usando um tom menos radical, mais próximo ao seu natural. eu, por exemplo, comecei com um ruivo acobreado próximo ao castanho e aos poucos fui ousando mais.

Eu tenho uma série de posts aqui no blog só para ruivas que vão desde a dúvida inicial até às cores de roupa que mais combinam com cabelos de fogo e dicas de como evitar desbotamento. Procurem pela tag #sagaruiva aqui na lupinha do blog e sejam felizes.

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14 de julho de 2016

No post anterior falei sobre o filme Rocky Balboa, um dos meus preferidos na relação “mulher também curte filme de luta”. O segundo filme da lista também envolve luta e boxe, e se enquadra na minha mesma categoria de: filme com porrada e conteúdo. Carregado um pouco mais de sangue, Nocaute (2015) é protagonizado por Jake Gyllenhaal (ator de “O Abutre” – filme já indicado por mim aqui no #Quintacult).

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A performance de Jake Gyllenhaal emociona tanto quanto surpreende. O filme é considerado em algumas críticas como o Rocky do novo milênio. E a comparação entre as duas produções acaba sendo inevitável, pois assim em Rocky, o foco de Nocaute também é o boxe aliado a superação. O protagonista Billy Hope (Jake Gyllenhaal), é campeão da categoria Peso Médio Júnior dos EUA, tem um estilo brutal de lutar e possuí um golpe de esquerda que deixa seus adversários, literalmente, nocauteados. No entanto, uma tragédia (que acontece bem do estilo que eu gosto, já que alguns filmes pecam por romantizar muito o enredo) dá o tom humano a história e coloca em risco não só a carreira do protagonista, mas a relação dele com a filha. E mesmo com todo o teor dramático, o enredo se desenvolve sem nos levar a escorrer lágrimas fáceis, já que isso tornaria o filme bem piegas.

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E, por mais que superação seja uma premissa básica de quase todo longa sobre boxeadores, onde dar a volta por cima é a única saída para o lutador, Nocaute não é exceção à regra. No entanto merece meu respeito por ser uma história diferente das já contadas até hoje. Longe de superar Rocky Balboa, tem vários elementos tão excelentes quanto. As cenas de luta são perfeitas, e aqui vale destacar toda maravilha física de Jake Gyllenhaal. As lutas têm bastante sangue, olhos estourados, são bem coreografadas, e as sequências em que Billy Hope está dentro do ringue realmente impressionam. O que realmente destaca-se no filme é justamente o “a mais” tão peculiar do clássico de Balboa, o fato de que o filme não se prende somente a luta e ao boxe em si, pois a relação do personagem com a mulher Maureen, interpretada por Rachel McAdams, com o treinador Tick Wills (Forest Whitaker, brilhando mesmo em papel coadjuvante) e principalmente com sua filha Leila (Oona Laurence, de 13 anos), elevam o filme a uma categoria superior.

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Após a tragédia e destruído emocionalmente, o lutador vai sair em busca de proporcionar à sua filha o mínimo que um pai deve oferecer. E foi nesse momento que o filme me ganhou, pois vemos a relação de Billy com a sua filha ser destruída e reconstruída novamente, numa atmosfera muito próxima a alguns casos que eu já ouvi falar da prima de uma amiga. A relação deles é das mais belas, intensas e emocionantes, e o desfecho, mesmo sendo em tese óbvio, consegue atingir o público que dificilmente ficará sem se emocionar.

O final também é bastante tradicional (comparado aos filmes deste gênero). A luta tem uma sequência muito bem produzida, é carregada de ação, de drama e de superação e ela unida a construção da relação do lutador com a filha, já faz valer assistir ao filme. Nocaute não deixa de ser um tradicional filme de boxe que possui luta e superação. Mas por ser carregado no drama e com atuações tocantes, tornou-se um dos filmes interessantes da minha lista (classificado entre aqueles que possuem como tema os ringues de luta), que merece ser indicado.

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No inicio desse ano eu já tinha caído de amores pelx Liniker, cantorx super talentosx, que se considera sem gênero e arrasa por aí com a voz rouca, toda uma malemolência, de brincão, barba, batom vermelho e um sorriso encantador <3

Eis que há dois dias um amigo (valeu, Lobo!) me apresenta mais uma bela pérola da música brasileira que também traz a tona debates sobre identidade de gênero, diversidade e originalidade musical: Jaloo, um cantor, DJ e produtor paraense que é pura criatividade em som, cores e movimento! Nos comentários de um dos vídeos dele alguém disse que “se Björk tivesse nascido no Pará”, seria Jaloo e eu acho que não é exagero.

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Ele remixou diversas músicas antes de lançar um álbum, inclusive a “Oblivion”, da Grimes e ainda ganhou elogios da rainha dos esquisitinhos. Nessas vivências como DJ e produtor, conseguiu criar um som original misturando muito sintetizador, indie pop, um pouco de tecnobrega (raízes paraenses, né minha gente! Escutem “Pa-Parará” pra perceber melhor) e ainda arrisco dizer que se você fechar os olhos, lembrará da voz do Caetano quando jovem. As letras praticamente autobiográficas, logo grudam na mente, tanto contando histórias de amor (a linda e triste “Last Dance”) quanto mandando convites pra se jogar (“Vem”!).

Não satisfeito, ainda cria clipes maravilhosos cheios de cores, psicodelia (imaginem se um dia ele faz algum collab com a FKA Twigs?!), como se tivessem saído diretamente de milhares de imagens e gifs do Tumblr. Mas, melhor do que ler uma descrição, vejam vocês mesmos a dica de clipe e música que em dois tempos também estarão cantarolando:

São bons tempos de criatividade musical brasileira, sucesso pro Jaloo, virei fã! O álbum #1, lançado ano passado, já está disponível no Spotify. Escutem e venham aqui contar o que acharam :) baygos!

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1 de julho de 2016

Junho já acabou mas nós sabemos que você não foi convidado pra tantas festas juninas quanto gostaria. No Brasil  tudo atrasa -ou se prolonga- então os convites para festas juLinas já já surgirão e você, é claro, passou mais um ano sem comprar uma camisa xadrez nova e não sabe o que usar. Mas, CALMA! Estamos aqui pra isso!

Dica 1: bora esquecer um pouco o xadrez? Tá mais batido que carro de cego! Existem outras estampas no mundo! E qualquer  estampa colorida remete à festa junina. Tem estampas florais, estampas de doces, bandeirinhas, triangulos, beijinhos. Basta que o tamanho dos padrões seja pequeno! Se combinar com um cintinho em tom terra é sucesso na certa.

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Não tem nada florido no guarda-roupa? OK! Então vamos aos DIY para transformar aquelas peças de roupa que você JÁ TEM em casa em looks juninos. Você só vai precisar comprar retalhos de chita (tecido super baratinho) ou qualquer outro tecido com estampas coloridas, além de ter que usar tesoura e cola pra tecido (caso não saiba costurar);

1 – Faça um molde imitando rendado e recorte uma tira inteira de tecido seguindo esse padrão, deixando uma margem de 4 dedos na parte de cima;
2 – Cole a parte de cima por dentro da saia, aplicando a cola para tecido de modo a barra ficar com o efeito rendado mas sem aparecer a ponta de cima nem danificar a saia por fora;

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3 – Recorte duas tiras de tecido iguais de 4 dedos de largura cada para criar suspensórios. Você pode costurar 2 botões na frente e 2 botões atrás da saia e fazer pequenas aberturas nas pontas dos suspensórios para abotoá-los à saia e deixar o look mais seguro! (não fiz isso porque não deu tempo! hahahah)

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Observem que a paleta de cores desse look inclui um salmão (que em mim pareceu nude hahaha) e cor de vinho. Funcionaram como background já que o destaque foi todo para a estampa colorida! A mistura de cropped + suspensórios é uma aposta menos convencional mas que fica bem junina! Viu que dá pra usar peças neutras e lisas do seu armário, né?

Além dos croppeds, outra tendência que pode ser explorada é o all jeans. Na verdade a ideia é usar peças do seu armário com cores neutras ou que harmonizem bem com as estampas que você vai usar. E jeans não tem erro, né? Tudo combina com jeans!

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Aplicar retalhos em calças não é novidade mas é bem prático. Além de espalhar retalhos pela calça, grudei nas regiões dos bolsos. A cola pra tecido não danifica tanto, dá para tirar os retalhos depois, mas se você não quiser nenhuma marquinha no seu jeans a dica é costurar. Nem que seja fazer um ponto com linha e agulha em cada ponta do retalho.

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Além da calça, poderia ter colado retalhos nos bolsos da camisa! Mas optei por fazer uma gravata borboleta (ou laço, como queiram interpretar! hahaha). Também poderia ter feito uma faixa de cabelo, tranquilamente, mas esse conceito de roupa pode ser adaptado para um visual masculino, então preferi não incluir muitos acessórios!

Agora vou mostrar os looks no geral só porque amei essas fotos tiradas pela linda da Indiara Gomes que fazem parte de uma matéria pro G1 AM sobre dicas de look pra festas juninas. Para ler a matérias e minhas dicas na íntegra é só clicar aqui.

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Olha a cobraaaaaaaaa! ÊEEEEEEE! É mentiraaaaaa…. pera, conheço aquela ali! É verdade!

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Espero que tenham curtido as dicas! Se você odiou tudo, achou brega e quer me bater por ter perdido tempo lendo esse post PERALÁ! Não precisa fazer nada disso, bastar comprar uns fitilhos coloridos, fazer umas tranças embutidas com eles ou apenas amarrar como laço em rabos de cabelo ou nas clássicas 2 trancinhas de caipira.

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30 de junho de 2016

Eu já vinha há tempos querendo escrever sobre um dos meus filmes preferidos e, aproveitando o convite das meninas do Chá para escrever novamente para o #quintacult , aliei vontade e inspiração para as dicas de hoje. A inspiração veio do comercial da Heineken que questiona o público sobre o fato de que as mulheres também podem gostar de futebol, (pode ser visto aqui) então as dicas de filmes essa #quintacult levantam um questionamento similar: Já pensou que as mulheres também podem gostar de filmes de luta?

Respondendo essa pergunta, eu, uma mulher, indicarei para vocês dois filmes que simplesmente adoro e que tem a luta (mais especificamente o boxe) como tema.

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O primeiro filme que indico é um grande clássico do gênero: Rocky – Um Lutador, de 1976, que foi o primeiro de uma série de seis filmes protagonizados pelo personagem Rocky Balboa. Os demais são Rocky 2 (1979), Rocky 3 (1982), Rocky 4 (1985), Rocky 5 (1990) e Rocky Balboa (2006). No entanto, pretendo convencê-los a assistir apenas ao primeiro filme (porque este, com certeza, fará com que vejam todos os outros). A história por trás de “Rocky: um lutador” é simplesmente fantástica (principalmente para entendermos o porquê de Silvester Stallone ser o protagonista da série), mas sem me ater aos detalhes por detrás das câmeras, a história do filme é o que realmente me encanta.

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Com um orçamento apertado perceptível, o filme realmente consegue contar uma história humana. É impossível assisti-lo e não ficar tocado. Não é um filme sobre boxe apenas, nem tão pouco um filme de grandes feitos, é um filme de pessoas normais, e acredito ser essa a fórmula ideal do filme: a identificação. Por isso, apesar de ser um filme de boxe, que contem (óbvio) excelentes lutas, a história atinge várias esferas. Rocky (Silvester Stallone) é um cara de origem humilde, que vive numa pobre Philadélfia, trabalha para um agiota e luta boxe no resto do tempo, e que por mais que goste de lutar e viva em um ambiente propenso a violência, é um sujeito de grande coração (awn <3).
Stallone criou um personagem rude porém sensível, onde todo mundo poderia se identificar de alguma forma. Rocky Balboa tem um amigo com dificuldades com o álcool, Paulie (Burt Young),  que o ajuda a ~ficar com sua irmã, Adrian (Talia Shire) (pq amigo que é amigo também é cupido, não é mesmo, rs!), que tem muitas dificuldades com sua timidez.

Os personagens secundários são de extrema importância para o desenvolvimento do protagonista, todos possuem relevância dentro da trama, influenciando diretamente a vida do protagonista.

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No decorrer da história, Rocky tem a chance de lutar com Apollo Creed (Carl Weathers) o campeão mundial dos pesos pesados, que na verdade quer dar um golpe publicitário lutando com um amador para ter uma vitória certa e fácil. O que sai diferente do que ele espera é o fato de Rocky decidir treinar de verdade e de modo intensivo com o ex-lutador Mickey Goldmill (Burgess Meredith), apenas com o objetivo de terminar a luta sem ser nocauteado pelo campeão.

FILMBILD / T: Rocky / Rocky D: Sylvester Stallone, Burgess Meredith R: John G. Avildsen P: USA J: 1976 DA:- Jadis BildID: 424185 Filmstill // HANDOUT / EDITORIAL USE ONLY! / Please note: Fees charged by the agency are for the agencyÃs services only, and do not, nor are they intended to, convey to the user any ownership of Copyright or License in the material. The agency does not claim any ownership including but not limited to Copyright or License in the attached material. By publishing this material you expressly agree to indemnify and to hold the agency and its directors, shareholders and employees harmless from any loss, claims, damages, demands, expenses (including legal fees), or any causes of action or allegation against the agency arising out of or connected in any way with publication of the material.

O treino intensivo, a dedicação, o esforço e a persistência do personagem dá a história um rumo totalmente inesperado e nos traz o ponto alto do filme: a última luta, sendo ela o clímax, onde é gerada toda a expectativa ao redor de Rocky. E é exatamente ao fim da grande luta que é exposto o que faz (na minha opinião) o personagem ser tão interessante, o fato de pouco importar quem ganha ou perde a luta, pois no momento final o destaque é a satisfação pessoal do personagem que se sente completo por ter conseguido os objetivos que buscava e por ter vivido aquilo que ele almejava para si mesmo.

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É por isso que “Rocky: Um lutador” ocupa o topo da minha lista de melhores filmes da vida, pois mesmo sendo um filme de boxe, aborda temas pessoais, com destaque para as discussões entre Rocky e seu técnico Mickey (Burgess Meredith), assim como os momentos românticos entre Stalonne e Talia, ambos em grande atuação.

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De maneira quase unanime, nas críticas que li sobre o filme, Rocky é sempre lembrado por ser um símbolo de superação e determinação. Mas, seguindo a linha chata e “diferentona”, ao contrário do que a maioria pensa, acredito que não deve ser resumido somente a essa fama. Ao se olhar mais de perto, ele é um personagem mais complexo, que sempre travou sua maior luta internamente. Ao mesmo tempo em que não mede esforços em busca de um objetivo, também vive à deriva, sem ter tido sucesso em nada do que fez. Erram aqueles que dizem ser um filme sobre superação, motivação, ânimo e amor. Sim! Amor! <3 À vida, ao esporte e a Adrian, sem necessariamente envolver luta. “Rocky – Um Lutador” levou 3 estatuetas do Oscar:  Melhor Filme, Melhor Diretor (John G. Avildsen), Melhor Edição. E confesso, para mim é SIM um filme de luta, de boxe, com conteúdo. É o meu tipo de filme, que tenho que tirar o chapéu, indicar e dizer: Filmaço!

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Olá mamães e simpatizanres (rs)! O post demorou mas chegou! Tive algumas mudanças na minha vida que me impediram de dedicar-me ao blog mês passado mas o post desse mês é especial pois foi um pedido de mães amigas.

Introdução alimentar. Essas duas palavrinhas nos fazem ter alegria, dúvidas, medos, receios….e por causa disso resolvi procurar quem realmente entende do assunto para falar um pouquinho sobre esse tema que merece muito estudo e atenção das famílias que possuem bebês. Convidei as nutricionistas Renata Dantas e Camila Cyrino que são especializadas na área infantil e fazem parte da equipe Lápis de Maçã – que é um projeto envolvendo cursos e palestras para famílias com bebês e crianças sobre educação nutricional – para responder questões que um dia foram minhas e que tenho certeza que HOJE são de muitas mães e pais.

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1 – A introdução alimentar dos tempos dos nossos pais aos dias de hoje mudou muito. Quais são as principais diferenças, por exemplo dos anos 90 para cá?

A principal diferença está na abordagem da introdução alimentar e na confiança no bebê. Antigamente o bebê era um ser passivo, que “precisava” consumir as papinhas, uma vez que a recomendação na época era iniciar a introdução alimentar aos 4 meses, quando a criança ainda não tem desenvolvimento suficiente para ser ativo no processo, e por isso as refeições muitas vezes eram trituradas ou liquidificadas e até oferecidas na mamadeira, prejudicando a amamentação e colocando o risco do desmame precoce. Além disso, a cultura do suco era bastante presente. Embora não seja mais a recomendação, isso ainda acontece com uma certa frequência, infelizmente. Hoje a recomendação é que a introdução alimentar deve ser iniciada após 6 meses de aleitamento materno exclusivo, baseada na alimentação responsiva, em que o bebê é respeitado e ativo no processo da sua alimentação.

2 – O que é o método BLW?

O BLW é uma abordagem da introdução alimentar focada principalmente na autonomia do bebê. Vem de baby-led weaning, onde o bebê guia a própria alimentação. A função do adulto é ser mediador e supervisor, além de oferecer os alimentos da forma adequada. O restante, quem faz é o bebê. O BLW utiliza os alimentos sólidos pois é a maneira que o bebê consegue agarrar o alimentos para levar à boca, dando grande autonomia no processo. O bebê é colocado a conhecer diferentes cores e texturas, escolher dentre as opções oferecidas o que vai consumir primeiro, além de ter a oportunidade de desenvolver a mastigação desde o início, um item fundamental no processo alimentar. Vale lembrar que não é deixar o bebê comendo sozinho e ir fazer outras coisas, é necessária supervisão sempre.

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3 – Sabemos que as pessoas costumam alimentar seus bebês de acordo com o que o vizinho, o amigo, o parente falou com o discurso “Meu filho comeu e não morreu, então pode dar”. Por que é perigoso propagar essa ideia?

Primeiro porque a ideia é formar indivíduos saudáveis, não sobreviventes. As recomendações profissionais quanto à alimentação infantil são baseadas em estudos e evidências científicas, difundidas por instituições como a Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria, o que dá segurança para serem propostas. Segundo que quando se fala em prevenção, se fala em redução dos riscos: riscos de desenvolver obesidade, diabetes e hipertensão no futuro, riscos no desenvolvimento de alergias e intolerâncias alimentares, riscos de formação de hábitos alimentares prejudiciais. Se o início da alimentação for feito de forma correta, diminuímos estes riscos e temos maior chance de formar indivíduos com qualidade de vida e saúde plena. É importante buscar informações sempre com profissionais habilitados e atualizados.

4- Que alimentos o bebê menor de 1 ano NÃO pode consumir e por quê?

Os alimentos não recomendados no primeiro ano de vida estão ligados ao paladar que está em formação, aos hábitos alimentares, risco de contaminação e ao risco de desenvolver alergias, uma vez que o trato gastrointestinal do bebê ainda está imaturo e pode facilitar a passagem de substâncias no intestino às quais pode haver alguma reação do organismo. Entre os alimentos não recomendados para os menores de 1 ano estão: leite de vaca e seus derivados, açúcar (de qualquer tipo e qualquer alimento que o contenha), sementes oleaginosas, alimentos ultraprocessados (prontos para consumo), frutos do mar, mel, sucos, chás e água de coco, conservas, embutidos e enlatados. A alimentação deve ser o mais natural possível.

5 – Quando inicia a introdução alimentar, como fica a amamentação?

A amamentação continuará em livre demanda, sempre. O leite materno é o principal alimento do bebê no primeiro ano de vida, sendo exclusivo até os 6 meses e recomendado até os 2 anos ou mais. A introdução alimentar é um processo contínuo, não é um momento. É quando o bebê começará a conhecer outros alimentos além do leite materno. A alimentação é complementar, ou seja, ela é adicional ao leite materno, e não substituta.

Mother breastfeeding baby in living room

6 – Quais benefícios da introdução alimentar manejada de maneira correta?

Os benefícios estão relacionados sobretudo à formação dos hábitos alimentares saudáveis, que o indivíduo leva para a vida inteira, o que influenciará diretamente a sua saúde, como comentado anteriormente. A introdução alimentar faz parte dos primeiros 1000 dias de uma pessoa (270 dias da gestação + primeiros 2 anos de vida), os quais há evidências, se conduzidos de maneira adequada, de serem determinantes para maior desenvolvimento cognitivo, motor e sócio-emocional, maior performance escolar e proteção contra obesidade e doenças não-transmissíveis como hipertensão e diabetes, não sendo possível essa intervenção tão eficaz em qualquer outro momento da vida.

Ou seja pessoal, introdução alimentar é assunto SÉRIO, não podemos dar ouvidos a quem não seja da área de nutrição ou pediatria. Nada de enfiar leite ninho na mamadeira de bebê pois contém leite de vaca viu! Nada de fazer ~receitinha que a vizinha ensinou sem falar com o pediatra. Os benefícios de uma boa alimentação pro bebê refletirão na vida toda.

Se quiser saber mais sobre os cursos e palestras da Lápis de Maçã, clica aqui e dá uma olhada na página delas. Deixarei também: instagram @lapisdemaca e o WhatsApp: 81009416.

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20 de junho de 2016

Já tem um tempo que venho sentindo um desgaste e até porque não dizer, “nojinho” de boa parte das redes sociais.

“Mas como assim Maiara, tu tens um blog e enjoou da internet?! Comassiimmm?!”

Não é que eu tenha enjoado da Internet (nunca! eu amo esse mundão virtual de meudeus hahahaha), mas me sinto saturada de super exposição de tudo, todos a qualquer instante. E percebi que não estou só nesse sentimento! Conversando com amigos e conhecidos, descobri que tem mais pessoas cometendo “pequenos suicídios virtuais”. Trocando em miúdos: deletando conta de instagram, snapchat, facebook, whatsapp eternamente no silencioso e/ou saindo dos 1029391628376 grupos (tenho certeza que você também já quis fazer #aloka e sair de vários deles sem nem dizer tchau!).

Fui perguntar os motivos e eles foram diversos. Muita gente se desgastou demais com amigos, conhecidos e familiares nos últimos meses por conta das opiniões e divergências políticas, outros cansaram das enxurradas de fotos documentando cada instante da vida alheia, uma selfie atrás de outra, avalanche de propagandas, links e mais links de notícias (e quando você pára pra ver, sua barra de rolagem já nem existe mais!), a cada momento algo novo pra ver, ler e comentar.

GoOn

 

Até uns 15 anos atrás o mundo da internet era uma mina de ouro. As informações estavam lá mas você precisava “cavar”, passar horas “catando” os melhores links pra baixar músicas, descobrir na base da tentativa e erro quais os melhores fóruns sobre determinado assunto, o Google ainda não te entregava à distância de um clique milhares de links disponíveis sobre a mesma coisa. Era ralado conseguir informações (e verídicas) sobre qualquer coisa. O máximo de interação com outros ~internautas~ (noooossa, revelando os termos virtuais pré históricos! E de quebra, minha idade) era por meio do ICQ (sdds barulhinhos irritantes), mIRC (sdds “oi, quer tc?” “espera só mais 20 minutos, tá carregando a foto”, chat do UOL (meu deus…o horror hahahahaha), fóruns e blogs (olhem que incrível, se fazia amizades comentando loucamente nos blogs Brasil/mundo afora!).

Não havia celular com câmera, mas quando as câmeras digitais começaram a se popularizar, logo uma rede social virou mania, já dando a dica de que gostamos mesmo de exibir nosso cotidiano pra geral: Fotolog! Quem nunca postou aquela foto estourada de flash com texto de música mais uma frase de indiretinha pra quem quer que seja? Depois veio o Youtube, Orkut, Facebook e o resto é história, ficamos cada vez mais viciados em acompanhar a vida dos outros e receber informações (relevantes ou não) a cada minuto do dia. Há estudos apontando que 93% do tempo conectado é gasto no Facebook. E no Brasil a média de tempo conectado passa de 27 horas por mês, a maior média da América latina (nada pra se orgulhar, galere).

A questão é que chega uma hora que você tá exausto, mau humorado, “de bode” de interagir online e nem sabe direito porque. Amigo(a), você só está cansado também, saturado de tanta notificação. Geralmente o primeiro ímpeto é o do “já chega, vou deletar todas as contas e sumir!”

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Mas isto não funciona tão bem em um mundo onde a internet é essencial, principalmente para assuntos acadêmicos e/ou profissionais, além das relações pessoais. Se você resolver cometer “suicídio virtual”, é capaz que retorne dentro de alguns meses, mesmo que a contragosto, por necessidade. Então como que faz esse tal detox?! Tenho algumas dicas, de coisas que passei a fazer e outras que li/ouvi sobre os processos de detox alheios.

  1. Silencie todos os grupos por um ano – Essa não é irreversível caso você se arrependa ou precise estar atento a algo de trabalho, por exemplo. Então vai lá e silencia sem dó! Tenha disciplina e só leia quando estiver em tempo livre e o que você considerar relevante.
  2. Substitua o feed do Facebook por mensagens motivacionais e lembretes com o Feed eradicator  – ok, essa pode ser bem radical, mas funciona pra quem abre a rede social “só pra ver as notícias” e 3 horas depois ainda tá olhando o feed (você ainda pode ver as notificações, páginas, tudo normal, mas terá que buscar sobre o assunto ou pessoa que lhe interesse). Faça isso e veja como seu tempo vai render e você terá mais assuntos quando vir seus amigos pessoalmente!
  3. Desative o chat do Facebook – Isso não impede que falem com você ou que você converse com os outros, você apenas não aparecerá mais disponível sempre que fizer login, de forma que só as pessoas que realmente queiram/precisem falar com você irão mandar mensagem. Fim da conversa fiada!
  4. Veja seu Instagram/Snapchat só e somente em horário ~realmente~ livre – sim, eu sei que são redes sociais feitas para acompanhar em ”tempo real”, mas justamente por isso elas roubam um tempo precioso do seu dia. Você vai lá ver “só uma fotinha” e acaba passando horas e horas curtindo fotos, adicionando mais perfis interessantes e lá se foi o dia (por isso mesmo eu deixei de usar o Tumblr, apesar de amar muito! Eu não fazia mais nada além de curtir e dar reblog).

No fim das contas é tudo questão de disciplina, organização e bom senso sobre o quê você vai consumir de informação, quem você vai adicionar (se no seu feed não há nada que preste, não é culpa do Mark) e que momento do seu dia é interessante/útil se manter conectado. Conseguindo por isso em prática minimante, se dê um belo parabéns por ter seu tempo de volta! 😀

PS: não fiquem chateados por eu interagir pouco em redes sociais, não dei block e nem unfollow em ninguém, só estou aproveitando melhor a vida offline <3

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